there's a journey in here somewhere, and I'm taking it
eu estava no caixa do supermercado quando o luigi ligou pedindo minha opinião. ele queria saber se eu iria pra lages e certamente ouvindo o meu sem condições ele também comentou que não via possibilidades de ir. o luigi já sabia, mas eu ainda não. a vó olívia havia falecido por volta das duas e meia da tarde e o pai ainda estava na estrada.
foi estranho ouvir do luigi (porque se você conhece meu irmão luigi você certamente entende o que quero dizer aqui) que se a vó fosse uma pessoa muito querida obviamente daríamos um jeito de ir até lá. sim, nós crescemos longe, nunca nos sentimos perto quando ao seu lado e de alguma forma, sempre esperamos um "despertar em amor" dela, que nunca veio.
o temor do luigi me incomodou. porque a gente sente pelo pai e é a ele que olhamos agora. e o fato é que ontem um dos meus tios falou pro pai que achava que a vó só estava esperando por ele para partir. o pai não chegou a tempo e agora o luigi teme que o pai carregue este momento perdido, para sempre.
eu liguei pro pai quando cheguei em casa. e se tem uma coisa que me agarra o peito por completo é ver ou ouvir meus pais chorarem. talvez o pai em especial porque eu só me lembro dele chorando no velório do meu avô, e agora, durante o da vó. e a verdade é que assim como o pai, a gente jamais quer ver um ao outro triste. é algo que dói. e é algo que não tem consolo se não temos como ou onde ajudar.
não tive notícias da mãe, mas espero que na cabeça borbulhante dela, haja espaço para lembrar de fazer de seus braços, nossos braços ao redor do pai.
Comments
apesar de meus braços pequenos, eu tentei.
não fique preocupada com nada pq vc já esqueceu que seu pai é o super mario???
Posted by: malena | April 24, 2005 9:26 PM