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August 19, 2008

apparently god doesn't want me to leave spooky

é óbvio que não dá pra mentir que eu simplesmente surtaria se uma de três determinadas agências daqui decidisse me ter. eu tenho minhas favoritas, e eu também tenho a supra sumo de todas pela qual eu provavelmente morreria se acaso um dia ela me recebesse de braços abertos.

a primeira vez que estive na supra sumo, pouco depois de ter retornado a denver, não consegui sequer chegar a conhecer o diretor de criação. conheci, obviamente, a querida recursos humanos que por algum motivo inexplicável aparenta se simpatizar bastante comigo e uma diretora de arte. além das duas, também conheci um cachorro e enquanto as duas foram amigáveis, o cachorro não, visto que ao meu despedir, uma mordida bem na mão eu recebi.

quem ouviu essa história logo após a mesma ter acontecido me disse que ter sido mordida por um cachorro, bem no dia duma entrevista, e bem assim, por um cachorro da agência, deveria ser mau sinal.

e sabe, por um tempo, eu realmente acreditei nisso.

esta manhã, depois de meses esperando a próxima entrevista ser remarcada, a mesma aconteceu. a supra sumo agora não se encontra no mesmo local. agora ela fica nesse prédio de quatro andares bem nessa área "elite" da cidade. e os quatro andares pertencem a supra sumo.... que se um dia foi absolutamente o top-indie criativo de denver, bem,... ainda continua sendo o top-indie criativo, só que hoje, extraordinariamente requintado.

desde que voltei de praga, ou melhor, desde que voltei a área interativa, eu não tenho como esconder o quão expirada estou. tudo foi pra frente, exceto eu. e isso corrói, principalmente quando a gente é burra, lerda e tem uma dificuldade enorme em aprender. além disso, quando mesmo expirada a gente ainda continua rodando pasta a procura de trabalho em agência, bahhhh.... há uma certa humilhação aí no meio que não tem como não acontecer.

e esse tipo de humilhação, na grande maioria das vezes, é automaticamente produzido por aquela voz que fala contigo e que tu darias tudo pra fazer-se calar a qualquer maldito comando que fosse.

que seja.

na entrevista desta manhã o único cachorro que encontrei dormiu aos meus pés. e ao contrário da primeira vez, a super recursos humanos que ainda parece se simpatizar bastante comigo, não esteve presente. a entrevista foi com o diretor de criação, mas sinceramente, encontra-lo dez minutos antes do meio dia me fez ter quase absoluta certeza de que ele adoraria que eu fosse um prato de arroz com feijão e bifinho acebolado. veja bem.... o cara não foi horrivel, mas também não foi maravilhoso. na minha concepção... ele tinha coisa melhor na cabeça dele do que eu, uma topeira, burra, lerda e totalmente expirada.

deixar o recinto da supra sumo esta manhã foi um bocado doído. não porque eu não fui bajulada ou contratada imediatamente. foi doído simplesmente porque a pessoa que há meses eu espero conhecer e pela qual eu ainda quero ser entrevistada, mais uma vez, não pôde me receber. e o que isso quer dizer é que, provavelmente daqui mais alguns meses, eu voltarei a supra sumo a espera de finalmente, sentar com o super vp creative diretor, que porra.... é o chefe que eu provavelmente morreria pra ter.

a entrevista desta manhã foi guardada a quase sete chaves. veja bem, nem spooky sabia o que aconteceria quando pela porta me fui... e sabe, cada vez que me vou, e vou pra uma nova entrevista.... o pensamento mais imbecil que tenho enquanto estou a caminho é sempre o mesmo...."será que spooky viveria bem, sem mim, pela maior parte dos dias?"

spooky at home

August 13, 2008

o pior você já conhece.
você já morreu mil vezes.
ou mais.
mas nasce de novo.
com cicatrizes e tal, mas nasce.

semana passada recebi esse email da mirela, e um pedaço do email continha exatamente o título deste post. e ao que ela se referia, bem, ao que ela se referia é ao que tem se passado em minha vida desde a última vez que sentei para aqui escrever.

muitas vezes eu mesma não compreendo porque minha pessoa desenvolveu "restrições" a postar. bem eu, aquela que até mesmo tentou mestrado muito com a intenção de passar mais tempo estudando blogs.

eu já amei blogar.
mas acho que hoje, amo mais blogs do que o verbo conjugar.

acho que alguém tem me namorado. e eu sei que tenho namorado alguém, mas talvez o fato de eu ter feito "fabris" tão explícito por alguns anos me bloqueia ao tentar ou querer fazer explícito um outro alguém. aqui.

então você não sabe onde vai com o boff novo. sei. e quem sabe??? se for pensar assim, meu deus, a gente não começa nem termina nada. vai dar onde tiver que dar. e vai ter valido a pena. no fim. ajuda se eu disser que essa fatalidade do fim tem menos importância quando a gente agradece mentalmente o que está acontecendo agora? isso é tão piegas, estou soando como livro de auto-ajuda de quinta categoria. mas eu juro que é só isso que muda como a gente enxerga as coisas.

ame esse menino hoje e agora como se ele fosse desintegrar amanhã, carmela.


eu ainda não amo esse menino.
mas eu já amo a pessoa que eu sou com esse menino.