
Minhas roupas nas suas.
Sua debaixo do braço
de tanto e tanto
abraço.
Lava com a minha água
esfregando ao corpo
e repõe ao vento.
Cheiro doce de brisa
secando, sem pressa, a ferida.
Anoitece.
Anoi-tece.
O sereno da lua
umedece a mim.
Amanheço pendurada
e aos pedaços
na sua
bem nua.
Quem escreveu
Suas roupas nas minhas
Uma pilha entrelaçada
No canto esquerdo do quarto
Ao pé da cama
Escultura espontânea chamada desejo
Homenagem a este frágil sentimento
Que queima e vira nuvem
Para chover nos corpos
Que se apagam
Para desenhar um corpo inteiro
As roupas não serão lavadas
Para que nunca esqueçam
postado por: everton | October 24, 2005 4:28 PM
Quem dera presenciar um de seus cansaços...
postado por: ah | October 24, 2005 7:00 PM
As roupas estão prontas
para serem recolhidas.
A seco.
postado por: claudia | October 26, 2005 2:29 PM