Sinto a mais maldita das palavras: o lamento. Lamento com tristeza tanto engano. Todas as pequenas mentiras aumentam em número e transformam a realidade do passado em ficção.
Escondo o que sei: não digo. Não digo mais nada pela falta de valer a pena palavras, já que palavras são belas e úteis. Mas não há como deixar de escrevê-las para quem, de verdade, puder entender. Ou quiser entender.
Agora eu sinto que, quando batem na porta, não vejo como via, não há mais olho mágico. Tudo apenas entra sem entrar devidamente em mim. Não há magia, a não ser em circos e são apenas truques que, mais cedo ou mais tarde, são descobertos – triste desilusão infantil.
Ah, como eu temo ter sido ingênua e que esta constatação me torne rude, atéia e crua para sempre. Temo, mas luto. E nesta luta o que me visita é uma tristeza tênue, tranquila, sutil como se fosse acabar amanhã (e poderá). E enquanto constato o que sinto, parecendo-me incompatível com o que sei, eu olho para dentro e, inevitavelmente, permito-me o erro mais uma vez.
[Para Fábio,um homem que eu amo muito]
Quem escreveu
Lindo como sempre, menina. Especialmente a parte do "Não há mais olho mágico"...Mas será mesmo? Eu que te conheço tanto, e que recebo de braços abertos a dedicatória doce, só posso te garantir uma coisa: tudo é magia quando é tu que miras. Um beijo!
Ah: errar é humano. Repetir o erro é demasiadamente humano...
postado por: Fábio | November 17, 2005 1:14 PM
se já sabes o que quer, pq faz-me de sacadas?
queres vida? queres sentir? queres achar?
pq?
se já tens todas as certezas?
ninguém muda?
não?
então me apresento, e vou embora.
foi uma lástima, e como foi.
se queres se machucar, continue achando isso, se não queres tentar, saia, apenas saia. ms avise se irá bater a porta. mas se queres tentar, acredite e não se engane.
postado por: apenas eu | November 17, 2005 5:11 PM