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![]() April 19, 2008»
PARTE 24 Eu te amo porque te amo e não sei ser outra coisa. Por isso, sou amante-assassina e fui o que fiz. Eu a convidei para tomar um café dizendo que eu era uma editora independente. Eu a matei não só porque o amo, mas porque sempre tive inveja dela, por ela escrever incrivelmente melhor do que eu. Imaginei mil vezes você admirando cada conjunto de palavras que saíam assim, como se nada fosse, daquela cabeça incrivelmente pensante. Mas agora isso acabou. E todas as palavras dela não são suas, nem de ninguém. postado por claudia ( 8:37 PM) | escreva também (1)
April 12, 2008»
PARTE 22 Foi no dia em que você descobriu tudo que também descobrimos que eu estava louca. Eu cheguei naquele ponto em que posso ser perigosa para mim. Eu já não só não queria dormir para não ficar sem olhar para você, como eu já tinha matado a outra e chaveado nós dois durante 3 dias no seu novo apartamento. Escondi o celular, arranquei o telefone fixo da parede, amordacei você para que não pedisse ajuda. Mas sempre foi amor. A-MOR. Eu fiquei louca. E estava adorando ficar louca. Até que você deixou outro bilhete dentro do meu livro: “Vou deixá-la. Quero a separação. Hoje mesmo vou arrumar minhas coisas e voltar para a casa de meus pais. Isso até que você diga: ‘não quero mais ser louca. Serei outra para sempre.’ ” postado por claudia ( 8:56 PM) | escreva também (0)
April 7, 2008»
PARTE 19 Quando eu era menina, tinha medo de fotografia. Não entendia porquê, ao ouvir “olha o passarinho”, nenhum passarinho saía dali. Não suportava aquela luz que cegava meus olhos. Simplesmente pensava: isso só pode ser do mal. Isso deve roubar a minha alma, fazer uma doença surgir na minha cabeça. Morria de medo daquela coisa sem explicação que não dava resultado imediato nenhum. Então, sempre nos meus aniversários, o que mais se tem registrado é uma menina de maria-chiquinha no colo tentando não olhar para a câmera, abrindo o berreiro. Ou uma menina ao longe, olhando de canto, feito um gato arisco. Ou aquela mesma menina escondida debaixo da mesa da cozinha com pânico daquele instrumento malvado que fazia mal para a família inteira, mas que todos insistiam em usar. Algo nocivo como o cigarro, o álcool, o sol sem protetor. Evoluções nos salvam dos medos, eu sei. postado por claudia ( 1:07 AM) | escreva também (1)
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