June 29, 2007

»

frente card.jpg

foppolo-postcard-back.jpg

postado por claudia ( 2:47 PM) | escreva também (1)

June 28, 2007

»

cardpimenta.jpg

cardback.jpg

postado por claudia (12:01 AM) | escreva também (0)

June 26, 2007

»

post hand foot.jpg

post han foot back.jpg

postado por claudia (11:10 PM) | escreva também (1)

»

stiffies.envelope.jpg

Eu e você temos hora para acordar. E não são mais as mesmas. Não mais acordarmos juntos, mesmo sem malícias. Eu não sei o que, realmente, acontece com você. Não sei dos detalhes (coisas que sempre e mais me importavam).
Queria saber extamente o tom do seu céu. O cheiro que sente quando respira com narinas desobstruídas. Queria ouvir o primeiro som que você ouve ao acordar. Queria saber qual a exata temperatura do corpo e como você fica sem minha mão no seu rosto - um rosto meio dormindo - e mais meus simples beijos de bom-dia.

Sabe, desculpa, mas não gosto de imaginar você rindo sem mim, mas quero que sejas feliz. Nem posso pensar de algum momento em que não estou presente em seus pensamentos, dando lugar ao futuro próximo (mas você precisa pensar nele).
Às vezes desejo ir, ficar um pouco, para conhecermos coisas juntos (eu queria pedir: "me espere!" Mas não posso.)

Ontem pensei em deixar de fazer a cozinha de casa como expliquei: paredes vermelhas, armário brancos, torneiras novas, bancada de granito preto e suas fotografias de saleiros decorando as partes lisas. Pensei em não fazê-la para poder ficar mais perto de você quase sem comer - se necessário. Mas a arquiteta já foi lá e cheguei na fase de me enraizar, investir no lar, no pão de cada dia, cada dia melhor. São tempos diferentes. Diferentes até no relógio: aí já é noite, os postes estão com luzes acesas e aqui ainda é dia e, com a saudade que não passa, nem o dia parece que vai passar.

Só agora estou sentindo o seu desaparecimento, a sua ausência diária. Uma tortura em conta-gotas que vai dissipando as partes suas nas partes minhas.
Quando eu chegar em casa hoje vou querer cheirar seu perfume para reacendê-lo, mas confesso: tenho medo de querer mais.

postado por claudia ( 2:41 PM) | escreva também (1)

June 25, 2007

»

ak0078.jpg

postado por claudia ( 2:44 PM) | escreva também (1)

June 23, 2007

»

postcard ok.jpg

postado por claudia ( 4:34 PM) | escreva também (0)

June 20, 2007

»

618901_brown_envelope.jpg

Acordo todas as manhãs com a cama, praticamente, arrumada. Não existe ninguém para rejeitar os lençóis.

Agora eu lavo as embalagens de iogurte para colocar no lixo reciclado. (eu aprendi e, afinal, quero que meus filhos tenham um mundo tão bom quanto o nosso ). E saboreio todos eles antes de vencer a validade.Vou ao supermercado e esqueço de olhar os preços. Compro menos leite.

Olho para as portas e não há, em nenhuma delas, toalhas secando pós-banho. Deixo quase todas as luzes de casa, apagadas. Ouço o ranger do armário que só eu abro e já não remeto o barulho a sua presença. Todas as roupas que sobraram estão dobradas dentro de uma única gaveta. As fotografias ainda estão lá - embora eu tivesse programado tirá-las para não olhar para nós todos os dias.

Nunca mais a TV parou em um canal de futebol e o radinho de pilha está
mudo, no fundo de uma gaveta que foi sua. Os vinhos estão guardados. As vodkas que ficaram, também.

O caracol não está mais lá. Deve ter encontrado o seu caminho. No meu celular chegam mensagens, mas nunca são seus bom-dia. E-mail chega um por dia, contando algumas coisas e, em cada palavra, há um pouco de sofrimento. Tento não escrever ou responder, mas não consigo pois, como você mesmo diz: " você fuma suas tristezas".

Não há mais valsas ou sambinhas em lugares inapropriados (os olhos do elevador não sorriem mais). Quase não falo. E os gatos acham o silêncio estranho (apenas penso).

Não, eu não sinto frio - coloquei um cobertor a mais na cama e ligo o
ar-condicionado durante uma meia hora para esquentar o quarto. Assisto a filmes no DVD e não pego no sono - o que eu gostava mesmo era de ter
você me velando ao lado. Não tenho vontade, nem paciência, nem
inspiração para textos (há muito não tenho) ou para a cozinha.
Descongelo congelados, peço tele-entrega que eu possa comer na cama, até porque é triste ficar sozinha sobre uma toalha limpa, com pratos brancos e talheres bonitos à mesa. Também não sinto falta dos amigos. Quero a solidão, para que você, aí do outro lado, não sinta-se sozinho
com ela (quando você tiver um milhão de amigos eu estarei chorando, pois fiz-me esquecer).

Todos os bilhetes estão guardados - e não quero lembrar onde - mas tem
um no box do banheiro que continua lá, feito um souvenir. Na estante tem mais espaço para os meus perfumes e só há um sabonete para ser
usado. Os shampoos...Não mudou a quantidade deles, mas é porque eu sempre gostei de variar. Esta noite sonhei que meus cabelos estavam curtos, muito curtos e que eu, às vezes gostava e outras vezes, lembrava de você que poderia lamentar (mas nem tenho mais as suas mãos para acariciar e nem seus olhos para olhar).

Amanhã posso acordar melhor. Acordar para outra coisa. Ou reacordar para você. Mas se isso acontecer, amanhã eu escreverei outra carta. Talvez.


Porto Alegre, ontem, 2007.

postado por claudia ( 6:52 PM) | escreva também (2)

»

pacote.jpg

Contém:

- lembranças
- sorte
- meu cheiro
- 01 norte
- remédio
- carinho anti-tédio
- bons sonhos
- realidade
- 01 riso
- e, claro, saudade.

postado por claudia ( 1:41 PM) | escreva também (0)

June 18, 2007

»


A dor no peito
que me causa o vazio do leito
e o medo da certeza à distância.

Ninguém mandou aceitar
ninguém mandou entender
ninguém mandou ter
esperança.

postado por claudia ( 4:49 PM) | escreva também (0)

June 1, 2007

»

Distraio a distância prevista
penso nos novos dias
um dia diferente do outro
do outro que passei um dia.

Não encontro outra solução
no poema.
Reescrevo a história
e, aos poucos,
tudo fica
na memória
(minha e do outro).

postado por claudia (12:24 PM) | escreva também (0)