September 13, 2008

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PARTE 29 

Mesmo depois de ter certeza de que você era o homem da minha vida, percebi que do jeito que você era, não poderia ser o homem da minha vida. Nunca falei sobre sexo com o homem da minha vida e, apesar de sentir prazer, já me incomodava o seu jeito convencional de subir sobre o meu corpo e se movimentar feito um relógio nervoso. Já não achava mais graça não ouvir palavras quentes da sua boca e frases que deveriam instigar a minha imaginação. Eu mal conseguia perceber quando você gozava, quando desejava fecundar um óvulo ainda virgem de qualquer outro homem. Outro homem. 


Tive um homem que me dava muito prazer. Ele deixava com que eu atrasasse os ponteiros do seu relógio e domasse o ritmo. Ele imaginava situações eróticas e sussurrava no meu ouvido. Ele cuspia na minha cara. Ele me machucava, esquecendo que eu era frágil. Ele não me tratava como mulher, ele me tratava como puta. Porque eu adoro ser uma puta, mesmo que eu passe ternura pelos meus olhos, sempre que vejo você.


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