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Every path is good. And every path you choose by yourself is better than the other paths. And the only thing SUPPOSED to be better than the others is you. If you want, if you try. Mark BBDO was only a tool. It was a good tool, but there are many tools around for you.
For example beer :-).
Martin Ch.
existe algo sobre denver que faz com que a vida tenha um peso diferente do qual teria em qualquer outro lugar do mundo.
sei que tenho meu super irmão morando aqui mas sei que é aqui que tenho a versão mais social da minha pessoa. e quando algo dentro da gente dói, ser e se manter sociável, pelo menos pra mim, ajuda, e muito, a manter uma carmela forte.... mesmo que seja por fora e não completamente por dentro.
pela segunda semana, domingo passei a tarde na casa do gio fazendo arte. algo que simplesmente soa como a coisa mais estranha que poderia me encontrar fazendo. a mãe tem razão em escrever que "muitas vezes tentou me ensinar um pouco daquilo que para ela era uma festa, mas para mim sempre foi um peso, uma chatice...", mas sabe.... tendo passado dois domingos metendo a mão em algo totalmente estranho, não me abandona a cabeça o pensamento de que eu deveria ter aproveitado tudo o que a mãe sempre esteve ali, feliz, tentando me ensinar.
gary isaacs foi meu companheiro no final da semana. meu ultra e mega amigo nessa cidade. uma pessoa estranha ao mesmo tempo que absurdamente notável. rica. gary é um pessoa rica. esqueça dinheiro. ele é rico em tudo o que de resto, tu poderias imaginar.
mas enfim....
gary me levou para ver elin palmer, dust in the breakers e crooked fingers no bluebird. e eu tive aquele tipo de noite que me faz chorar, em pé. e gary é a versão imagem. o fotógrafo mais querido entre qualquer músico indie em denver. e mesmo sendo o estranho que ele é, não existe uma criatura que não o respeite (até porque seria impossível). e ter gary conversando contigo, sobre vida e relacionamentos, por deus.... ao mesmo tempo que te faz querer sair correndo, te faz querer carregá-lo dentro do bolso da tua blusa pra sempre.
quando a gente se acostuma com uma presença na vida da gente, quando ela deixa de ser frequente, obviamente que sentiremos falta. eu sinto falta do flynn mas tenho esperança que a ausência da pessoa física dele fará com que seja lá a dor que eu sinta, passe. quando a não versão física dele, eu realmente não quero que parta. perder um bom amigo seria insuportavelmente mais dolorido.
enviado ao caetano, tarde de sábado, dia onze, de outubro.
fazia muito, muito tempo que eu não sabia que tipo de dor a gente sente quando algo assim acontece. e finalmente sentindo de novo, deu pra perceber porque ninguém gosta de sentir isso. de se sentir assim, quebrada.
quando tu realmente eras meu psiquiatra, caetano.... tu eras meu psiquiatra.
tu aindas tem a posição "psiquiatra" na minha vida, mas em determinado momento num passado não tão recente, tu te tornastes meu amigo. meu melhor amigo. e um melhor amigo um pouco diferente do gio, pq enfim... meu irmão não tem cérebro nenhum de psiquiatra.
eu queria te pedir desculpas por ter te mandado um email com uma frase apenas na manhã de hoje. mas quando o choque aconteceu, a primeira pessoa em quem pensei, que na minha cabeça, precisava saber o que havia acontecido, fostes tu.
sim,... tudo estava indo bem.
ontem a noite jantamos com a irmã dele e o namorado dela. depois fui com mike num clube onde ele queria ver um DJ de portland tocar e depois de lá, terminamos a noite no "rock bar" que eh basicamente um bar/pista de dança montado num super antigo hotel numa avenidona de denver. terminamos a noite dançando.... eu, ele, a irmã, o namorado e outros dois amigos deles.
na manhã de hoje, eu acordei um bocado mais cedo que ele. e por causa disso, pelo menos por uma hora eu fiquei a observa-lo dormindo. e daí, quando mike finalmente acordou, a frase simplesmente saltou da minha boca. e eu disse que estava in love with him.
mike não respondeu nada e o tempo foi passando e no meio desse tempo we had sex e porque a gente sempre costuma conversar um monte de manhã na cama, o silêncio dele começou a me incomodar. e assim, depois de um silêncio de horas, eu finalmente consegui faze-lo falar.
mike: you said you love me.
me: yes... does it scare you?
mike: yes.
me: why?
mike: because i don't think i'm in love with you and because of that i may be hurting you.
me: i know.... and i've told you this before.... that i was pretty sure you were gonna hurt me at some point.
mike: if you knew i was gonna hurt you..... why did you still kept seeing me?
eu: (apontei pra um pedaço da parede do meu quarto onde há dois meses atrás escrevi "in the end all you can hope for is the love you felt to equal the pain you're going through". e sabe.... o mike talvez nunca fosse capaz de enteder isso, mas tendo sofrido péssimos e longos e mostruosos episódios depressivos.... "in the end all you can hope for is the love you felt to equal the pain you're going through" é uma das frases mais simbólicas dos últimos tempos pra mim. a frase pertence a uma musica de uma banda inglesa e eu não sei se tu se lembras caetano..... mas a primeira frase que eu tatuei em mim foi "all i want in life's a little bit of love". e pouca gente sabe,.... mas a continuação dessa frase na música dessa outra banda.... segue "to take the pain away".) isso foge um pouco do assunto mas há coisas que pertencem a minha vida, marcadas e escritas, que simplesmente tentam, insistentemente, me lembrar do quanto eu não quero ir pro fundo do poço de novo.
eu não sei se o mike entende o que que a frase "means" pra mim.
mas "in the end all you can hope for is the love you felt to equal the pain you're going through" significa que por maior que a dor ou o estrago seja..... ter vivido seja qual fôr a coisa, de certa forma, tu simplesmente esperas que tenha valido a pena. pq se tu deixas de viver algo por medo do estrago, da dor ou da frustração.... then.... what kind of life do you end up living?
tu sabes que ele nunca declarou ser "namoro" o que nós "tinhamos".
então ele me perguntou se a gente deveria parar de se ver.
e eu disse.... tu queres parar de me ver?
e ele disse.... não sei. talvez....
e eu disse.... bom, talvez não é resposta concreta... but then....you can either hurt me now or hurt me later.
e disso ele obviamente disse que achava melhor a gente parar de se ver.
eu passei a tarde de hoje com o gio, e eu contei pra ele "parte" ou o que "pude" do acontecido. e o que o gio disse foi que talvez o mike se sentiu "pressionado" e "assutado". e eu não duvido que ele tenha se sentido assim, porque no fundo caetano, eu posso ser um bocado idioata as vezes, mas noutras,.... não preciso ser cega pra não enxergar.
mike ainda me perguntou if i regretted saying i was in love with him e eu disse que não, porque sério... eu não quero mais esconder quem eu sou, e porque se eu sinto alguma coisa, eu não quero ter de empacotar ou esconder aquilo dentro de mim por medo de como alguém ou outro irá reagir. no entando, eu disse pra ele that i regretted had let myself gone that far... had let myself free to not control any feelings i could had grown towards him. e foi disso que ele pediu desculpas por ter deixado tanto tempo passar, ou ter deixado o tempo passar até eu finalmente ter dito que estava in love with him" so he would say how he felt or what was his position towards this relationship.
caetano....
eu odeio quando coisas acontecem do nada.
não que elas realmente acontecem do nada, mas quando elas acontecem assim, sem aviso prévio.
eu sei que o mike recém descobriu uma vida nova.
pq ter se mudado pra boulder fez com que ele se encontrasse com ele mesmo.
e disso..... ele tbem encontrou novos amigos, coisa que ele não tinha desde que deixou LA e se mudou pra denver. e eu não quero colocar isso ou ter isso como uma "desculpa" pro meu cérebro, mas seja qual fôr o motive de verdade dele pra ter agido da forma como ele agiu comigo essa manhã.... eu quero bem pra ele. eu preciso querer bem pra ele. porque eu não quero fazer de mim, a vítima (apesar de "socialmente falando" eu ser).
tentei me segurar e me controlar ao máximo enquanto conversavamos essa manhã mas em determinada hora as lágrimas simplesmente vieram e mike perguntou o que eu estava pensando.
é estranho....
pq a resposta saiu de imediata.
"i'm trying to think how strong i'm gonna have to be to put myself together again this time".
caetano.....
eu estou com medo. medo dos meus pensamentos.
e caetano....
eu preciso encontrar the very big reason to make me gonna life for.
recebido de caetano, manhã de hoje, dia doze, de outubro.
Carmela,
Para mim é uma tremenda surpresa isso! Só consigo pensar que ele, como a maioria de nós homens, atrapalhou-se quando se deu conta de que a relação havia evoluído tanto. Nós tendemos a nos sentir com um peso enorme nas mãos, quando uma mulher nos entrega seu coração. Nós nos sentimos responsáveis por ter que "assumir" um compromisso, por ter que corresponder de alguma maneira igualitária. É como se, a partir dali, tivéssemos que dizer: "Eu caso! Sim, eu caso contigo e fico casado contigo para o resto da minha vida!". Pensamos que aquela coisa maravilhosa que vinha até ali irá se transformar na maior chatice do mundo e que vamos ter que abrir de todos os aspectos da nossa individualidade, só para ficar do lado daquela mulher e ficar dando o retorno daquele enorme amor declarado.
Perguntei para a minha mulher se ela concordava com essa minha opinião acerca do meu "time" (o dos homens). Ela disse que é bem assim mesmo. Ela observa isto todos os dias no consultório dela. Mulheres e mais mulheres reclamando da imaturidade dos homens (de qualquer idade).
Querida Carmela, penso realmente que ele irá repensar e te procurará novamente. Se isso acontecer, recebe-o bem, pois ele está amadurecendo.
Se ele não o fizer, não pensa que é o fim. Os homens são assim mesmo. Virão outros e mais outros... uns iguais, outros piores, outros um pouco melhores.
Por isso, Carmela, sempre reforço para todas aspessoas terem suas próprias carreiras, seus próprios amigos, suas próprias vidas. É a única garantia, amiga!
Muitos beijos!!!
Estarei sempre por aqui!
Caetano
estranho foi saber o que não esperar de cada uma das noites. e mais estranho ainda foi ser por quem.... de quem eu menos esperava, mais surpreendida.
spiritualized no ogden foi totalmente indiferente ao meu coração. e jason pierce se apresentando como uma criatura tão "ego" quanto podia ser, simplesmente partiu um pedaço do meu peito... isso sem falar que por mais de um dia e meio, eu absolutamente surda estive. jesus cristo... tu não faz isso com um ser humano normal!
sigur rós no red rocks foi notável. não foi do caralho, não foi memorável. foi simplesmente notável. e muito provavelmente porque a banda é o que a banda é. e porque aqueles wierdos que compõem a banda, sabem extremanente bem o que sabem fazer. red rocks é um daqueles espaços que consome mais energia do coração do que se imagina. um lugar no meio do nada, no meio do mato, no meio do absurdo do lindo. só que estar junto com mais de nove mil pessoas fez com que parte do espetáculo se perdesse, pelo menos pra mim, totalmente indie e fã de pequenos palcos. mas daí... estar ali, sentadinha nas rochas, bem ao ladinho do flynn... numa noite que sempre prometeu ser mágica.... ahhhh.... me faz perder as palavras.
é engraçado...
há quase duas semanas atrás o flynn me levou para um passeio nas montanhas. e ha quase duas semanas mais tarde, flynn me levou para um passeio na agência. sim, a mega estúpida agência onde ele trabalha. e enquanto nas montanhas flynn parecia estar nas nuvens, na agência, flynn parecia estar em casa. acho que nunca vi aquele menino mais "orgulhoso" ao me mostrar alguma coisa quanto se mostrou ao me carregar de um lado pro outro entre mesas e mesas de trabalho.
eu sei....
flynn queria me mostrar a monstruosidade do espeço de trabalho dele. e a salinha dele. e a mesinha dele. e se flynn passa mais de doze horas por dia nesse lugar, nada mais do que muito querido ele querer me manter 'fotograficamente atualizada'. e sim... o tour pela monstruosa agência aconteceu na mesma tarde que eventualmente resultou em nós no red rocks. ah, sim.... foi nesse mesmo show que conheci alguns colegas de trabalho do flynn.
eu sei....
me sinto uma patética em escrever tanto sobre o flynn. mas flynn tem sido um gigantesco pedaço da minha vida, dos meus dias. e mesmo flynn não tendo indo comigo ver james, não fez de flynn uma pessoa menor pra mim.
ohhhhhhhhhhhh JAMES.
segunda feira passada.
e a banda que abriu, unkle bob... bem aquela banda que assina a música final do episódio da morte de mentira da meredith em grey's anatomy na terceira temporada. banda querida, mas nada comparada a tim booth quando o próprio subiu ao palco.
ai senhor.
nunca vi lugar algum cantar, sem parar, asssim, a cada maldita música tocada.
e nunca vi um lead singer saltar do palco e andar pelo público inteiro até o maldito bar,... cantando, assim, e apertando mãos.... e abraçando.... e assim,... terminar um show, após duas horas, com mais de vinte pessoas juntas no palco, dançando consigo.
chorei vendo sigur rós.
mas amei o mundo todo vendo james tocar.
and even though i've got a spiritualized tattoo on my neck....
there's nothing like having your heart beating for an expected reason.
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