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March 29, 2006

sometimes you have to watch somebody love something
before you can love it yourself

um daqueles envelopões amarelos chegou hoje.
enviado pelo bill, o envelopão trazia aquele livro de capa azul que eu sei que ele gosta muito e que eu sei que ele gostaria muito que eu lesse porque obviamente ele também acha que eu iria gostar.

mesmo sem nenhum bilhete ou dedicatória eu quis abraçar o livro de tão meigo que toda a ação representava. e eu passei horas do dia pensando no quanto eu quero que isso dê certo. e aqui não me refiro a gostar do livro porque tenho certeza que vou, mas do namoro dar certo. dessa coisa do relacionamento afetivo entre bill e carmela dar certo. ok, a coisa está dando certo, mas entenda, eu ainda não estive junto dele em denver, nesta situação. e a gente ainda precisa do upgrade físico, entende?

expectativa é um bicho monstruosamente feio e se tem uma coisa que meu modesto phD em relacionamentos pela internet e à distância me ensinou é que o monstro vive até ser assassinado. e não adianta, o bicho mostruosamente feio só morre na hora certa se é que um dia realmente morre e não acaba permanecendo em coma por anos e anos seguidos.

eu e a gorda estamos devolvendo nossas passagens à agência amanhã. a gorda precisa da emissão do novo plano de vôo dela e eu preciso da emissão dos novos horários que a delta modificou. e a notícia boa é que NÓS VAMOS VOLTAR NO MESMO VÔO!!!! a gorda embarca dez dias antes de mim mas nós catamos a mesma conexão de volta em atlanta. totalmente coincidência, mas bah, muito bom!!

ah, fabião!

especial gorda de final de expediente: gravar cdzinho com musiquinhas do fabião pra mim. bônus: ver gorda cantar caça e caçador com olhinhos fechados pra criação inteira.

March 28, 2006

i like the story of how we started our online romance

isabel chamando via texto no v3 depois da meia noite. isso catapulta qualquer faísca de sono e te surta naquele pensamento de bah, aconteceu alguma coisa. tu manda "tá tudo bem?" e ela manda "posso ligar?"

isabel queria saber quais eram as quatro perguntas que eu havia feito ao bill quando a situação ser ou não sermos namorados aconteceu. por que tu queres saber isso, bel? porque eu lembro de duas mas não lembro do resto e o betinho tá aqui. ahhh, o betinho está aí e tu queres fazer as perguntas pra ele então!

March 26, 2006

i suppose it was inevitable

abril. teatro do sesi. show do fábio júnior.
eu vou.

March 25, 2006

your effort to remain what you are is what limits you

existe aquele conceito que todo mundo acredita ter sido criado pelos wachowskis em matrix mas que na verdade foi pensado por masamune, a mente brilhante que criou ghost in the shell. aquele conceito de que naquele tempo e naquele mundo, as pessoas só precisariam se plugar para aprender alguma coisa. plugue-se, a tecla é acionada e o sistema insere em ti o conhecimento pedido.

na minha fantasia, aquela fantasia onde eu sou a major motoko e posso ser plugada a qualquer momento para receber mais conhecimento, a vida é mais fácil. a sensação de ser burra não existe. o medo de nunca aprender algo é incoerente e a certeza de ser capaz de completar uma tarefa é regra básica.

a internet é a minha escola. não é um plug porque ela ainda me força a testar a capacidade do cérebro, mas se não fosse pela internet, nada do que faço teria funcionalidade. seria um todo estático. cada movimento e cada ação e cada script por mim gerado teve origem na reciclagem. eu precisei de um cérebro que se disseminou pela rede para ser capaz de realizar a tarefa que queria. fazer acontecer aquela ação na tela que o brainstorm tanto queria.

às vezes é frustrante se sentir tão incapaz, mas às vezes a gente consegue acreditar que a nossa incapacidade pode ser a boa ação da valorização de uma outra pessoa. é como dizer que a major motoko sempre precisará dos olhos do batou e do coração do togusa para cumprir suas tarefas.

ontem comprei meu primeiro pacote de action script. na verdade o pacote é de apenas três actions para fortalecer a ação da visualização de imagens, algo que parece simples mas que é tenebrosamente como estar num labirinto sem saber pra onde ir. querer fazer algo e não saber como fazer é o que me fez gastar quarenta e cinco dolares via paypal e receber via email três segundos depois um zip file de quarenta kbytes.

a mãe diz ser investimento, mas no impulso do pensamento, quarenta kbytes seria o peso da minha incapacidade - compactada.

March 21, 2006

find a penny, pick it up,
and all day long you'll have good luck

depois da bomba eu achei que tudo estava perdido. a onda meredith e derek passou e os episódio começaram a fracassar no índice de aprovação. mas daí ele voltou e há três semanas ele anda permanecendo na história. se matarem ele, eu juro, surto.

from shonda rhimes, this week:

and then there is denny. denny. ah, denny…
oops. sorry. i went into my fantasy world for a moment there. the fantasy world in which I am izzie and denny is well, denny and he loves me with that damaged heart of his. do you love denny as much as I do? because I LOVE denny. yeah, I love the actor jeffrey dean morgan and all but what I really love is denny. I love the sexy heart-needing dude in the hospital bed in a way that is not natural and definitely not healthy and most certainly not sane. I love denny with my full whole soul in a “you jump, I jump” kinda way that means there should be a restraining order in place to keep me away from him.

March 20, 2006

you're supposed to be here by my side in the morning
and i'm missing that.

semana retrasada eu sofri um impulso doentio por causa de uma japa. a japa nascida em tokyo e de nome caroline reside atualmente na califórnia e ela canta. o primeiro album dela, murmurs, foi lançado na semana passada e eu, depois de anos sem comprar um cdzinho que fosse, acabei indo encomendar o dela pela insound.

antes que o cd chegasse (obviamente não na minha casa) eu avisara o gio: "ripa todo ele pra mim e passa pra rede. desculpa, mas só tô te pedindo isso porque não consegui encontrar pra baixar".

o gio me chamou de mala por tê-lo feito ripar as nove faixas além de ter de colocá-las no servidor. de qualquer forma ele perguntou se podia emprestar caroline pra cunhada colocar no ipod dela e eu disse que óbvio, pode até dar o cd pra ela porque eu sou uma pessoa mp3. só que a cunhada também é e claro, é por isso que eu amo mais ela ainda.

ps.: queria todos.

March 17, 2006

i think it's who you hold inside your heart
that keeps you warm

quando aquela trilha de grey's anatomy começou a tocar dentro da bolsa e o verani começou a rir eu quis me enfiar debaixo da maca e esquecer que eu era carmela. tem coisas que as pessoas precisam saber sobre você mas tem determinadas coisas que não há menor necessidade, e naquele caso, o tatuador saber que eu era doente por um seriado americano não tinha o menor cabimento.

mas o momento do v3 foi singularmente o mais tocante pra mim. porque era a gorda ligando e quando eu disse oi ela perguntou se iria ouvir o barulhinho da máquina e no mesmo segundo o verani tacou-lhe contorno na carne e aquele zrumm zrumm zrumm começou a berrar dentro do estúdio.

o verani usa tampões de ouvido, e mesmo eu tendo levado o ipod não consegui sequer ouvir trinta segundos de uma faixa sequer. passamos o tempo conversando e o cara é um querido. não, eu não casaria com ele porque agora só penso em namorar o bill mas me senti em casa. o tempo todo. e me senti mais em casa ainda quando descobri que o canadense que está fazendo temporada no estúdio conhece os meninos de london. os guris do estúdio canadense onde fiz o primeiro trampo.

acabei passando o dia em função do antebraço, saí embalada pra viagem, exausta e fedendo. mas o dia foi impagável e encontrei a gorda pra comidinha o que nem me fez lembrar o quanto eu estava latejando. e sim, tinha a mãe. porque eu estava preocupada com a mãe.

a mãe havia chorado na quarta feira. pra mãe a filha dela já estava pronta, no sentindo - arte final em psd. anos atrás eu não me importaria nem sequer em avisar a mãe que estava indo botar desenhos no corpo mas anos atrás eu também não me importava que ela me compreendesse tanto quanto agora. eu sei que ela sabe que eu jamais vou deixar de ser a carmela com ou sem mangas desenhadas, mas eu realmente tenho me esforçado em fazê-la se sentir mais próxima de mim, naquele sentido que eu gostaria que parte das minhas emoções fossem também sentidas por ela. se um dia eu resolver fazer um sagrado coração, tu podes ter certeza que vai ter "mãe" escrito dentro.

ps.: o braço inchou, o que era de se esperar. a flor amarela que não aparece na foto foi a calamidade da área sensível.

March 16, 2006

be sure to tell the good clients how great they are.
and do so often.

a vida antes e depois.

esta é a vida antes. o depois acontece mais tarde.

March 15, 2006

i must confess time's affected me

daqui dez dias daria para se comemorar sete anos desde o dia em que passei a manhã num consultório médico em colaba, um bairro na área sul de bombaim. o médico era velho, careca, indiano e estranho. mas foi ele quem fez a minha segunda tatuagem, naquela época em que eu ainda contava os "trampos" que tinha pelo corpo.

sexta feira passada fui conhecer o verani. o suposto bom trampador de desenhos orientais de porto alegre. esperei por quarenta minutos, depois esperei por mais uns vinte enquanto ele explicava a um garoto de dezesseis anos que ele não poderia cobrir a caveira do braço com um dragão menor que quinze centímetros e quando eu estava prestes a ter a minha chance de falar, notei que o verani não tinha tatuagens. ok, ele tinha uns dois trampos na perna mas pra um tatuador isso me pareceu estranho. estranho, mas não amedrontador. acho que o cara me intrigou naquele momento, o que não podia ser fator melhor pra eu já gostar dele de cara além do fato dele ser fisicamente parecido com o alemão tirando alguns kilinhos a menos.

sábado enquanto almoçava com as meninas contei sobre a minha visita ao verani. contei que um espaço de cinco horas e meia havia sido marcado e que mesmo sem previsão de agulha, amanhã começo a desenhar meu braço esquerdo. a gorda perguntou se o verani havia ficado feliz afinal de contas eu simplesmente joguei um problema pra cima da vida do cara e a verdade é que não sei. as pessoas reagem de formas diferentes as surpresas e eu sei que dar liberdade quase que total pra um artista não é uma surpresa pequena.

em determinado ponto da conversa com o verani eu tive aquela impressão de que ele não estava compreendendo bem o que eu estava pedindo. então eu tentei ser o mais carmela possível dizendo que eu queria que ele fizesse parte da minha vida, que se tornasse meu amigo, alguém de quem vou me lembrar pra sempre, até morrer. ok, eu acho que devo ter surtado a cabeça do cara nessa hora mas é assim que funciona pra mim. tu é um artista, então tu tens de criar algo que seja o mais "eu" possível, algo meigo, e de forma a isso acontecer tu precisas me conhecer, fazer parte da minha vida, me dar um abraço apertado e sorrir pra mim.

o abraço eu já ganhei e o sorriso também.
agora só falta descobrir se a agulha vai começar a funcionar.

March 14, 2006

i must confess, i've been constructing
to build some feeling

as empresas de hospedagem americanas têm instalado filtros de segurança nos servidores para controlar "nasty hacking". isso faz com que a reconstrução dos templates gerados pelo movabletype não seja possível. e tu só descobres que esse crepe tá rolando porque tu ganhas uma mensagem de erro a cada tentativa de rebuild.

o helpdesk da totalchoice teve de desligar o mod_security filter da minha conta esta madrugada. e apesar de não saber o que isso acarreta no funcionamento geral da mesma, foi simplesmente um alívio saber que o crepe não significava ter de reinstalar toda a ferramenta. pouca gente sabe, mas se tem algo que é um SACO, esse algo é montar o puzzle do template deste blog.

a criança com bolhas de sabão nasceu num rascunho do ano passado.
o cliente vetou, e a criança virou backup quase perdido.

March 9, 2006

you know in the movies how there's the hero
and then there's the other guy?

então o meu cliente, aquele que tem a filha mais encantadora de são paulo, escreveu timidamente sobre o peso do orçamento que passei.

Com as dicas que você deu, registrei os dois domínios (.com e .com.br). E, como tinha uma conta .mac e tinha baixado o pacote novo do iLife (versão 6), experimentei a novidade da Apple que é o iWeb. Fiz um sitezinho picareta, com cara de template e pesado pra diabo e carreguei no .mac. Sinceramente não tô nada contente com o resultado. Só que, como havia dito, queria ter o site no ar meio rápido. A entrevista que a gente deu na TramaVirtual gerou um tanto de acessos que a gente não queria perder.

Carmela, não sei. A gente queria você.
Diga alguma coisa.

e carmela diz... eu também queria vocês.

e então é isso que tem me ajudado

March 5, 2006

it's like one day you realize that the fairy tale may be slightly different than you dreamed

a gorda acredita que foi um suco que ela tomou que a deixou naquele estado sem consolo. mas o mal do estômago possivelmente foi impactado com a inesquecível experiência de renovar o visto americano dela. sim, eu acho bárbaro a forma como tudo acontece e eu achei mais bárbaro ainda a forma como a gorda descreveu "parece que a gente está indo para uma camara de gás".

o aniversário da gordinha não teve balões, mas teve aquela sala de casa de mãe com jogação de sofá, e quando a mãe dela levantou dizendo que ia arrumar os cabelos para ver a neta eu quase perdi a noção da realidade.

eu conheci a isabelinha no final do ano passado. e a isabelinha certamente só me deu atenção naquele dia porque eu tinha uma borboleta tatuada no braço. e a isabelinha mora lá naquela terra onde neva e onde abelha se chama bee e onde olivia é uma porca.

a mãe da gorda foi pro computador se logar no msn. a mãe da gorda clicava insistentemente naquele botão que chama a conversa de audio e video. a mãe da gorda tinha dois macacos de pelúcia para brincar com a neta. e essa é a noção de realidade que eu gostaria de lembrar quando a gente pensa em discutir o conceito de família na nossa geração. aquela coisa de, me dê um motivo para acreditar que nem todos os valores se perderam, e eu ficarei feliz.

e tem mais. isabelinha lembra da tia carmela. e tia carmela tem borboleta no braço e que mais? flores no outro, e isabelinha aponta para o outro braço. e eu vi isso. EU VI ISSO.

ps.: se a mãe da gorda me perguntasse novamente porque eu me tatuei eu mudaria minha resposta. mudaria para uma daquelas que intriga menos a natureza humana. eu diria que me tatuei simplesmente pra que se acaso um dia eu tiver filhos, eles se lembrem de mim.

March 3, 2006

what would ya do if it all came up to you
and love had a new place to play?

o que o caetano teria a dizer sobre timing eu gostaria de saber. minha opinião não chega a ser conclusiva porque fatores como individualismo, empatia, intenções e oportunidades dificultam o processo; o que me faz pensar que talvez o ususfruto da palavra timing seja apenas um evento-conceito social do feeling. e aqui não me refiro ao feeling programático ou desenvolvido, mas sim ao cognitivo.

quando ele disse que poderíamos ser namorado&namorada quando eu estivesse pronta eu pensei em dois períodos distintos. a primeira e a última vez que mencionei ele na terapia.

então perguntei
você vai ser fiel?
e ele respondeu que estava contando que sim.

então perguntei
você vai me abraçar e dizer que tudo vai ficar bem quando eu estiver triste? e ele respondeu que... que ele também fica triste e que ele sabe como isso funciona.

então perguntei
você vai segurar a minha mão todas as vezes que eu pedir?
e ele respondeu que eu não precisarei pedir.

então perguntei
você vai me deixar postar sobre você?
e ele respondeu "talvez".

ps.: ontem eu estava lendo uma entrevista da mena trott na businessweek e no final ela (mais uma vez) reafirmava a idéia de que blogs are all about capturing and preserving information about our lives... e que the biggest future blog-design challenge would be how do we design blogs that will archive and present 20 years worth of content?

March 2, 2006

we become true inhabitants of mediated environments rather than mere users of computational devices

sábado é aniversário da gorda, e como amanhã ela voa pra são paulo pra renovação do visto americano, o bônus de aniversário tinha que ser entregue antes. demorou pra engatar mas quando ela sentou a bunda pra juntar as peças, só me restou montar o quebra-cabeça.

o processo de construção do site da gorda foi um processo notavelmente comum, com baixas variações e de mesmo comportamento. e o que tenho sentindo são duas fases bem nítidas nos clientes. porque no primeiro momento eles querem TER sem se preocupar que uma residência na rede exige mudança - essa bem típica mudança de juntar o que tu tens nos teus cômodos da casa e que devem ser concedidos, relocados, fotografados ou fotocopiados para que assim a arquitetura da informação obtenha o conhecimento necessário para que na sequência a coisa possa fazer sentido. só que o segundo momento é demorado, se não for doloroso. o cliente já conhece a estrutura da nova morada mas reluta em realizar a mudança. e a isso eu chamo entrega de conteúdo. e eu sempre espero.

a minha interpretação deste processo sugere que o cliente talvez precise deste tempo. deste intervalo, deste contato com o "como" ele será visto aqui dentro. faz parte da singularidade do emocional questionar "o belo" e quando o cliente tem a certeza, não há mais tropeços no caminho.

acho que a gorda sabe o que significou pra mim, fazer o site dela. ok que ela é minha amiga, ok que ela é uma puta designer mas ela também é aquela que me faz chorar no meio duma tarde só porque tá achando o máximo ter suas próprias coisinhas. nesse meu mundo existem os clientes que se emocionam como a rosa amélia, os clientes que sentem essa vontade absurda de compreender mais pra usufruir mais como o vagal, e nesse meu mundo ainda existem os clientes como a gorda, que me enche de orgulho - porque sim, é a amiga. a amiga que às vezes pára do nada num lugar só pra dizer "como tu é engraçada, carmela".

mas eu não sou engraçada.
eu só acredito demais.