poesia de fim de ano
Ele se acabou e eu o vi
bêbado, quase caindo na sarjeta
segurando uma garrafa verde
quase vazia
e ria da cara dos outros
se gabava das desgraças que trouxe
e das alegrias tão poucas,
bem-vindas.
Mas no fim ele se acabou e eu o vi
estourando a própria cabeça num morteiro
virando um outro homem arteiro
louco para trazer aventuranças
e loucuras
e amantes e amores e vadias
nos próximos 365 dias.
(escrita em 3 de janeiro deste ano)