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      <title>carmela toninelo</title>
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      <language>en</language>
      <copyright>Copyright 2009</copyright>
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         <title>i had a moment</title>
         <description><![CDATA[enviado para carol, na noite de ontem.



<blockquote>tu sabes quando tu desabas ao ver uma pessoa?
uma pessoa que tu nunca vistes antes na vida?
mas que simplesmente te faz ter aquela sensação de desabamento?
de.... puta. tu é meu marido e tu não sabes disso muito menos eu sabia disso antes desse momento?
e não que a tal pessoa seja teu marido pq enfim tu nnao sabes absolutamente nada sobre a pessoa até pq tu acabastes de descobrir que ela existe no mundo??


então.

eu me encontrei com o gary (meu amigo fotógrafo) no cafe essa tarde pra colocar a conversa em dia. o spooky foi comigo pq fazia 15 graus e sol. atens de gary ir embora o gio aparece e me pede ajuda no cafe pq está um formigueiro e ele está morrendo. carmela vai ajudar e daí tem esse cara no balcão que quer um double cappuccino e que está perguntando ao gio sobre a exposição que estamos tendo. a exposição que estamos tendo é de uma tri querida menina que é uma fofa e amiga da familia. todas as peças são meigas.... e todos os quadros, tem pássaros embutidos. então eu digo que tenho aglo pra contar. e o cara do balcão e o gio param pra ouvir. e eu conto que como todo mundo sabe, eu tenho tido pesadelos desde que comecei a trabalhar no café. sobre coisas desastrosas que podem acontecer enquanto eu trabalho. tipo.... todas as louças quebram, a máquina de expresso não funciona, e lalalas e daí eu conto que no meu pesadelo da noite passada, todos os pássaros dos quadros da exposição voam e vão embora.

pra mim foi um pesadelo horrível pq eu entro em pânico e tenho de ligar pro eric pra dizer que todos os pássaros fugiram, mas o cara no double cappuccino no balcão diz que eu tenho sorte em ter pesadelos tão criativos e artisticos. e daí ele desaparece. até então carmela volta ao normal e esquece do cara até que carmela vai até ao pátio pra pegar spooky pra leva-lo de volta pra casa e o cara está lá. e o cara sorri só de ver spooky saltitante ao me ver. eu levo spooky pra casa, eu volto pro café e o cara ainda está no pátio. carmela sorri (ok, eu vivo sorrindo pra todo mundo) mas carmela volta pro balcão pra ajudar o gio e carmela esquece do cara.

momentos depois, um outro cara aparece e pede dois cappuccinos pra ela.
um single, outro double.
carmela prepara os dois, e o cara desaperece.
entre isso e o que acontece em seguida, o gio reaparece e está de melhor humor e retoma o posto dele. e isso faz com que carmela note esse menininho de cabelinho ruivo, absurdamente meigo, sentado na mesinha das crianças. e daí carmela nota que quem está sentado com esse menininho é o cara do double cappuccino e o outro cara que pediu dois cappuccinos. ou seja.... o cara que ouviu sobre meu pesadelo, um amigo com a esposa e o filhinho desse casal.... todos sentados na mesinha das crianças, que carol..... é uma mesinha para crianças. nanicas. super, ultra nanicas.

e daí, carmela de onde ela está, ela fica namorando o menininho.
porque carol..... uma.... eu amo observar crianças na mesinha de nanicos do café. e duas..... esse ruivinho era tudo! e ele ouvia o que tocava no som do café e ele fazia os getos de bateria. e ele tinha um cavalinho de pelúcia e ele tagarelava o tempo todo com os pais e o super cara e ele tinha uma pronuncia perfeita.

e daí acontece que o pai do ruivinho vem me pedir um copinho pequeo de plastico e eu pergunto se o filhinho dele não gostaria de um cookie ou um suco de larnja ou um chocolate quente pq eu estou apaixonada pelo filhinho dele! e o pai do menininho me diz, acho que ele só quer agua mesmo, mas vem conhece-lo! e carmela vai bem topeira até a mesinha de crianças e meu super menininho me mostra as tatuagens dele e o cara do double cappuccino me diz que quem sabe eu poderia contar sore meu pesadelo mas quem sabe não e eu pergunto se menininho num quer me namorar pq eu me apaixonei por ele e ele diz que não e a mãezinha dele me olha e diz que ele já gosta de uma menininha chamada leslie do daycare. ahhhhhhhh, e meu coração parte! e eu eprgunto quantos anos menininho tem e ele tem quase três anos e eu quero morrer. pq eu quero que o tempo pare e o momento nunca termine.


enfim....
eu volto a fazer minhas coisinhas.
tenho de contar a registradora pro gio e quando eu termino....
o super menininho está me esperando na entrada do balcão pra me dar tchau.
e daí eu digo que ele tem de voltar pra gente brincar junto. e o cara do double cappuccino diz que seria otemo pq eu tenho um cachorro super legal. e eu olho o cavalinho de pelucia do meu super meninho e eu digo que meu cachorrinho eh um pouquinho maior que o cavalinho dele e super meninho me diz obrigada pelo copo de agua (por favor carol!!!) e eu quase desamaio. os pais do super meninho me agradecem, dizem que querem voltar logo e todos vão embora.

o casal.... o super meninho, e o meu marido.
sim, pq o amigo da familia, que ouviu sobre o meu pesadelo, ah deus do céu......era um tudo de absurdo.e quais as chances de eu ver o cara uma outra vez na vida????????
zero.
mas ahhhhhhhhh.
esse episódio ridiculo que eu fite fiz ler linhas e linhas na sequencia..... valeu todo e qualquer minuto do meu dia de hoje.
</blockquote>]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2009/01/i_had_a_moment.html</link>
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         <pubDate>Sun, 18 Jan 2009 11:46:43 -0700</pubDate>
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      <item>
         <title>this life has to be videotaped</title>
         <description><![CDATA[quando tu tens tua família americana inteira sentada numa casa de café, conversando assim, num daqueles fabulosos dias de sol em denver, com uma <a href="http://www.elteneleven.com/">puta banda</a> que assim, é tão afudê que te faz pensar que todas as outras bandas do mundo são solas de tênis velho se comparadas..... bah..... tu podes ir por céu ou morrer e ir pro inferno direto. sem problema algum.

gio diz que só em denver poderia acontecer algo assim.
e eu até que concordo.

ver kristian trabalhar nos pedais ao vivo e tocar exatamente o que se houve numa bem editada gravação de estudio me fez conhecer outro mundo. aquela queda por bateristas que eu sempre tive pareceu mundana. vá a puta que pariu, mas se eu fosse um músico eu não gostaria de ser ninguém mais do que kristian dunn. na real.... eu não gostaria de ter habilidade alguma senão a dele. ok, provavelmente a criatividade também.]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/11/this_life_has_to_be_videotaped.html</link>
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         <pubDate>Sun, 16 Nov 2008 15:41:23 -0700</pubDate>
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      <item>
         <title>loosen up, sing me a song and I&apos;ll dancecause I don&apos;t move, or get moved too easily</title>
         <description><![CDATA[<blockquote><em>Every path is good. And every path you choose by yourself is better than the other paths. And the only thing SUPPOSED to be better than the others is you. If you want, if you try. Mark BBDO was only a tool. It was a good tool, but there are many tools around for you. 
For example beer :-). 
Martin Ch. </em></blockquote>]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/10/loosen_up_sing_me_a_song_and_i.html</link>
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         <pubDate>Wed, 29 Oct 2008 13:42:12 -0700</pubDate>
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      <item>
         <title>the planets bend between us</title>
         <description><![CDATA[existe algo sobre denver que faz com que a vida tenha um peso diferente do qual teria em qualquer outro lugar do mundo.

sei que tenho meu super irmão morando aqui mas sei que é aqui que tenho a versão mais social da minha pessoa. e quando algo dentro da gente dói, ser e se manter sociável, pelo menos pra mim, ajuda, e muito, a manter uma carmela forte.... mesmo que seja por fora e não completamente por dentro.

pela segunda semana, domingo passei a tarde na casa do <a href="http://www.gijoefilmfestival.com/">gio</a> fazendo arte. algo que simplesmente soa como a coisa mais estranha que poderia me encontrar fazendo. a mãe tem razão em escrever que "<a href="http://toninelo.blogspot.com/2008/10/uma-nova-artista.html">muitas vezes tentou me ensinar um pouco daquilo que para ela era uma festa, mas para mim sempre foi um peso, uma chatice...</a>", mas sabe.... tendo passado dois domingos metendo a mão em algo totalmente estranho, não me abandona a cabeça o pensamento de que eu deveria ter aproveitado tudo o que a mãe sempre esteve ali, feliz, tentando me ensinar.

<a href="http://www.flickr.com/people/garyisaacs/">gary isaacs</a> foi meu companheiro no final da semana. meu ultra e mega amigo nessa cidade. uma pessoa estranha ao mesmo tempo que absurdamente notável. rica. gary é um pessoa rica. esqueça dinheiro. ele é rico em tudo o que de resto, tu poderias imaginar.

mas enfim....
gary me levou para ver <a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=226427139">elin palmer</a>, dust in the breakers e <a href="http://www.myspace.com/crookedfingers">crooked fingers</a> no bluebird. e eu tive aquele tipo de noite que me faz chorar, em pé. e gary é a versão imagem. o fotógrafo mais querido entre qualquer músico indie em denver. e mesmo sendo o estranho que ele é, não existe uma criatura que não o respeite (até porque seria impossível). e ter gary conversando contigo, sobre vida e relacionamentos, por deus.... ao mesmo tempo que te faz querer sair correndo, te faz querer carregá-lo dentro do bolso da tua blusa pra sempre.

quando a gente se acostuma com uma presença na vida da gente, quando ela deixa de ser frequente, obviamente que sentiremos falta. eu sinto falta do flynn mas tenho esperança que a ausência da pessoa física dele fará com que seja lá a dor que eu sinta, passe. quando a não versão física dele, eu realmente não quero que parta. perder um bom amigo seria insuportavelmente mais dolorido.]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/10/the_planets_bend_between_us.html</link>
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         <pubDate>Tue, 21 Oct 2008 15:27:20 -0700</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>our broken hearts smashed on the floor</title>
         <description><![CDATA[
<u><em>enviado ao caetano, tarde de sábado, dia onze, de outubro.</em></u>

<blockquote>fazia muito, muito tempo que eu não sabia que tipo de dor a gente sente quando algo assim acontece. e finalmente sentindo de novo, deu pra perceber porque ninguém gosta de sentir isso. de se sentir assim, quebrada.

quando tu realmente eras meu psiquiatra, caetano.... tu eras meu psiquiatra.
tu aindas tem a posição "psiquiatra" na minha vida, mas em determinado momento num passado não tão recente, tu te tornastes meu amigo. meu melhor amigo. e um melhor amigo um pouco diferente do gio, pq enfim... meu irmão não tem cérebro nenhum de psiquiatra.

eu queria te pedir desculpas por ter te mandado um email com uma frase apenas na manhã de hoje. mas quando o choque aconteceu, a primeira pessoa em quem pensei, que na minha cabeça, precisava saber o que havia acontecido, fostes tu.

sim,... tudo estava indo bem.
ontem a noite jantamos com a irmã dele e o namorado dela. depois fui com mike num clube onde ele queria ver um DJ de portland tocar e depois de lá, terminamos a noite no "rock bar" que eh basicamente um bar/pista de dança montado num super antigo hotel numa avenidona de denver. terminamos a noite dançando.... eu, ele, a irmã, o namorado e outros dois amigos deles.

na manhã de hoje, eu acordei um bocado mais cedo que ele. e por causa disso, pelo menos por uma hora eu fiquei a observa-lo dormindo. e daí, quando mike finalmente acordou, a frase simplesmente saltou da minha boca. e eu disse que estava in love with him.

mike não respondeu nada e o tempo foi passando e no meio desse tempo we had sex e porque a gente sempre costuma conversar um monte de manhã na cama, o silêncio dele começou a me incomodar. e assim, depois de um silêncio de horas, eu finalmente consegui faze-lo falar.

mike: you said you love me.
me: yes... does it scare you?
mike: yes.
me: why?
mike: because i don't think i'm in love with you and because of that i may be hurting you.
me: i know.... and i've told you this before.... that i was pretty sure you were gonna hurt me at some point.
mike: if you knew i was gonna hurt you..... why did you still kept seeing me?
eu: (apontei pra um pedaço da parede do meu quarto onde há dois meses atrás escrevi "in the end all you can hope for is the love you felt to equal the pain you're going through". e sabe.... o mike talvez nunca fosse capaz de enteder isso, mas tendo sofrido péssimos e longos e mostruosos episódios depressivos.... "in the end all you can hope for is the love you felt to equal the pain you're going through" é uma das frases mais simbólicas dos últimos tempos pra mim. a frase pertence a uma musica de uma banda inglesa e eu não sei se tu se lembras caetano..... mas a primeira frase que eu tatuei em mim foi "all i want in life's a little bit of love". e pouca gente sabe,.... mas a continuação dessa frase na música dessa outra banda.... segue "to take the pain away".) isso foge um pouco do assunto mas há coisas que pertencem a minha vida, marcadas e escritas, que simplesmente tentam, insistentemente, me lembrar do quanto eu não quero ir pro fundo do poço de novo.

eu não sei se o mike entende o que que a frase "means" pra mim.
mas "in the end all you can hope for is the love you felt to equal the pain you're going through" significa que por maior que a dor ou o estrago seja..... ter vivido seja qual fôr a coisa, de certa forma, tu simplesmente esperas que tenha valido a pena. pq se tu deixas de viver algo por medo do estrago, da dor ou da frustração.... then.... what kind of life do you end up living?

tu sabes que ele nunca declarou ser "namoro" o que nós "tinhamos".
então ele me perguntou se a gente deveria parar de se ver.
e eu disse.... tu queres parar de me ver?
e ele disse.... não sei. talvez....
e eu disse.... bom, talvez não é resposta concreta... but then....you can either hurt me now or hurt me later.

e disso ele obviamente disse que achava melhor a gente parar de se ver.

eu passei a tarde de hoje com o gio, e eu contei pra ele "parte" ou o que "pude" do acontecido. e o que o gio disse foi que talvez o mike se sentiu "pressionado" e "assutado". e eu não duvido que ele tenha se sentido assim, porque no fundo caetano, eu posso ser um bocado idioata as vezes, mas noutras,.... não preciso ser cega pra não enxergar.

mike ainda me perguntou if i regretted saying i was in love with him e eu disse que não, porque sério... eu não quero mais esconder quem eu sou, e porque se eu sinto alguma coisa, eu não quero ter de empacotar ou esconder aquilo dentro de mim por medo de como alguém ou outro irá reagir. no entando, eu disse pra ele that i regretted had let myself gone that far... had let myself free to not control any feelings i could had grown towards him. e foi disso que ele pediu desculpas por ter deixado tanto tempo passar, ou ter deixado o tempo passar até eu finalmente ter dito que estava in love with him" so he would say how he felt or what was his position towards this relationship.

caetano....
eu odeio quando coisas acontecem do nada.
não que elas realmente acontecem do nada, mas quando elas acontecem assim, sem aviso prévio.

eu sei que o mike recém descobriu uma vida nova.
pq ter se mudado pra boulder fez com que ele se encontrasse com ele mesmo.
e disso..... ele tbem encontrou novos amigos, coisa que ele não tinha desde que deixou LA e se mudou pra denver. e eu não quero colocar isso ou ter isso como uma "desculpa" pro meu cérebro, mas seja qual fôr o motive de verdade dele pra ter agido da forma como ele agiu comigo essa manhã.... eu quero bem pra ele. eu preciso querer bem pra ele. porque eu não quero fazer de mim, a vítima (apesar de "socialmente falando" eu ser).

tentei me segurar e me controlar ao máximo enquanto conversavamos essa manhã mas em determinada hora as lágrimas simplesmente vieram e mike perguntou o que eu estava pensando.

é estranho....
pq a resposta saiu de imediata.
"i'm trying to think how strong i'm gonna have to be to put myself together again this time".

caetano.....
eu estou com medo. medo dos meus pensamentos.

e caetano....
eu preciso encontrar the very big reason to make me gonna life for.
</blockquote>


<u><em>recebido de caetano, manhã de hoje, dia doze, de outubro.</em></u>

<blockquote>Carmela,
Para mim é uma tremenda surpresa isso! Só consigo pensar que ele, como a maioria de nós homens, atrapalhou-se quando se deu conta de que a relação havia evoluído tanto. Nós tendemos a nos sentir com um peso enorme nas mãos, quando uma mulher nos entrega seu coração. Nós nos sentimos responsáveis por ter que "assumir" um compromisso, por ter que corresponder de alguma maneira igualitária. É como se, a partir dali, tivéssemos que dizer: "Eu caso! Sim, eu caso contigo e fico casado contigo para o resto da minha vida!". Pensamos que aquela coisa maravilhosa que vinha até ali irá se transformar na maior chatice do mundo e que vamos ter que abrir de todos os aspectos da nossa individualidade, só para ficar do lado daquela mulher e ficar dando o retorno daquele enorme amor declarado.

Perguntei para a minha mulher se ela concordava com essa minha opinião acerca do meu "time" (o dos homens). Ela disse que é bem assim mesmo. Ela observa isto todos os dias no consultório dela. Mulheres e mais mulheres reclamando da imaturidade dos homens (de qualquer idade).

Querida Carmela, penso realmente que ele irá repensar e te procurará novamente. Se isso acontecer, recebe-o bem, pois ele está amadurecendo.

Se ele não o fizer, não pensa que é o fim. Os homens são assim mesmo. Virão outros e mais outros... uns iguais, outros piores, outros um pouco melhores.

Por isso, Carmela, sempre reforço para todas aspessoas terem suas próprias carreiras, seus próprios amigos, suas próprias vidas. É a única garantia, amiga!

Muitos beijos!!!
Estarei sempre por aqui!
Caetano</blockquote>]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/10/our_broken_hearts_smashed_on_t.html</link>
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         <pubDate>Sun, 12 Oct 2008 09:23:13 -0700</pubDate>
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      <item>
         <title>with a buzz in our ears  they  play endlessly</title>
         <description><![CDATA[estranho foi saber o que não esperar de cada uma das noites. e mais estranho ainda foi ser por quem.... de quem eu menos esperava, mais surpreendida.

<a href="http://www.flickr.com/photos/julioenriquez/2885048156/in/set-72157607470588899/">spiritualized</a> no ogden foi totalmente indiferente ao meu coração. e jason pierce se apresentando como uma criatura tão "ego" quanto podia ser, simplesmente partiu um pedaço do meu peito... isso sem falar que por mais de um dia e meio, eu absolutamente surda estive. jesus cristo... tu não faz isso com um ser humano normal!

<a href="http://www.flickr.com/photos/mrkvm/sets/72157607711685524/">sigur rós</a> no red rocks foi notável. não foi do caralho, não foi memorável. foi simplesmente notável. e muito provavelmente porque a banda é o que a banda é. e porque aqueles wierdos que compõem a banda, sabem extremanente bem o que sabem fazer. red rocks é um daqueles espaços que consome mais energia do coração do que se imagina. um lugar no meio do nada, no meio do mato, no meio do absurdo do lindo. só que estar junto com mais de nove mil pessoas fez com que parte do espetáculo se perdesse, pelo menos pra mim, totalmente indie e fã de pequenos palcos. mas daí... estar ali, sentadinha nas rochas, bem ao ladinho do flynn... numa noite que sempre prometeu ser mágica.... ahhhh.... me faz perder as palavras.

é engraçado...
há quase duas semanas atrás o flynn me levou para um passeio nas montanhas. e ha quase duas semanas mais tarde, flynn me levou para um passeio na agência. sim, a mega estúpida agência onde ele trabalha. e enquanto nas montanhas flynn parecia estar nas nuvens, na agência, flynn parecia estar em casa. acho que nunca vi aquele menino mais "orgulhoso" ao me mostrar alguma coisa quanto se mostrou ao me carregar de um lado pro outro entre mesas e mesas de trabalho.

eu sei....
flynn queria me mostrar a monstruosidade do espeço de trabalho dele. e a salinha dele. e a mesinha dele. e se flynn passa mais de doze horas por dia nesse lugar, nada mais do que muito querido ele querer me manter 'fotograficamente atualizada'. e sim... o tour pela monstruosa agência aconteceu na mesma tarde que eventualmente resultou em nós no red rocks. ah, sim.... foi nesse mesmo show que conheci alguns colegas de trabalho do flynn.

eu sei....
me sinto uma patética em escrever tanto sobre o flynn. mas flynn tem sido um gigantesco pedaço da minha vida, dos meus dias. e mesmo flynn não tendo indo comigo ver james, não fez de flynn uma pessoa menor pra mim.

ohhhhhhhhhhhh <a href="http://www.flickr.com/photos/twentyeightdeep/sets/72157607619165620/">JAMES</a>.

segunda feira passada.
e a banda que abriu, unkle bob... bem aquela banda que assina a música final do episódio da morte de mentira da meredith em grey's anatomy na terceira temporada. banda querida, mas nada comparada a tim booth quando o próprio subiu ao palco.

ai senhor.
nunca vi lugar algum cantar, sem parar, asssim, a cada maldita música tocada.
e nunca vi um lead singer saltar do palco e andar pelo público inteiro até o maldito bar,... cantando, assim, e apertando mãos.... e abraçando.... e assim,... terminar um show, após duas horas, com mais de vinte pessoas juntas no palco, dançando consigo.

chorei vendo sigur rós.
mas amei o mundo todo vendo james tocar.
and even though i've got a spiritualized tattoo on my neck....
there's nothing like having your heart beating for an expected reason.]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/10/with_a_buzz_in_our_ears_they_p.html</link>
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         <pubDate>Sun, 05 Oct 2008 13:06:08 -0700</pubDate>
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         <title>i&apos;ll be floating in space</title>
         <description>setembro, prestes a terminar, acaba sendo o mês mais querido do ano, em se tratando de carmela em sua mais autêntica versão indie falando.

pôr mais de três meses esperei pela noite de hoje. muito antes de flynn aparecer na minha vida e muito antes de eu saber que flynn negaria me acompanhar na noite de hoje. simples assim, Spiritualized toca em denver pela primeira vez em mais de nove anos, ha não muito mais de dez quadras de casa.

no sábado é Sigur Rós tocando em Red Rocks e pelo menos pra esse show, o flynn não teve desculpa sequer pra não ir. topou de imediato.

no início da semana que vem, James, depois de trocentos anos em hiatus, retorna. James também toca ha não muito mais de dez quadras de casa e quem abre pra eles, ohhh deus.... Unkle Bob. 

eu tão não me importo em ser super solteira numa noite dessas....

</description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/09/ill_be_floating_in_space.html</link>
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         <pubDate>Tue, 23 Sep 2008 15:22:56 -0700</pubDate>
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      <item>
         <title>what you share with the world is what it keeps of you	</title>
         <description><![CDATA[<br/>então o flynn mudou-se pra boulder.

a frase sozinha não faz sentido algum, mas pra quem tinha flynn morando três quadras do <a href="http://www.thinmantavern.com">thin man</a> em denver, ver flynn partir pra boulder foi um daqueles eventos que não parte o coração, mas faz o coração temer se partir, assim, muito.

faz quase exatamente três meses que o flynn me beijou pela primeira vez. bem em frente a porta de casa, bem no segundo degrau, bem no dia do meu aniversário. e em quase três meses eu vi muita coisa acontecer. e ha praticamente três meses eu tenho vivido o que a solidão do peito achou que jamais ou por muito muito tempo, teria fim.

o flynn é aquele tipo de pessoa que acha a minha voz de menina de cinco anos de idade, <em>cute</em>. o flynn também é aquele tipo de pessoa que acha o meu inglês com sotaque gaúcho-brasileiro, <em>cute</em>. o flynn também costuma ser aquele tipo de pessoa que me chama de <em>funny</em> frequentemente, coisa que se não me faz me sentir uma retardada, me faz questionar (e muito) quando é que foi que eu virei uma pessoa engraçada.

o flynn é o segundo de quatro irmãos. e tirando a terceira da lista, os outros dois moram esparramados pelo país. e foi bem um bocadinho antes do flynn se mudar pra boulder que eu conheci a terceira da lista - assim, morrendo de medo da criatura não gostar de mim.

a mudança do flynn pra boulder só foi um sucesso porque o gio e a jena fizeram parte do comboio. uma terça feira querida que teve até como bônus, uma soneca de carmela com flynn no quarto novo.

é engraçado sentar agora e pensar no processo.
eu conheci o flynn exatamente na semana em que ele estava para se decidir entre alugar um apartamento ao sul de boulder ou um studio em algum outro canto de boulder. nem um mês após disso, carmela estava lá, no apartamento ao sul de boulder, ajudando o flynn a pintar paredes e mais paredes e mais paredes.

essa sexta feira será o dia da janta de inauguração da casinha nova do flynn. obviamente, em boulder. essa sexta feira também será a primeira noite de carmela dormindo na casinha nova do flynn, só porque flynn acha que carmela também deve começar a passar mais tempo em boulder - pra sabe-se deus lá o que fazer - porque sinceramente - eu ainda não posso chamar ou dar o "label" disso, de namoro.

o flynn é um arte finalista numa agência de propaganda. uma daquelas gigantescas que eu não quero mencionar o nome aqui. e o flynn é um guri responsável, sabe? tão responsável que chega até a me dar orgulho. e sabe, o flynn é um guri tão afudê que me deixou como herança, da mudança dele pra boulder, um mega poster (emoldurado), do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ghost_in_the_Shell">ghost in the shell</a>.

ontem foi aquele dia do ano em que o brasil comemora o dia da independência. e porque as vezes toninelos só precisam de um motivo qualquer pra fazer/ter um churrasco, o gio decidiu abrir a churrasqueira e ter pessoas para jantar lá na villa.

e foi bem nesse dia da independência do brasil que bem na casinha dos toninelos em denver, toninelos e flynns passaram a noite juntos. sim, o flynn e a terceira irmã da lista de quatro estiveram presentes e sabe, sovar pão de queijo nunca pareceu tão fácil como ontem.

o caetano me disse essa semana que eu fiquei muito tempo sem ter um relacionamento afetivo. e que é compreensível minha insegurança e dificuldade em dimensionar em que pé realmente eu e flynn estamos. mesmo assim, caetano também disse que parece que o relacionamento é suave e flui naturalmente, sem deixar de ser denso e sólido. 

e é por isso que ainda continuo achando a mesma coisa.
eu ainda não posso ou consigo dizer que amo o flynn,
mas eu continuo amando muito a pessoa que eu sou com flynn.]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/09/what_you_share_with_the_world.html</link>
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         <pubDate>Mon, 08 Sep 2008 17:49:30 -0700</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>apparently god doesn&apos;t want me to leave spooky</title>
         <description><![CDATA[é óbvio que não dá pra mentir que eu simplesmente surtaria se uma de três determinadas agências daqui decidisse me ter. eu tenho minhas favoritas, e eu também tenho a supra sumo de todas pela qual eu provavelmente morreria se acaso um dia ela me recebesse de braços abertos.

a primeira vez que estive na supra sumo, pouco depois de ter retornado a denver, não consegui sequer chegar a conhecer o diretor de criação. conheci, obviamente, a querida recursos humanos que por algum motivo inexplicável aparenta se simpatizar bastante comigo e uma diretora de arte. além das duas, também conheci um cachorro e enquanto as duas foram amigáveis, o cachorro não, visto que ao meu despedir, uma mordida bem na mão eu recebi.

quem ouviu essa história logo após a mesma ter acontecido me disse que ter sido mordida por um cachorro, bem no dia duma entrevista, e bem assim, por um cachorro da agência, deveria ser mau sinal.

e sabe, por um tempo, eu realmente acreditei nisso.

esta manhã, depois de meses esperando a próxima entrevista ser remarcada, a mesma aconteceu. a supra sumo agora não se encontra no mesmo local. agora ela fica nesse prédio de quatro andares bem nessa área "elite" da cidade. e os quatro andares pertencem a supra sumo.... que se um dia foi absolutamente o top-indie criativo de denver, bem,... ainda continua sendo o top-indie criativo, só que hoje, extraordinariamente requintado.

desde que voltei de praga, ou melhor, desde que voltei a área interativa, eu não tenho como esconder o quão expirada estou. tudo foi pra frente, exceto eu. e isso corrói, principalmente quando a gente é burra, lerda e tem uma dificuldade enorme em aprender. além disso, quando mesmo expirada a gente ainda continua rodando pasta a procura de trabalho em agência, bahhhh.... há uma certa humilhação aí no meio que não tem como não acontecer.

e esse tipo de humilhação, na grande maioria das vezes, é automaticamente produzido por aquela voz que fala contigo e que tu darias tudo pra fazer-se calar a qualquer maldito comando que fosse.

que seja.

na entrevista desta manhã o único cachorro que encontrei dormiu aos meus pés. e ao contrário da primeira vez, a super recursos humanos que ainda parece se simpatizar bastante comigo, não esteve presente. a entrevista foi com o diretor de criação, mas sinceramente, encontra-lo dez minutos antes do meio dia me fez ter quase absoluta certeza de que ele adoraria que eu fosse um prato de arroz com feijão e bifinho acebolado. veja bem.... o cara não foi horrivel, mas também não foi maravilhoso. na minha concepção... ele tinha coisa melhor na cabeça dele do que eu, uma topeira, burra, lerda e totalmente expirada.

deixar o recinto da supra sumo esta manhã foi um bocado doído. não porque eu não fui bajulada ou contratada imediatamente. foi doído simplesmente porque a pessoa que há meses eu espero conhecer e pela qual eu ainda quero ser entrevistada, mais uma vez, não pôde me receber. e o que isso quer dizer é que, provavelmente daqui mais alguns meses, eu voltarei a supra sumo a espera de finalmente, sentar com o super vp creative diretor, que porra.... é o chefe que eu provavelmente morreria pra ter.

a entrevista desta manhã foi guardada a quase sete chaves. veja bem, nem spooky sabia o que aconteceria quando pela porta me fui... e sabe, cada vez que me vou, e vou pra uma nova entrevista.... o pensamento mais imbecil que tenho enquanto estou a caminho é sempre o mesmo...."será que spooky viveria bem, sem mim, pela maior parte dos dias?"

<img alt="spooky at home" src="http://www.meltoni.com/blog/spooky_chair.jpg" />]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/08/i_think_god_doesnt_want_me_to_1.html</link>
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         <pubDate>Tue, 19 Aug 2008 15:54:46 -0700</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>o pior você já conhece.você já morreu mil vezes. ou mais. mas nasce de novo. com cicatrizes e tal, mas nasce.</title>
         <description><![CDATA[semana passada recebi esse email da mirela, e um pedaço do email continha exatamente o título deste post. e ao que ela se referia, bem, ao que ela se referia é ao que tem se passado em minha vida desde a última vez que sentei para aqui escrever.

muitas vezes eu mesma não compreendo porque minha pessoa desenvolveu "restrições" a postar. bem eu, aquela que até mesmo tentou mestrado muito com a intenção de passar mais tempo estudando blogs. 

eu já amei blogar.
mas acho que hoje, amo mais blogs do que o verbo conjugar.

acho que alguém tem me namorado. e eu sei que tenho namorado alguém, mas talvez o fato de eu ter feito "fabris" tão explícito por alguns anos me bloqueia ao tentar ou querer fazer explícito um outro alguém. aqui.

<blockquote><em>então você não sabe onde vai com o boff novo. sei. e quem sabe??? se for pensar assim, meu deus, a gente não começa nem termina nada. vai dar onde tiver que dar. e vai ter valido a pena. no fim. ajuda se eu disser que essa fatalidade do fim tem menos importância quando a gente agradece mentalmente o que está acontecendo agora? isso é tão piegas, estou soando como livro de auto-ajuda de quinta categoria. mas eu juro que é só isso que muda como a gente enxerga as coisas. <br><br>ame esse menino hoje e agora como se ele fosse desintegrar amanhã, carmela.</em></blockquote>


eu ainda não amo esse menino.
mas eu já amo a pessoa que eu sou com esse menino.<br><br>]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/08/o_pior_voce_ja_conhecevoce_ja.html</link>
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         <pubDate>Wed, 13 Aug 2008 12:47:31 -0700</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>lord can you hear me, hear me at all?</title>
         <description><![CDATA[aos vinte e nove anos eu acordei com uma ligação da gordinha. aos vinte e nove anos meu primeiro email lido começou assim:

<blockquote><em>...um ano atras a gente tava comendo sorvete na Vaclavak, e tu preocupada em encontrar protetor solar. Lembra? :)
Quanta coisa nesse ano, hein, Carmela?</em></blockquote>
 
eu não sei ter vinte e nove anos e isso acontece simplesmente porque números não representam nada pra mim. eu também não sei comemorar aniversário, provavelmente porque espero que o mundo me dê atenção ou se lembre de mim em todos os outros dias do ano e não só nesse. simples assim.

mas a confissão é que estar perto dos trinta e ser a caçula da família é um bocado estranho. é como se alguém se desse conta que a pequena cresceu apesar dela achar que não cresceu absolutamente nada. sério... onde foi que eu poderia ter crescido além de números?

se eu fosse o gio, certamente responderia que cresci em barriga, em celulite, em taxa de gordura e até mesmo em rugas. e isso, de fato, não é nenhuma mentira. mas além disso, onde foi que cresci?

imaginar que um ano atrás meu aniversário foi em praga é querer dizer pra mim mesma que onze meses em praga não devem ser esquecidos. só que todos os dias a auto-estima esquece e se eu fosse caetano, juro que gostaria de entender o porquê.

vinte e nove anos amanheceu com sol em denver. sol que partiu ou gelou no meio da manhã e que só voltou na metade da tarde. a inconstância lembra meu próprio humor e minha própria pessoa aos vinte e nove anos se sente, assim, um bocado, sozinha.

anos atrás, quando decidi que queria carregar mais uma linha abaixo da primeira que há longos anos tenho tatuada no peito, "<em>lord can you hear me?</em>" permaneceu por semanas como a mais óbvia opção. só que um dia, "<a href="http://www.songmeanings.net/lyric.php?lid=3530822107858611606">if the world ends</a>" preencheu o espaço da dúvida. 

quase ninguém sabe qual é a constância e frequência da maioria dos meus sonhos. aqueles noturnos, aqueles só meus, mesmo assim, nessa grande maioria deles, sou eu ali, bem, muito bem próxima de ver o mundo acabar. e por alguma estranha razão, "your/<em>my heart is way beyond capture</em>" diz muito mais do que se pode ler.

guerra ou aliens.
há anos esses sonhos me acompanham.
e por muitos anos, tudo que eu quis, foi morrer.

<blockquote><em>i just about managed to forget you
when you appear in a dream
and you're even more beautiful there than i remember you being
so i've come to decide that fate
is telling you to not go
and considering this
i want you to know

if the world ends
i hope you're here with me
i think we could laugh just enough
to not die in pain
if the world ends
it won't finish you
you're not the type they can capture
you flit like a fly catcher
they can't pin you down
can't pin you down

in my dream you're playing with 
buckets of sand
and water was running through both of your hands
and i dont think 
i ever heard you speaking
cause i was too wrapped up in the dream
i was dreaming
so if the world ends
i hope you're by my side
i don't think with you here
it will be too much pain
and when you cry
darling i wish you'd feel my love
<strong>your heart is way beyond capture</strong>
flitting like a fly catcher
they can't pin you down
whoa, they can't pin you down</em></blockquote>]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/06/lord_can_you_hear_me_hear_me_a_1.html</link>
         <guid>http://www.meltoni.com/blog/2008/06/lord_can_you_hear_me_hear_me_a_1.html</guid>
        
        
         <pubDate>Wed, 11 Jun 2008 16:37:34 -0700</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Surely, there&apos;s a story in counting all the minutes &apos;til June 9th</title>
         <description><![CDATA[amanhã é aniversário de casamento. do gio e da jena. três anos. porque três anos assim, já se passaram, tão rapidamente. e esse ano, para comemorar a data, gio e jena resolveram organizar um festão. no maior estilo "americanamente tradicional" da palavra.

<img alt="Prom 3001" src="http://www.meltoni.com/blog/prom_invitation-1.jpg" />

FINALMENTE.
demorou, mas depois de três meses em denver, eu começo a me sentir a carmela de denver. aquela carmela que veio pra denver tantas e tantas outras vezes.

eu vi <em>elbow</em> ao vivo, eu vi <em>vhs or beta</em>, <em>tokyo police club</em> e <em>ladytron</em>. eu terminei <a href="http://www.thinmantavern.com/">esse site</a> e comecei a trabalhar pra <a href="http://www.thinmantavern.com/">esse mesmo lugar</a>. as noites de filme de terror começaram, o verão resolveu permanecer e é quase o dia em que completo vinte e nove anos. só que além disso tudo.... <em>esta parte permanece deletada por enquanto.</em>

]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/06/surely_theres_a_story_in_count_1.html</link>
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         <pubDate>Sun, 08 Jun 2008 09:58:13 -0700</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>sometimes they say that love is blindbut I think dumb is what they had in mind</title>
         <description><![CDATA[na memória não existe lembranças de vizinhos. eu certamente acredito que tive vizinhos e quem sabe até alguns bons vizinhos mas vizinho nunca foi meu forte. tanto em crença quanto em realidade.

a casa 1717 da avenida dezessete é basicamente colada a casa ao lado. é meio que uma mega casa dividida em duas, e se tu conheces uma vírgula de arquitetura americana, tu entendes muito bem o que quero dizer. de qualquer forma, eu tenho vizinhos na casa ao lado. e nesse tempo presente, eu realmente acredito que tenho vizinhos na casa ao lado.

heather e wes são os pais de emmet e cansey. emmet tem quase três anos de idade enquanto cansey recém completou uma semana de vida. e eu os adoro. de coração.

o pequeno emmet conheceu daisy no segundo dia da mesma em casa. e da mesma forma, foi no segundo dia do spooky em casa que emmet o conheceu. e emmet, simplesmente se entregou por inteiro ao nanico chihuahua / papillion mix de quatro meses.... assim, a primeira e única vista.

desde que spooky chegou em casa a vida tem sido um bocado mais colorida. quem sabe até mais feliz. mais fofa. spooky é tão nanico e tão querido que faz qualquer criatura na rua, parar. e spooky é tão inteligente e educado que malemal preciso usar coleira pra levá-lo pra passear. o nanico simplesmente sabe seguir. o nanico simplesmente sabe fazer xixi e coco no lugar certo. o nanico simplesmente sabe que dormir comigo não é uma opção e sim um "não" e o nanico simplesmente aprendeu que a escadaria de madeira dentro da casa não é um bicho papão e sim uma conexão entre área de descanso a área de recreio.

eu tenho visto "caras" beijarem e deixarem spooky beijá-los no nariz diariamente. eu tenho visto um tipo ou exemplo de carinho que comove. de tão sincero. e lindo. e spooky conhece mais pessoas por dia do que eu mesma sou capaz de contar.

spooky me faz perder quase duas horas por dia no jardim.
brincando com ele e emmet, especialmente.
e spooky provavelmente já conheceu mais possiveis namorildos pra mim do que eu mesma sequer pensei que existissem.

mês passado, numa reunião com um cliente, o mesmo me disse que seres humanos têm necessidades. me disse ele que as vezes, seres humanos simplesmente precisam de certas coisas para viver. e sim, este comentário só entrou aqui porque sim, eu acredito que uma das minhas necessidades, pelo menos nos últimos tempos, tem sido ter um bicho de estimação, um cachorro - comigo.

eu não sei se isso faz de mim uma má pessoa, uma pessoa dependente ou uma pessoa ridícula. o que sei é que a pessoa que eu acordo todos os dias, é uma melhor. melhor do que a minha mesma pessoa sem essa outra criatura ao lado. patético? pode soar patético,... mas eu concordo.... há pessoas que necessitam de determinadas coisas. e eu, preciso de uma criatura "annoying" que me ame assim, sem a menor razão aparente.


ps.: sim, <em><a href="http://www.myspace.com/spiritualized">spiritualized</a></em> tem album novo.
<em>sometimes they say that love is blind / but I think dumb is what they had in mind</em> pertence ao album <em>let it come down</em>, especificamente, a faixa <em>don't just do something</em>.



]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/05/sometimes_they_say_that_love_i_1.html</link>
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         <pubDate>Fri, 30 May 2008 20:08:44 -0700</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>we&apos;re looking for a lot of love</title>
         <description><![CDATA[<br><img alt="carmela & spooky" src="http://www.meltoni.com/blog/spooky_01.jpg" />
<br>
<em>we're looking for a lot of love</em> pertence ao album <em>made in the dark</em>, do hot chip.<br>]]></description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/05/were_looking_for_a_lot_of_love.html</link>
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         <pubDate>Wed, 28 May 2008 13:42:41 -0700</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>in the end all you can hope foris the love you felt to equal the pain you&apos;ve gone through</title>
         <description>três dias.
três dias e eu levei ela de volta.

se fosse pra mim acreditar em sinais, os sinais estariam me dizendo, muito possivelmente, uma coisa.

eu não menciono, mas antes de daisy houve um pedido de adoção negado.
e aí veio daisy.
e daisy foi total amor pra mim mas comportamento agressivo pra todos os outros. 

o caetano brigaria muito comigo se ele ouvisse isso mas tudo que consigo pensar é que deve existir algo de errado comigo. e nesse errado, eu até considero a possibilidade de estar sendo punida por algo que cometi, assim, em algum tempo passado.

é como se eu não tivesse mais o direito de amar. 
ou é como se ter amor na minha vida não fosse mais possível. ou é como se ter uma companhia frequente na minha vida não fosse mais aceitável. quanto mais permitido.

eu encontrei daisy na quinta.
e na segunda ela foi embora.
será que no coraçãozinho dela existe perdão pra mim?</description>
         <link>http://www.meltoni.com/blog/2008/05/in_the_end_all_you_can_hope_fo_1.html</link>
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         <pubDate>Mon, 19 May 2008 21:04:23 -0700</pubDate>
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