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with a buzz in our ears they play endlessly

estranho foi saber o que não esperar de cada uma das noites. e mais estranho ainda foi ser por quem.... de quem eu menos esperava, mais surpreendida.

spiritualized no ogden foi totalmente indiferente ao meu coração. e jason pierce se apresentando como uma criatura tão "ego" quanto podia ser, simplesmente partiu um pedaço do meu peito... isso sem falar que por mais de um dia e meio, eu absolutamente surda estive. jesus cristo... tu não faz isso com um ser humano normal!

sigur rós no red rocks foi notável. não foi do caralho, não foi memorável. foi simplesmente notável. e muito provavelmente porque a banda é o que a banda é. e porque aqueles wierdos que compõem a banda, sabem extremanente bem o que sabem fazer. red rocks é um daqueles espaços que consome mais energia do coração do que se imagina. um lugar no meio do nada, no meio do mato, no meio do absurdo do lindo. só que estar junto com mais de nove mil pessoas fez com que parte do espetáculo se perdesse, pelo menos pra mim, totalmente indie e fã de pequenos palcos. mas daí... estar ali, sentadinha nas rochas, bem ao ladinho do flynn... numa noite que sempre prometeu ser mágica.... ahhhh.... me faz perder as palavras.

é engraçado...
há quase duas semanas atrás o flynn me levou para um passeio nas montanhas. e ha quase duas semanas mais tarde, flynn me levou para um passeio na agência. sim, a mega estúpida agência onde ele trabalha. e enquanto nas montanhas flynn parecia estar nas nuvens, na agência, flynn parecia estar em casa. acho que nunca vi aquele menino mais "orgulhoso" ao me mostrar alguma coisa quanto se mostrou ao me carregar de um lado pro outro entre mesas e mesas de trabalho.

eu sei....
flynn queria me mostrar a monstruosidade do espeço de trabalho dele. e a salinha dele. e a mesinha dele. e se flynn passa mais de doze horas por dia nesse lugar, nada mais do que muito querido ele querer me manter 'fotograficamente atualizada'. e sim... o tour pela monstruosa agência aconteceu na mesma tarde que eventualmente resultou em nós no red rocks. ah, sim.... foi nesse mesmo show que conheci alguns colegas de trabalho do flynn.

eu sei....
me sinto uma patética em escrever tanto sobre o flynn. mas flynn tem sido um gigantesco pedaço da minha vida, dos meus dias. e mesmo flynn não tendo indo comigo ver james, não fez de flynn uma pessoa menor pra mim.

ohhhhhhhhhhhh JAMES.

segunda feira passada.
e a banda que abriu, unkle bob... bem aquela banda que assina a música final do episódio da morte de mentira da meredith em grey's anatomy na terceira temporada. banda querida, mas nada comparada a tim booth quando o próprio subiu ao palco.

ai senhor.
nunca vi lugar algum cantar, sem parar, asssim, a cada maldita música tocada.
e nunca vi um lead singer saltar do palco e andar pelo público inteiro até o maldito bar,... cantando, assim, e apertando mãos.... e abraçando.... e assim,... terminar um show, após duas horas, com mais de vinte pessoas juntas no palco, dançando consigo.

chorei vendo sigur rós.
mas amei o mundo todo vendo james tocar.
and even though i've got a spiritualized tattoo on my neck....
there's nothing like having your heart beating for an expected reason.

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