Pernas não abrem não sentem não ardem esquecem meditam se esticam encardem.
Pernas coladas ainda desacordadas (ex-taradas).
Pernas Entre elas Um espaço de fome
Como a boca de um monstro Como o gosto de sangue Na língua cortada Por um beijo afiado
Pernas Como duas sentinelas
Guardando o óvulo Feito ave
Moldura de carne
Nas curvas suaves Um olhar agudo
O sangue fugindo Quando a mão enforca a perna
Condenada A passar a noite desperta
Pernas Abertas
Para que um homem Entre elas
Se ofereça em sacrifício.
postado por: Everton | November 14, 2006 9:19 AM
festival das diretas já!
postado por: carlo | November 30, 2006 11:42 AM
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Pernas
Entre elas
Um espaço de fome
Como a boca de um monstro
Como o gosto de sangue
Na língua cortada
Por um beijo afiado
Pernas
Como duas sentinelas
Guardando o óvulo
Feito ave
Moldura de carne
Nas curvas suaves
Um olhar agudo
O sangue fugindo
Quando a mão enforca a perna
Condenada
A passar a noite desperta
Pernas
Abertas
Para que um homem
Entre elas
Se ofereça em sacrifício.
postado por: Everton | November 14, 2006 9:19 AM
festival das diretas já!
postado por: carlo | November 30, 2006 11:42 AM