why do i keep hitting myself with a hammer?
because it feels so good when i stop.
com todos os problemas com o servidor de email na segunda feira (inexplicavelmente a TCH zerou minha quota), quem precisou dar aquele grito de trabalho me pegou pelo fio do telefone em casa. era quase horário do golden globes e eu ainda estava jogada na cama conversando com a lis. claro que se eu estava jogada na cama a conversa de trabalho já tinha terminado, mas aqui entra aquele meu pensamento sobre um pensamento do castells... aquele sobre a rede ser especialmente apropriada para a geração de laços fracos múltiplos... algo que na prática, ao menos na MINHA prática, é representada na maioria das vezes, por laços fortes.
numa rápida análise daria pra se dizer que ser cliente seria o laço fraco e que ter se tornado amiga seria o laço forte. é um pequeno milagre da rede isso acontecer (ainda mais quando ambas as partes conseguem separar o trabalho da intimidade), mas acontece e sim,... a lis não é o único exemplar deste milagre.
em algum ponto da conversa - obviamente - o assunto do coração de carmela veio a tona e eu contei a lis sobre o que a gorda costuma dizer quando um relacionamento termina. a gorda costuma dizer que a gente fica com esse buraco 3D no meio do peito, uma metáfora linda que eu tenho interpretado ultimamente desta forma: quando o buraco 3D estava sendo aberto, doeu bastante, mas agora, depois de tanto tempo aberto, ele não dói mais porque eu já me acostumei com ele. o problema então é que eu tenho um buraco 3D no meio do peito que está vazio. ele não precisa ser fechado, ele precisa ser preenchido, mas eu não sei se quero preencher porque não sei com o quê quero preencher porque não quero preencher com algo errado, simples assim.
há quarenta e oito horas eu tenho me sentido melhor do que me senti nas últimas quase três semanas. não sei se é em função do remédio novo, mas sei que o caetano estava certo ao me dizer que eu estava melhor na última sessão porque eu também me sinto desse jeito - melhor, claro que sem saber por quanto tempo. mas o "por quanto tempo" não vem ao caso, o que vem ao caso é que resolvi fazer compras para o dia dos namorados porque oras, eu tenho total direito de comemorar o valentine's como todo o resto do mundo faz em fevereiro e claro, porque posso gastar comigo, tudo o que gastaria com o significant other que no momento, eu não tenho bem certeza se quero encontrar.
o presente?
uma slingshot bag red, um colorsplash flash para a lc-a, um holgon strobe flash para a holga, cinco rolitos de fuji superia film 100/36 e cinco rolitos de expired professional fuji NPS 160.
o bônus?
um livro da artmed (o qual eu não darei o título porque me sinto desconfortável com ele) pra compreender melhor a terapia cognitiva.
ps.1: sem vergonha nenhuma de confessar - cary brothers a semana inteira. sim, blue eyes (da trilha de garden state) é dele, mas não é a melhor. ah, não mesmo.
ps.2: cheguei a feliz conclusão de que the oc é somente uma versão renovada de dawson's creek e que misha barton nada mais é que uma réplica perfeita da katie holmes (MALA). nem cogite me perguntar quem imagino para o papel do tom cruise.
ps.3: o título deste post é meredith grey. a fala completa é a que segue:
maybe we like the pain. maybe we're wired that way. because without it, i don't know; maybe we just wouldn't feel real. what's that saying? why do I keep hitting myself with a hammer? because it feels so good when I stop.
Comments
Que bom! Que bom que tu estas bem.
:)
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Posted by: Gio | January 21, 2006 10:42 AM
E mesmo, que bom que tu te sentes melhor. E, by the way, esse Cary Brothers e bom mesmo, hein? Te cuida, cams.
bjocas
:)
Posted by: Deivis | January 22, 2006 8:09 AM