September 14, 2006

Não vou dizer que não sei
que não entendo.
Pois traduzi as razões alheias
os medos
as raivas
e descobri os mais absurdos segredos.
Mas devo confessar que não imaginava
o abandono no paraíso
a paixão cega e desnutrida
o descontrole
a perda silenciosa
e a sua fraqueza
com tanta precisão.
Nunca percebi em nenhum olhar
o ódio que sente em não me ter
(e a certeza de que nunca me terá).
Nunca pensei nos sonhos
e desejos escondidos
na morte premeditada
pelos inimigos.
E, talvez, nunca acredite
em nada disso.
(Sr. Covardia:
saiba que não trocarei um único pensamento
com você.)



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