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![]() January 26, 2009»
PARTE 42 Chega de divagar no que você amava, em como eu queria que fosse, no ideal da vida de um casal feliz para sempre e que não vai ser feliz por mais de meia hora se eu continuar divagando assim. Ah....eu tinha prometido ser racional, mas quase não consigo. Não consigo resetar a máquina que é esta minha cabeça pensante demais. Uns pensam que eu sou geniosa, mas não, eu sou louca mesmo. Eu penso, repenso, misturo tudo: alegria com euforia, raiva com medo, insatisfação com tristeza, incompetência com azar. Eu não tenho o mínimo discernimento entre essas coisas. Eu tenho a sensação de que não há mais chances, a não ser nascer de novo. Preciso de alguém que me assassine.
postado por claudia ( 7:32 PM) | escreva também (0)
January 6, 2009»
PARTE 48 Eu não sei se você imagina que me passa pela cabeça abandonar o seu corpo e alma, sair da sua vida. É que eu nunca fui tratada desta forma. Nunca fui diminuída como se eu não tivesse valor. Porque eu nunca presenciei tamanha bipolaridade. Porque eu não reconheço você quando me deparo com frases tão duras, cruéis e afastadoras da sua boca que pouco procura a minha. Porque você diz que eu não sei usar as palavras como ela quando me expresso, mas você sabe usar muito bem as suas para me deixar inexpressiva no nosso relacionamento. Porque a cada palavra dura eu perco a vontade de transar com você, de dizer que amo você, de tentar acreditar que você é o melhor homem que eu já tive na cama. Porque, meu amor, eu não creio que você vá mudar. Eu não creio que você pode melhorar. Porque ninguém melhora depois dos 40 anos, sem um susto, como um breve ataque cardíaco. Porque ninguém diz que ama mais do que tudo num dia e chama o ser amado de pior pessoa do mundo no outro (embora eu seja isso mesmo). Porque, meu amor, você não entende o quanto eu fico triste, infeliz e seca intimamente quando você me trata como um homem que merece chutes no estômago. Porque, meu amor, eu não sou mais uma insensível de tantas que passaram na sua vida. Porque ao contrário do que você pensa, eu sei bem o que é tolerância, ao contrário de você, quando põe o dedo no meu nariz e me xinga como se eu fosse uma bandida-vagabunda-inútil-e-suja. Ai, como eu queria sentir isso de verdade e escrever, de verdade, tudo isso a você. postado por claudia (11:52 PM) | escreva também (0)
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