ha seis semanas a quarta temporada de grey' s anatomy comecou a ser exibida nos estados unidos e obviamente que em praga, com aquela indispensavel conexao sem limites via O2, a quarta temporada passou a ser assistida. grey's nao eh a super serie dos ultimos tempos e nem comecou muito bem a quarta temporada como eu gostaria, mesmo assim, o apelo ou o espelho que eu vejo na serie nao se perde jamais.
no episodio desta semana, bem naquele exato momento em que meredith tenta se abrir, let somebody in de magic numbers tocou. e foi algo como a traducao do que ocorre entre tudo o que acontece na vida da gente. pra quase tudo, muito alem do simples amor.
a melhor companhia que encontrei em praga para diminuir a solidao foi o consumo compulsivo por filmes e series. tudo que aparentemente consegue ter um torrent no desvio eh o que tem me feito continuar no caminho, e a questao eh que quando penso, nao sei determinar muito bem que caminho eh esse que tenho tomado.
sabado passado marta me tirou de casa a noite com a missao de me encontrar um marido. a coisa que ela mais se lembra eh que quando ela me mostrou um ingles atras de mim no bar cogitando que podia ser aquele meu marido, eu, na mais ingenua e incredula atitude respondi que nao, que meu marido tinha de ser um local. me lembro exatamente com que forca de peito respondi aquilo mas que diabos eu tinha na cabeca aquela hora eu realmente nao faco a menor ideia. ha quase seis meses em praga, sem saber se realmente gosto de estar aqui e eu respondo que meu marido tem de ser um tcheco?!
uma das verdades que sei e vejo estampada eh que minha libido foi pras cucuias ha meses e que criatura nenhuma tem chamado a atencao de qualquer reacao que a gente possa esperar de vir por dentro. eh como se alguem tivesse apagado a luz de dentro de mim onde eu tanto nao enxergo o que tenho por dentro quanto tenho receio de sair do escuro pra voltar a enxergar alguma coisa. eh uma sensacao que incomoda horrores mas que inconscientemente me faz permanecer ameba. totalmente estatica.
nao sei o quanto de mim ama praga, mas sei que um bocado de mim algumas vezes, odeia praga mais do que tudo no mundo. mesmo assim, ha dias em que naquele unico minuto de amor tudo o que consigo enxergar ou sentir eh gratidao por estar nessa cidade e deve ser por isso que eu ainda ouco musica alta em casa, ainda danco feito uma retardada sozinha na sala e ainda pateticamente meio que tenho esperanca de encontrar uma criatura que vai lah, suporte sentar e assistir house comigo.
ps.: said, you want to love but you don't know how / and you want to feel but you're not allowed / and you want to cry but you don't know why / and you want to give but you're not that kind. when you gonna let somebody in? you might get hurt just a little bit.