September 26, 2005

bola no pé e no coração

Passei praticamente os dois dias de descanso da semana acompanhando futebol. Mas ao contrário do que muita gente pensa, isso não é sacrifício algum. Cresci vendo o meu pai diante da TV com os pés em cima de um puff diante de qualquer jogo e quando o time era o Inter, o ambiente ficava tenso.

Depois que eu cresci, fui a alguns jogos no estádio, pra acompanhar uma outra família fanática e, confesso, a família era fanática pelo outro time. Meu pai não ficou chateado porque sabia que eu ia pra ver como era. Pra ver as pessoas xingando, perdendo a compostura e até puxando briga.

Mesmo com tanta perda de controle do torcedor, eu nunca odiei futebol. Acho um fenômemo que merece bons olhares, assim como o carnaval do Rio de Janeiro. Esses dois "eventos" eu chamo de grandes fenômenos da massa brasileira. Mas voltemos ao fenômeno de um bando de homens correndo atrás de uma bola.

Apesar de eu não ter nascido menino e nunca ter jogado nem futebol amador, o meu gosto pela coisa tem se intensificado. Claro, tendo o Inter como cliente, a coisa é mais do que necessária. Agora eu ando sempre conferindo a tabela do campeonato brasileiro e torcendo arduamente a cada jogo.

Ontem mesmo me peguei gritando dentro de casa com os olhos pregados na TV vendo o Inter, abaixo de chuva, tentando fazer gol no Mineirão. Além disso, assisti a muitas partidas de Playstation: Juventus X vários times. Torcia também. Acho que virou força do hábito. E, por isso, no fim das contas, conquistei o título de namorada perfeita. Pra ver o que o futebol é capaz de fazer.



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