June 26, 2007

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Eu e você temos hora para acordar. E não são mais as mesmas. Não mais acordarmos juntos, mesmo sem malícias. Eu não sei o que, realmente, acontece com você. Não sei dos detalhes (coisas que sempre e mais me importavam).
Queria saber extamente o tom do seu céu. O cheiro que sente quando respira com narinas desobstruídas. Queria ouvir o primeiro som que você ouve ao acordar. Queria saber qual a exata temperatura do corpo e como você fica sem minha mão no seu rosto - um rosto meio dormindo - e mais meus simples beijos de bom-dia.

Sabe, desculpa, mas não gosto de imaginar você rindo sem mim, mas quero que sejas feliz. Nem posso pensar de algum momento em que não estou presente em seus pensamentos, dando lugar ao futuro próximo (mas você precisa pensar nele).
Às vezes desejo ir, ficar um pouco, para conhecermos coisas juntos (eu queria pedir: "me espere!" Mas não posso.)

Ontem pensei em deixar de fazer a cozinha de casa como expliquei: paredes vermelhas, armário brancos, torneiras novas, bancada de granito preto e suas fotografias de saleiros decorando as partes lisas. Pensei em não fazê-la para poder ficar mais perto de você quase sem comer - se necessário. Mas a arquiteta já foi lá e cheguei na fase de me enraizar, investir no lar, no pão de cada dia, cada dia melhor. São tempos diferentes. Diferentes até no relógio: aí já é noite, os postes estão com luzes acesas e aqui ainda é dia e, com a saudade que não passa, nem o dia parece que vai passar.

Só agora estou sentindo o seu desaparecimento, a sua ausência diária. Uma tortura em conta-gotas que vai dissipando as partes suas nas partes minhas.
Quando eu chegar em casa hoje vou querer cheirar seu perfume para reacendê-lo, mas confesso: tenho medo de querer mais.



Quem escreveu

Me esvaio em choro.
Não passaram duas semanas, parecem ser meses.
A solidão tem me matado. São poucas as pessoas para conversar. Max e Cecilia cada vez menos, as vezes a Giovanna, que também é pouco pq fica em seu fantástico mundo de ser mãe.
Torço para que alguém venha conversar comigo sobre futebol, mas não tem disso aqui. Hj na fila para fazer o codice fiscale me senti mais um de lotes de estrangeiros. Me senti só. Depois de cerca de 4 horas de espera saio com o tal bendito número. Adivinhe a primeira coisa que penso? Pegar meu gasto celular e ligar para a Cau para contar a novidade. Mas, não tinha como. Fiquei brabo, pq fiquei mais triste com o tal do código do que sem ele. Queria te contar no mesmo momento, para depois comentar as coisas engraçadas que vi, no jantar. Sendo frango, salada, batata, trianon, cebola caramelada, japones ou pastinhas. Qualquer coisa, mas breve não haverá.
As vezes me dá vontade de ficar em casa esperando o tempo passar. Dormir para esquecer. Mas tenho que sair para fazer valer a pena. O problema é que fora de casa me sinto sozinho, e dentro dela tenho a minha própria companhia, o que já vem sendo pouco a cada dia.
Tento nem pensar nos detalhes, mão, nana, bum dia pra vx, aurorus, pq fico mais triste e feliz ao mesmo tempo.
Bem, agora me voi. Vou tentar achar um Carlo muito bom para quando eu voltar formar uma dupla com a Claudia que já é muito melhor.
beja

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