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September 27, 2005

while we're living,
the dreams we had as children fade away

a internet prossegue transformando o meu teclado e o meu tão amado mouse wacom numa varinha de condão. sério, o que seria de mim sem isso tudo?

voltar a trabalhar esta semana tem me feito um bem desgraçado (comentários daquela que recém passou não cabem aqui). e eu tô satisfeita com o terceiro episódio de the oc e com o primeiro episódio da segunda temporada de desperate housewives que foi ao ar no domingo. só que se eu pensar melhor, o que está sendo mais fenomenal no momento é acompanhar a nova fase da família armstrong. e pra isso eu não preciso de aplicativo algum muito menos de uma extensão torrent que me deixa duplamente ansiosa e triplamente tensa só em ter de esperar baixar. e o fato é que a família armstrong não corre o risco de ser um arquivo corrompido nos 99%. a família armstrong é, literalmente, um arquivo de extensão e tamanho desconhecidos, um verdadeiro legado da web.

porra (sim, eu escrevi porra), quer coisa mais afudê do que ter um BLOG sustentando uma família? porque é bem isso o que acontece atualmente com a família armstrong. o pai da leta dispensou o day job, a heather abriu publicidade até mesmo dentro do rss feed dela e a pobre leta até começou a desenhar para aumentar o bandwidth. porra (sim, eu escrevi porra de novo), eu sei que sou uma deslumbrada "com e pela" internet, mas se alguém é incapaz de achar isso DU CARALHO, ah por deus, talvez essa pessoa deva escrever uma versão de "life after god", algo que meio como a vida seria sem a educação que de alguma forma, te trouxe aqui.

update: é ÓBVIO que eu fui descobrir quanto custa advertasiar na dooce. veja bem, por um espacinho de 150 X 200 pixels, por UM mês, o advertasiador paga $1600. cinco mil doletas ele paga por ter o anúncio na doocelinda heather por três meses. isso que estes valores são apenas para aquela qualidade de anúncio com fotos toscas. ou seja, some a isso os anúncios de texto e os google ads e pronto. acho que realmente tu tiras daí um razoável fundo mensal para a família.

September 18, 2005

when we die will we see heaven?

se deus existisse eu gostaria de perguntar muitas coisas a ele hoje. muitas coisas sobre coisas que acontecem no percurso da minha vida. eu não ter morrido quando eu quis morrer, déjà vu e aquele bloco da visionaire sobre aquela mesa de madeira na sala.

o email de hoje.
o email de hoje trouxe a minha alma de volta.

depois de ter passado a tarde com a bel, a gorda e o luciano, eu voltei para a residência vazia dos toninelos para encontrar uma confirmação de itinerário de vôo da gol. passagem comprada hoje, de são paulo para porto alegre, em nome do fabricio.

por qual motivo o email chegou até mim somente a internet em toda a sua nada decadente magia saberia me responder, mas a internet supostamente mais racional que sensível não consegue me responder estas coisas, de forma que somente o cérebro pensante lerdamente conseguiu pensar nos pontos a conectar.

a corina faleceu.
a mãe do fabricio faleceu, e eu não sei responder nenhuma das questões básicas de quando e como, mas eu juro que pensar nelas quase me faz ligar para o celular de emergência do caetano.

o vôo do fabricio chegava as oito e vinte da noite em porto alegre e eu saí de casa as oito e vinte oito naquele impulso que jamais exige explicação. eu tinha um coração atormentado e tremia, e eu não parei de chorar desde o momento em que o druca me deu o ombro e me apertou entre os braços. é tanta coisa para chorar e tantos pedaços de vida a verem passar que nem tudo já se sente cansado mas sim exausto.

eu não sei se um brilho se foi e uma fagulha ficou, o que sei é que o atraso da minha alma pregou peças com o tempo subjetivo, e que há momentos em que a gente só pode dar um passo de cada vez.
e depois o seguinte.

September 13, 2005

god has funny ways of making our blue fade

Hi Carmela, I'm not sure if you remember me or not, but about eight years ago you were an exchange student in Michigan at Utica High School, and I was in the newspaper class you were in that year. Out of the blue today I decided to search your name, for whatever reason, and serendipitously found myself on your well-designed website. I just wanted to send you a message to see how you are doing, and hope all is well with you. If you remember me though, feel free to reply to this email. It's great to see you are into freelance photography; I'm not too good at Portuguese (I'm pretty sure that's what your site is written in!), but I'm pretty sure it said you are into freelance photography. Anyway, it would be great to hear from you again, and I'm glad all is well with you. Take care!
Sincerely,
Christopher Vieau - Co-Editor, The Means

utica high foi minha escola por cerca de três meses quando saindo de lá, eu fui parar em lake orion high (um complexo arquitetônico marcante) onde me graduei. tanto em utica quanto em lake orion eu fiz parte das turmas de newspaper. e sim, eu tenho o year book de ambas e foi o da utica que me catalogou christopher vieau esta manhã.

em um dos meus albuns de oito anos atrás tem até foto minha, pulando em cima duma cama de hotel com o vieau. na época a gente estava em st. louis particiando de alguma convenção de jornalismo.

eu tive uma coluna no jornal da utica high.
ela se chamava south of the equator.

September 12, 2005

our boy-girl lego doesn't click, i could say.

o celular sinalizando a chamada do cara do avi縊 tocou.
tocou e tocou. eu vi.
e eu n縊 atendi.

eu n縊 o enxergo como meu parkaboy.

cabelo de anime, renderizado em alta resolução

a madrugada já havia chegado quando cayce pollard decidiu pegar um aeroflot e ir pra moscou. e uma vez reconhecendo todo aquele trajeto da sombria rodovia de oito pistas eu simplesmente não vi como não parar de ler até chegar ao fim.

pattern recognition do gibson é sem sombra de dúvida um dos mais propensos livros a ganhar minha fidelidade eterna. ou ao menos extender a fidelidade da obra ao criador, por um bom-bom longo tempo.

acho que depois de ter lido a última página eu certamente posso afirmar que sim, eu queria um parkaboy na minha vida (eu nunca desisto do meu mundo-espelho chamado ciberespaço).

September 10, 2005

you are here to enable the world to live more amply

então supostamente eu não deveria ter misturado os vinhos na noite passada ou então eu simplesmente adquiri uma puta dor de cabeça da merda que ocorre com meu fundo mensal financeiro (filhadaputamente decorrente de culpa alheia).

problemas se resolvem com bons planejamentos e é isso que eu estou tentando fazer já com o pijama cobrindo o corpo e com mais de seis comprimidos circulando seja lá como fôr, dentro daquilo que cobre meus ossos.

eu estou amando a versão do engineers para blue light do bloc party. e eu também estou amando estar saindo mais de casa ocasionando uma passagem maior de tempo na companhia de amigos. a gorda certamente voltou de viagem na hora certa e eu certamente tenho conhecido um lado absolutamente melhor da versão "social" da vida - até mesmo quando se trata de sair pra jantar com a bel, a gabi, o joão e a gorda.


ps.: o novo filme de terry gilliam, tideland, foi exibido ontem no festival de toronto desse ano. a crítica tem sido interessante, embora pra mim, interessante mesmo seja a frase de abertura do site: the squirrels made it seem less lonely.

ontem eu estava assistindo o trailer de bee season e daí o incômodo daquele surto de curiosidade em saber de quem era a trilha veio me fazer companhia. geralmente o imdb.com sempre costuma resolver estes incômodos e desta vez não foi diferente, foi até melhor: eu recebi o mp3 da trilha via email de um usuário da austrália. sim, a trilha foi feita exclusivamente para o filme pela matter music, leva o nome de i'll be with you e tem vocais de scott mallone.

(o site da cavalera tá tão lindo...)

September 8, 2005

tudo é até certo ponto o reflexo de alguma outra coisa

então o substituto do iPod mini está sendo lançado num estilo que eu gostaria de conhecer como sendo um estilo william gibson. o iPod nano já fez com que meu verdinho mini comprado em denver entrasse para a gaveta dos envergonhados uma vez que a partir de agora, ele pode passar a ser visto como o derivado da maçã que não vingou como deveria.

ele até já saiu do site da maçã.
será que eu fiquei com uma peça aquela, que será relíquia no futuro?

ps.: acho que eu estou precisando comprar uma orbit.

content was always my favorite colour

então uma cópia de revisão da fox, do primeiro episódio da terceira temporada de the oc, caiu na rede na terça feira. o episódio perfeitamente editado vai ao ar esta noite na terra do katrina e eu acho que terei de baixar este também só pra confirmar o que já vi.

talvez a expectativa tenha sido grande demais e daí calhou de acontecer o que sempre acontece. a temporada começa bem meia-boca, uma crítica razoavelmente de respeito diante da fala que poderia simplesmente optar em dizer que o primeiro episódio é bem ruim.

desgastante.
não me deixou em nada, feliz.

September 3, 2005

a life without love is like a year without summer

um pouco depois do namoro com o fabricio ter terminado eu achei que iria me apaixonar por aquele cara que estava no avião comigo voltando para porto alegre e que me perguntou qual era o meu filme primário em vida. eu odeio esse tipo de pergunta porque eu odeio fazer TOP de qualquer coisa. rank pra mim não funciona simplesmente porque eu sou quatro estações em um dia, o que significa que minhas opiniões são tão instáveis quanto a mãe natureza.

de qualquer forma, depois daquele respiro de silêncio que sempre significa "não tenho bem certeza", eu acabei por responder o que meu coração sempre responde nessas horas: imensidão azul, jacques mayol, sabe?

o cara do avião sabia, mas o que ele não sabia é que se eu não amo mais o jean reno é porque toda a minha alegoria de amor eterno sempre foi o jean-marc barr.

JEAN-MARC BARR, taí, meu número, bem redondo e de encaixe perfeito.

hoje, voltando do passeio vespertino do cookies, eu cumpri o costume de parar na locadora e observar o que de não assistido ainda havia nas prateleiras lotadas. pra infelicidade da contabilidade da espaço vídeo, meu ipod estava me dando mais prazer naquele momento do que os títulos a serem lidos e eis que, seguindo para o caminho da porta, ele passou por mim.

sim, o jean-marc barr, brasileiro.

September 2, 2005

i wanna wrap these memories in my arms

stellastarr*, a banda quase que vinda da mesma receita nada secreta do interpol está com disquinho novo entrando na rede. harmonies for the haunted não é fantástico, mas on my own e lost in time conversam comigo... o que já faz de qualquer album, valer a pena pra mim.

eu voltei a ouvir o astronauts are sleeping do marc bianchi. um dos poucos albuns no mundo que eu consigo achar linear, da primeira a última música. algo que me faz lembrar de ninguém pode saber e do quanto eu gostaria de ter olhos puxados.

somente hoje eu me dei conta de que tenho tentado fazer o luto da coisa errada.