i do have a life; i'm watching it now
o pensamento funciona da seguinte forma, quando a major motoko supostamente morre no final de ghost in the shell, ela - como a cyborg de corpo perfeito - se esvai e toma o corpo de uma garotinha de (imagino eu) oito anos. motoko em parte se esvai e a última fala é aquela em que ela mesma se pergunta para onde deveria ir, uma vez que a web é vasta e sem fronteiras. descobrir que se eu soltar a mão que usava para segurar a web não me faz cair, não me faz me machucar e não me faz me sentir sozinha é como estar no segundo ghost in the shell assistindo a major motoko simplesmente observar a vida pelo lado de fora. optar por estar do lado de fora, optar por não se sentir dependente do lado de dentro e perceber que estar agindo desta forma não é ruim e sim MUITO melhor do que tu imaginavas.
não é encantador dizer que não sinto falta da web nesta viagem, mas é fantástico sentir que nem ao menos preciso ter controle de uma possível saudade. estar na villa é como estar em casa, aquela casa que te preenche em cada canto ou pedaço de corpo vazio. e ter a companhia constante do gio é como poder continuar a vida bem daquela parte onde nos separamos.
escrevi ao caetano durante a semana e ainda tenho aquela mesma sensação, aquela de que desejaria ser assim sempre. segura. pararece que quando eu abandono a minha nação é quando realmente encontro a minha. e é como voltar as reuniões do rotary quando éramos preparados para adentrar em uma outra cultura. doutor arnaldo dizia que uma vez ausente ecnontraríamos a nós mesmos e é essa é a realidade que melhor conheço.

Comments
bom saber que estás vivendo tudo isso junto de quem vc mais gosta. aqui de longe estou super feliz.
Posted by: malena | May 27, 2006 12:26 PM