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![]() May 29, 2006»
Morrer de amor Atendi ao seu chamado [para minha mãe e meu pai] postado por claudia ( 5:10 PM) | escreva também (4)
May 22, 2006»
E a vida vem de onde menos se espera: postado por claudia (11:56 AM) | escreva também (1)
»Acordar com você postado por claudia (11:51 AM) | escreva também (0)
May 9, 2006»Eu queria dizer algumas coisas a você. Pouca coisa, mas pontuais. Não sinto falta dos anos que você ficou sem ouvir a minha voz, sabendo de minha vida pelos outros. Não sinto falta. A falta que eu sinto é da ausência da dor que aquilo tudo deixou. O erro foi meu e você sabe. Você cometeu erros, muitos deles, e você também sabe. Mas eu não tinha a ver com eles, hoje eu sei, mas fiz o que pensava que podia castigar você daquelas coisas que você mesmo tinha me ensinado que eram erradas. Mas nós dois sabemos que nunca abandonamos um ao outro. Nem no silêncio, na falta de diálogo, nas ligações telefônicas inexistentes. Eu sempre estive em você e você em mim feito uma relação sexual, só que sem sexo. Ah, eu lembro de todos os apelidos que você me deu. De todas as canções pela metade que você cantava. De todas as coisas que me dava escondido. Das risadas e dos abraços meio duros, de uma pessoa sem jeito com crianças. Também lembro de coisas ruins, mas nada de palmadas ou castigos. Nenhuma levantada de voz, nenhuma atenção chamada por qualquer coisa errada, como se eu fosse alguém que não soubesse errar. Você, cego, sempre pensou que eu era perfeita. Perdi a conta das vezes em que você disse uma frase que só passava o quão forte você me via: “você tira isso de letra”. Agora, quanto às outras perfeições...eu nunca soube se você me acha bonita. Sei que imaginou que quando eu crescesse seria alta, loira e magra, ou seja: uma mulher desejável. Hoje sou loira e magra, mas nada alta. Será que, mesmo assim, você acha que eu posso ser desejável ou somente alguém que trabalha e “tira tudo de letra”? Eu não sei. E, talvez, eu nunca pergunte. E, se eu não perguntar, talvez você nunca me diga. Não, meu querido, esta não é uma carta revoltada e nem de despedida. Porque nunca vou odiar você e nem me despedir de você. Nem a minha infância se despediu de você. Ela está viva com a sua imagem em cada imagem que eu tenho em mim. Me vejo de cabelo preso, orelhas de abano, sorriso infantil, vestido verde e branco com uma boneca em uma mão e um churros em outra. Isso quando não me vejo de maiô com uma camisetinha por cima, Hipoglós no nariz e um horror de sair da água salgada e ficar com aquilo tudo grudento pelo corpo. Sim, tudo vivo. E com você ao lado. Tudo está vivo aqui dentro. Feito você. Feito você em todas as vezes que já me ligou. Que já me deu abraços mais duros ainda, cheirando a suor de caminhadas. Que já me ouviu como se fosse um amigo capaz de compreender a minha dor. Que riu a cada xingão que eu dava como se eu fosse a sua mãe. Que entrou e saiu de uma sala de cirurgia por mais de 6 vezes, forte feito um touro treinado. E quanto treino com remédios e hospitais. Quanto treino com bebidas e bares. Quanto treino com processos penais e fóruns. Quanto treino em me amar. Muito treino durante a vida. Tanto treinou que virou craque. Como todos aqueles que você admira (ou admirava, pois o futebol não é mais como antigamente e nem a Seleção Brasileira) quando assiste a um jogo no bar da esquina. É. Deu vontade de escrever esta carta. Só pra dizer estas poucas coisas que dizem tudo. Depois que você melhorar um pouco mais dessa nova empreitada que vai levar, mais uma vez, você a uma sala de cirurgia, eu direi tudo isso ou mais. Ou entregarei esta carta ou ensinarei você a entrar no meu site para poder lê-la e mostrar que resolvi levá-la a público. Isso porque aqui esta carta está salva. Você poderá acessá-la de onde estiver e ainda mostrar para quem bem entender sem ter que levar um papel amassado no bolso. Porque eu sei que você mostra o que eu faço e conta com euforia as minhas peripécias, mesmo tendo perdido o seu elan, como você mesmo, um dia, disse ao explicar porque parou de trabalhar no que parecia gostar tanto. Mas você está certo, chega de condenar e absolver vidas, apenas tem que viver. E falo da vida que vale a pena. A vida que faz feliz. A vida que começa de novo toda a vez que a gente se dá conta de que ela existe. Pronto. Eu queria dizer estas coisas a você. Não exatamente desta forma, mas foi a que encontrei agora. Talvez porque estou tentando “tirar tudo de letra” mais uma vez. Eu sei que eu não disse que amo você, mas lembro de ter escrito isso em alguma carta ou cartão que deve estar no bolso de algum casaco seu de inverno. Agora o “eu amo você” está aqui, novamente, sem que se possa amassar e colocar em um outro bolso. Ele estará aqui, bem guardado, como todas as imagens, todos os risos, cheiros e olhares que você me deu durante a vida toda.
*para meu pai postado por claudia ( 2:56 PM) | escreva também (0)
May 8, 2006»
Põe leite no copo Só não chore postado por claudia (11:53 AM) | escreva também (2)
May 2, 2006»
Minha alma ao vento postado por claudia ( 3:06 PM) | escreva também (4)
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