May 31, 2005

» dos arquivos: o poema infinito


Encontrei este poema nos meus arquivos de 2000. É uma retrospectiva da vida que não respeita uma cronologia perfeita. Percebi que fui escrevendo impulsivamente (mesmo que de uma só vez) à medida que lembrava dos fatos. Ele se chama “Poema Infinito” porque posso continuá-lo até o fim da vida. Até que nesse dia se tornará finito, de fato. E agora que o redescobri, pretendo fazê-lo. No fim pode dar uma biografia fácil de ler: longa história-que-não-cansa.


Duas décadas e sete anos.
Uns treze quadros
(se me engano).
Uma doença rara
um trauma no dentista
um pulso quebrado
dois gatos
duas gatas
um gato aos quatorze
uma decepção aos quinze.
Dois livros que não são livros
um diploma que nunca vi
um texto premiado.
Um cabelo com franja
um vestido bordado.
Mais de cinco mil noites
mal-dormidas.
Bonecas, carrinhos
um video-game
um autorama
uma piscina de plástico
uma Priscila amiga.
Mesada
matinés aos domingos
com bala Sete Belo na boca
chiclé no cabelo
e piscadelas
e flertes
e fofoquinhas
e pai bebendo
e irmã já moça
e amigas burras.
Todas as provas com notas boas
três professoras inesquecíveis
um namorado lindinho
nenhum beijo-marco.
Um vestido preto com laço dourado
um choro abafado no quarto
outro choro abafado
outro choro alto
outro choro escancarado.
Tarquicardia por muita Coca-Cola
cursinho levado a sério
uns três amores platônicos
uma viagem ao Paraguay
presa no elevador.
Risólis no recreio
festa de São João pra namorico.
Cento e setenta jogos da verdade
alguns do copo
aperta o dedo e leva até a letra.
Nenhum carro só meu.
Conquistas: umas cinco só minhas
ou umas duas
(acho que só uma).
Milhares de textos para os outros
umas cinquenta cartas não-enviadas
umas quatro amigas ao todo
um único amigo
(apaixonado, porém).
Um avô,
uma avó.
Muito blusão de tricô
meias de tricô
butiá, bergamota
brilho labial Avon
chocolate Nestlé
rapinha de leite condensado.
Uma bola,
um patins de plástico,
um patins de ferro
um patins de botinha.
Três empregos sérios,
dois de brincadeira.
Centenas de desenhos nas últimas folhas dos cadernos.
Média de dez agendas-diário.
Namorados mais novos
ou mais necessitados de mim.
Inúmeras angústias
milhões de apertos
mais de centenas de milhões de gargalhadas.
Sem idéia de quantas canetas gastas,
muita idéia sem saber onde pôr.
Silêncios escritos – uns duzentos
silêncios calados – uns mil e duzentos
silêncios esquecidos – não lembro quantos.
Dois computadores
duas TVs
um som com CD
um vídeo
uma cama.
Centenas de peças de roupa
bagulhos, velas, enfeites inúteis
lembranças úteis.
Todos os livros de Mario Quintana
nenhum de milhares de outros escritores.
Reflexo no cabelo,
mechas, luzes,
quatro vezes mais curto
há anos sem franja
unha comprida
azul, preta, vermelha, marrom, brilhante.
Olho brilhante
uma boca opaca.
Magra demais muitas vezes
gorda demais uma vez
louca no resto.
Sou eu assim
por enquanto.
Enquanto não lembro mais de tudo
desse jeito e sempre assim.

(segue infinitamente algum dia.)

postado por claudia (12:41 AM) | escreva também (0)

May 26, 2005

» loverobots spfw

Apresento a Melissa comemorativa Loverobots criada para o São Paulo Fashion Week. Criei o textinho do tag que foi anexado nela. No fim, ganhei das gurias da Bendito, um dos pares. Ainda não tive coragem de usar porque ela brilha mesmo e solta glitter feito uma condenada. Mas eu adorei muito.
Tenho que arranjar urgente uma festa rave pra inaugurá-la.
Ou coragem pra sair às 9 da manhã de casa com ela pra ir trabalhar.

melissa-OK.jpg

postado por claudia ( 4:36 PM) | escreva também (1)

» já que todos estão fazendo isso

Bem, aí vai a tal listinha que eu roubei lá do blog do Firpo e que notei que todo mundo está fazendo (as novas febres da internet). Mas é legal responder. Ajuda a resgatar a memória, embora tenha sido árduo relembrar - até lembro de muito do passado, mas nada com data. Ah, respondi tudo ontem, caso você note que as datas próximas estão um dia atrasadas. Enfim, aí vai:

HÁ 10 ANOS
1. Eu alisava os cabelos com secador
2. Tinha um Kadet chumbo
3. Comprei meu primeiro Macintosh (era um Performa bege)
4. Era neurótica com peso

HÁ 5 ANOS
1. Eu ainda não conseguia acreditar que tinha saído na Archive e ainda sido capa
2. Comprei dois gatos Persa, o Olli e a Valen
3. Já tomava Ritalina
4. Comprei um ibook

HÁ 2 ANOS
1. Percebi que não tinha mais vinte e poucos anos
2. Tive que conter mais minhas despesas
3. Reduzi a terapia para 1 vez por semana
4. Fui pela terceira vez a Morro de São Paulo, na Bahia

HÁ 1 ANO
1. Vivia de free
2. Fui no Show da Maria Rita e depois fiquei duas noites sem dormir de ansiedade (boa)
3. Recebi umas 3 propostas de trabalho recusáveis
4. Uma grande amiga minha ficou grávida

ONTEM
1. Estava sequelada da festa
2. Não fui trabalhar de manhã porque estava sequelada da festa
3. A tarde fiquei rindo da sequela da festa
4. A festa foi o não-jantar (não serviram prato quente) do Prêmio Colunistas

HOJE
1. Fui na terapia e ri de mim mesma
2. Criei para o Inter
3. Comi um Mc Lanche Feliz só pra ganhar Hello Kitty
4. Entrei na Marisa,porque acreditei que tinha uma linha assinada pelo Herchcovitch

AMANHÃ EU VOU
1. Dormir até mais tarde
2. ver se me inspiro pra escrever (não só aqui)
3.Ler um dos dois livros que estão fechados há 2 meses ao lado da minha cama
4.Tirar o esmalte das unhas porque tá danado

CINCO COISAS SEM AS QUAIS NÃO POSSO VIVER
1. Uma boa cama
2. Palavras faladas, escritas ou cantadas
3. Banho quente
4. Pessoas inteligentes
5. Humor

CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM $1,000
1. Bolsas
2. DVDs
3. Uma jóia da HStern
4. Outro ibook com DVD e tudo o que se tem direito
5. Uma viagem

CINCO MAUS HÁBITOS
1. Falo demais, principalmente quando bebo
2. Bebo demais e, por isso, falo muito
3. Entro em discussão pra defender os outros e, às vezes, nem sei quem são esses “outros”
4. Empilho louça suja na pia
5. Deixo a calcinha pendurada na torneira do chuveiro

CINCO PROGRAMAS DE TV
1. Documentários do GNT
2. The Actors Studio
3. Arquivo X
4. Saia Justa (a de antes, a de antes. Ontem assisti o novo formato e odiei muito)
5. Tá difícil

TRÊS COISAS QUE ME ASSUSTAM
1. Não ter filhos
2. O excesso ou a falta de dinheiro
3. A morte

TRÊS COISAS QUE ESTOU VESTINDO NESTE MOMENTO
1. Calça jeans Lei Básica
2. Blusão azul Zapping
3. Botas pretas

QUATRO DAS MINHAS BANDAS FAVORITAS
1. Los Hermanos
2. Skank
3. The Beatles
4. Moby vale?

TRÊS COISAS QUE EU REALMENTE QUERO AGORA
1. Perder 3 quilos
2. Ser mais tranquila
3. Ter ânimo para acabar 3 romances e reescrever o 4º

TRÊS LUGARES ONDE QUERO PASSAR AS FÉRIAS
1. Portugal
2. Egito
3. Um paraíso

postado por claudia ( 4:28 PM) | escreva também (0)

» feriado

Hoje era pra eu almoçar com o Firpo. Mas falta tempo pra isso em feriados (aliás, esse ninguém sabe o significado real).

Eu copiei um questionário dele (aliás, que todos estão fazendo) pra postar aqui. Mas está difícil responder tudo, sabe-se lá o porquê.

Vai ver é a sequela que perdura da segunda-feira.

postado por claudia ( 1:27 PM) | escreva também (0)

May 23, 2005

» porre em data errada


Eu tinha a sexta e o sábado inteiro pra encher a cara. Mas não. A Claudia aqui tomou um porre daqueles ontem a noite. E hoje é a entrega dos prêmios do Colunistas com jantar e bebida liberada. Sim, eu sou burra. E ainda vou morrer feito o Tom Jobim, sem o mínimo do talento dele.

postado por claudia ( 4:28 PM) | escreva também (0)

May 22, 2005

» eu choro. e daí?

Assistindo a um programa sobre o caso Christopher Reeve, eu chorei. Sim, eu chorei. Não pareço uma pessoa emotiva, mas sou igualzinha a minha mãe: vivo disfarçando ser uma pedra. E também sou igualzinha ao meu pai: me emociono com pouca coisa e se estou sozinha, me lavo chorando.

Eu chorei quando a mulher do Super-Homem disse que ela cumpriu o juramento do dia do casamento: que ficaria com ele na saúde e na doença. Mas que não poderia cumprir a parte de que iria honrá-lo, amá-lo e respeitá-lo até que a morte os separe, porque faria tudo isso para sempre.
Como é que eu não vou chorar?

Agora dá licença, que vou ver se o meu rímel não borrou.

postado por claudia ( 8:56 PM) | escreva também (0)

May 20, 2005

» prêmio colunistas e star wars-episódio e21

O chefe Alexandre Assumpção foi eleito Publicitário do Ano.
A agência foi a segunda mais premiada (ok, ninguém quer ser o segundo, mas melhor que ser nada).
O anúncio do Inter em homenagem à Tramontina (que você pode ver em um post lá embaixo) concorre ao Grand Prix de mídia impressa.

E ontem foram captadas as imagens para os dois vídeos que a agência tem direito a veicular na noite da entrega dos prêmios.
E isso sim, merece o maior prêmio de todos porque tudo tende a ficar sensacional de tão engraçado.

Veja os jedis na foto do circuito interno do elevador do prédio durante as filmagens. No centro, a princesa Leia. No fundo do elevador, a direita, o Chewbacca em versão andrógena.


unknown.jpg

postado por claudia ( 1:05 PM) | escreva também (0)

May 16, 2005

» a poesia

O bom de escrever poesia é que o tema não requer explicações. Afinal, uma poesia pode ser inspirada em uma palavra que se ouve, em uma palavra que se lê, em uma frase que se ouve, em uma frase que se lê, em um espasmo tipo "baixou um santo em Chico Xavier" ou em uma lembrança tardia, em um sentimento tardio - sim, às vezes a gente sente o que escreve, claro, mas não é necessário contar.
Você pode dar mil desculpas ou até pedi-las sem que 99% das pessoas não fique sabendo. Você pode dar um recado a alguém. Ou a ninguém. Você pode escrever num impulso, pelo simples prazer de fazer jogo com as palavras, brincar com as sílabas semelhantes ou que se combinam mesmo sem nunca terem se encontrado em outro lugar. O bom de escrever poesia é juntar palavras e deixar fluir. Assim como eu faço agora escrevendo isso tudo ouvindo uma música qualquer e bebendo uma taça de vinho branco.

Branco.
Pouca coisa na vida é desta cor:
as horas sujam a camisa
o batom suja a gola da camisa
a mesa suja, suja a manga da camisa
o homem branco toma sol
a meia encarde
o papel ganha palavras azuis
a noiva pode casar em cores
o carro toma chuva
o sorriso amarela envergonhado
ou com o café
ou com o cigarro
ou com o que não se sabe.
Branco.
Pouca coisa na vida está às claras.

(sim, escrevi direto e agora. desculpem-me o ímpeto.)

postado por claudia (10:01 PM) | escreva também (0)

May 15, 2005

» contato

Eu assisti este filme muitas vezes. E assistiria de novo. E de novo. É o melhor filme que já vi de ficção científica. Tão bom que você esquece que é ficção científica.
Céticos: assistam.


contato-poster01.jpg

Contato/1997

postado por claudia (10:14 PM) | escreva também (5)

May 12, 2005

» um dos meus primeiros anúncios deu ouro

Acabo de saber que um dos primeiros anúncios que criei levou Ouro no Prêmio Colunistas. São dois meses de agência, duas peças inscritas e um Ouro - pensando bem, é nada mal. Ainda não soubemos do resultado total, mas já tá mais do que bom.

Abaixo, o anúncio. Se você não conseguir ler o título, tá tudo escritinho ali, mais abaixo.

Ah, e aí vai a ficha técnica, até porque ninguém faz nada sozinho.
Criacão: Eu (Claudia Schroeder, caso você tenha esquecido o meu nome), Pedrinho Becker e Tiaguito "Lôsco" Niederauer.
Direção de Criação: Alexandre Assumpção, o Campari ("Só ele é assim").


an.Inter Tramontina.jpg

Entra em campo a Tramontina.
Uma homenagem à mais nova patrocinadora do maior time do sul do país.

postado por claudia ( 8:33 PM) | escreva também (0)

» a dor de estar meio viva

Medo de amar de novo:
desgraça alheia e nossa.
Porque o amor adoeçe
porque cura
porque esvazia
porque preenche
porque nos faz chorar
porque nos faz rir
porque vai
porque volta.
E assim se vive o amor:
num constante tic-tac cardíaco
fazendo e desfazendo
tudo o que há em nós.

(escrita em...não lembro quando foi.)

postado por claudia ( 8:05 PM) | escreva também (0)

May 10, 2005

» dia ganho


Hoje eu recebi a seguinte mensagem pelo celular:
"Oi Dindinha, ontem a noite dei 4 passinhos, já não vejo a hora de sair correndo! Beijão, João Antônio."

joaozinho.jpg

São essas coisas que me fazem ganhar o dia.

postado por claudia (10:50 PM) | escreva também (0)

May 9, 2005

» anúncio do Inter em homenagem ao dia das mães

Inter.jpg

o meu pai gostou muito de saber que ele teve participação nisso. o título saiu ao lembrar dele cantando a tal marchinha pra mim quando eu tinha uns 4 ou 5 anos.
sim, só a vida é capaz de fazer com que a gente faça propaganda.
ah, e os gremistas que me perdoem.

postado por claudia ( 5:11 PM) | escreva também (0)

May 8, 2005

» coisa de almoço de dias das mães

Minha mãe veio a Porto Alegre para passar o Dia das Mães com as filhas. E a mãe do meu namorado também. Ainda não sabíamos aonde almoçar, quando minha irmã (Simone) ligou e deu a sugestão:

-Chiwaua
-Onde fica isso?
-Na Getúlio Vargas tem um posto de gasolina. É bem na frente.

Decidido. Meu namorado, com a sua respectiva mãe, passaria na minha casa para buscar eu e minha mãe. Ele também não sabia aonde era o lugar e nem a Getúlio Vargas. Ao menos, a Getúlio Vargas eu sabia aonde era. Entrando na Getúlio, passamos o primeiro posto. Do outro lado da rua: nada do restaurante. Passamos o segundo posto: nada do restaurante. Recorri ao celular:

-Simone, estamos na Getúlio há horas e nada de aparecer o tal Chiwaua.
-É bem no fim da Getúlio, no último posto.
-Ah, tá.

Sim, já estávamos quase no fim da Getúlio e avistamos o tal restaurante. Estacionado o carro no posto, vi minha irmã e o marido dela passarem por nós ligando o pisca do carro para estacionar. Ok, era lá mesmo.

Atravessamos a rua para entrar logo no restaurante - nunca se sabe, sempre tem fila nestas datas.

Colocamos o pé na porta e avistei um buffet livre com direito a 01 sobremesa. Olhei o lugar e não achei nada agradável. Meu namorado cogitou em mudar de restaurante, mas eu disse:

-Não, o lugar é tradicional. Tem o melhor camarão da cidade.
-Quer matar a sogra? Eu sou alérgica!

Bem, eu não estava a fim de matar ninguém, mas eu deduzi, vendo aqueles espetos corridos passeando em frente ao buffet livre, que a minha sogra teria muitas outras opções.

Fomos procurar uma mesa. A única que tinha seis lugares ficava num cantinho bem abafado, em frente a uma parede descacada e suja. A única janelinha era uma "basculante" sem a maçaneta. Foi aí que também cogitei trocar de restaurante, afinal a data era especial, mas pensei: "não, já ouvi falar que o lugar é bom, é tradicional e, às vezes, os lugares tradicionais não são, aparentemente, lá essas coisas."

O garçom veio ver se queríamos pedir alguma bebida e eu tive a brilhante idéia de esperar a minha irmã chegar.

Estávamos os 4, constrangidamente sentados, fazendo de conta que o lugar era lindo, quando o meu celular tocou. Era a minha irmã:

-Claudia, o Chiwaua é aqui, subindo a escada. Vocês entraram no restaurante errado, na porta ao lado.

Sim, rimos muito. Ao menos, gastamos umas calorias pra compensar o camarão ao catupiry, o salmão ao molho de alcaparras, o frango com legumes e os choppinhos ingeridos depois.

postado por claudia ( 9:16 PM) | escreva também (1)

May 6, 2005

» pequena mostra de "Com Água de Céu" (como prometido)

diego e frida1.jpg
a obra original

diego e frida2.jpg
a fotografia com os descapacitados mentais por Jorge Aceituno

diego e frida3.jpg
a pintura digital da fotografia por Jorge Moraga

postado por claudia ( 4:10 PM) | escreva também (0)

»

Hoje eu queria ficar só escrevendo letras de música.
Parece que baixou um santo e depois de meses uma nova letra saiu.
E a coisa é bem assim: ela vem. Mandar tudo embora depois é bem difícil.

postado por claudia ( 3:22 PM) | escreva também (0)

» arte. simples.

Para ver se me animava mais, fui almoçar comigo, olhar DVS e CDs. No fim, visitando uma revisteria a procura da Revista da MTV de maio para ver um dos anúncios qeu criei quando estive na RBA até fevereiro, dei de cara com a Revista Simples(sim, clique aqui que o site é muito legal. vale a pena). Nesta última (#31) tem uma entrevista com o Nando Reis e no Motomag (#08) tem a Motoarte - A Revelação do Invisível. Trata-se da técnica do fotograma e a artista plástica é de Caxias do Sul. Vi duas imagens inspiradoras que pode dar em alguma coisa.
Bem, o Nando e o fotograma me deixaram melhor.

Sim, eu me interesso por arte e por isso, nem penso mais em deixar de conviver com ela. E vivê-la sempre que der.

postado por claudia ( 2:46 PM) | escreva também (0)

»


A infantilidade no local de trabalho é inadmissível pra mim.
Mas, infelizmente, estou tendo que admiti-la.

Peço desculpas pelo desabafo.

postado por claudia (11:43 AM) | escreva também (0)

May 4, 2005

» o mundo gira e coloca você no lugar certo

Sobre o título deste post eu explico daqui uns dias. O fato é que o artista plástico e amigo chileno Jorge Moraga está em POA. Almoçamos no MARGS, conversamos sobre POA - a cidade e o projeto. Entre um pedaço de frango grelhado com um punhado de legumes refogados, fizemos rafes da produção das obras, falamos palavras em portunhol, tivemos tentativas não-frustadas de um entender o outro. E veio a sobremesa: a definição.
Está tudo devidamente resolvido e combinado: o tamanho das obras, datas da exposição no Chile e no Brasil, mais especificamente aqui mesmo, em POA.
Levei Jorge para conhecer a agência a convite do diretor de criação que ficou emocionado com a explicação e com a pequena mostra da exposição que esteve no MARGS e que o trouxe a POA para resgatar as peças - Com Água De Céu - que você vai ver logo acima, num, talvez, próximo post.
O resto eu não posso contar. Só repito o título deste post: o mundo gira e coloca você no lugar certo.

postado por claudia ( 6:18 PM) | escreva também (0)

May 2, 2005

» poema fictício (como a maioria)


Nosso negócio fechou
no dia 1º de maio.
E o feriado foi trabalho.
A palavra dita com dor
fixou no calendário
e as planilhas foram preenchidas de adeus
e guardadas nos arquivos mortos
das gavetas pesadas do tempo.

Nosso negócio se acabou
no dia do trabalho:
ironia da vida.

postado por claudia ( 2:14 PM) | escreva também (0)

May 1, 2005

» agenda de domingo

• acordar com os gatos fazendo a festa na cama
• tomar um banho e ouvir do chuveiro o telefonema de praxe do meu pai
• ter a paranóia de praxe ao passar hidratante no corpo e achar que uma mama está mais “dura” do que a outra
• ligar para meu pai
• almoçar com o Guto no shopping
• tentar não comer um doce depois do almoço, mas não resistir
• comprar a última Vogue para ver como ficou o anúncio Luz da Lua
• ver um filme que comprei ontem
• lavar as roupas pretas e depois a manta branca da cama e o tapetinho também branco e peludo que a Valentina resolveu que seria a sua cama no inverno.
• ir ao supermercado, mas pasme: descobri que o Nacional 24 Horas só reabre a 1 da manhã porque hoje é feriado.

Pronto. A minha agenda do dia do trabalho furou de vez.

postado por claudia ( 6:53 PM) | escreva também (2)

»

olliveto sentado + uma vez.jpg

postado por claudia ( 5:22 PM) | escreva também (0)