August 9, 2005

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Cada dia eu guardo uma das correspondências fictícias que escrevi em uma caixa que leva o seu nome. Sutilmente, leva o seu nome. Dentro dela estão todas as fotografias que você me deu, mas ainda faltam aquelas de nós que, talvez, nunca teremos.

Cada dia eu olho para um dos postais que foram devolvidos, pois o endereço era desconhecido. Tanto quanto você me parece desconhecido, às vezes. E sim, eu reconheço as minhas loucuras como fazer estas coisas e as alimento sempre que lembro de você. Porque lembranças não podem ser esquecidas, sentimentos têm que ser distribuídos ao vento e seres como você, precisam ser imortalizados. Nem que seja em pequenos pedaços de papel, em envelopes amassados e em canetas que se cansam até perder a tinta.

Espero que, um dia, você goste de receber esta caixa. Também espero que não chore. E que não se arrependa de não ter me buscado no dia em que fugi.

Com um amor que nunca mostrei,
A Sua.



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