December 8, 2007

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PARTE 1

Naquele dia eu tinha tomado algumas decisões. Eu recomeçaria tudo, mas não sabia por onde começar. Nem por isso me senti ansiosa ou inquieta. Estava serena, tranquila, introspectiva. Estava cansada da bebida – do whisky sem gelo, da quantidade exacerbada de homens – praticamente metade de um alfabeto, das poucas horas de sono e das irresponsabilidades - dirigir embriagada de uma cidade a outra.

Eu tinha que recomeçar. Nem que fosse pelo fim.

Só me restavam alguns pensamentos já descrédulos do que poderia acontecer dali para frente. Eu estava pagando pra ver se tudo o que eu acreditei a vida toda, aconteceria. Eu estava começando do zero só para esperar a campainha tocar, o telefone chamar, a luz acender. A minha porta ficaria entreaberta, mas diferente das outras vezes.
Agora tudo o que eu assumisse, seria para sempre (mas disso, ninguém poderia saber).

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NOTA: Esta história não terá capítulos em sequência lógica. Monte seu quebra-cabeça depois.



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