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April 28, 2005

if it takes shit to make bliss, then I feel pretty blissfully

se não tivéssemos ganho ingressos para o placebo em são paulo (do cônsul espanhol), obviamente não teríamos ido. uma porque o fabricio nem conhecia, duas porque eu não gosto e três porque eu odeio shows em formato destrutivo.

por deus, se é pra assistir show por telão que me deixem ver em casa, sossegada, bem quentinha e confotável no meu sofazinho. até porque a acústica da sala do apê com home theater ligado é bem, mas bem mais perfeito que credicard hall zunindo na ilusão de estar sediando espetáculo.

ps.: sim, eu dei um soco no cara de camiseta dos smiths que estava na minha frente e sim, apagaram um cigarro na mão do fabricio.

April 26, 2005

just grab yourself a hot drink and a cushioned seat

não deu para esperar a viagem para comprar minha lc-a. os russos foram mais rápidos e a sociedade mais rápida ainda em aumentar o valor da câmera em 60 dólares.

a solução então foi desbravar o ebay ontem atrás de algo que meu bolso suportasse e que meu coração acolhesse, e o resultado foi uma compra mimosa. muito mimosa.

a câmera (zeradinha) foi enviada esta madrugada de são petersburgo e deve chegar na casinha do gio dentre dez a vinte dias.

ps.: sim, meu objetivo é trazer muitos brinquedinhos novos da viagem.

i'm left in bits recovering tectonic tremblings

ontem à noite, aproveitando ingressos que ganhamos, eu e o fabricio fomos ver o clã das adagas voadoras no pátio. depois de o tigre e o dragão, hero e zatoichi o que dizer senão que eu estou saturada de japas voadores e "samurais" cegos com excelente desenvoltura em lutas?

é certo que valeu pela pipoca, que valeu pelo cafuné tão tarde da noite e pelo edredon tão quentinho antes do dia amanhecer.

sim, são paulo hoje parece o cenário de lilja 4-ever do sueco lukas moodysson.

April 25, 2005

life it rents us

sábado foi dia de aparar os cabelos, trabalhar mais um pouco na laundry e aproveitar os últimos momentos da liége antes das férias. fabricio não cortou os cabelos, mas fez escova progressiva para manter o índice de vaidade (bem maior que o meu).

à noite, aproveitando pra comemorar a conquista do marco loco no young creatives deste ano, tivemos campeonato de video game em casa e fofocas postas em dia com a letícia.

ps.: sim, é verdade... o alemão está indo para londres assim que retornar de porto alegre enquanto a liége estará adotando o clóvis que será sim, meu afilhado ultramente peludo.

April 23, 2005

feeling so at home here oh

backstage do desfile da laundry
(a bia não tinha como ter me clicado numa posição mais imprestável)

(sim, recebi ontem o arquivo das fotos para a montagem da coleção de inverno no site. tão, tão fofo!)

it comes and it goes

todo mundo sabe (ou sente) que a segunda temporada de the oc anda mal das pernas há tempos. mas o episódio de quinta feira (usa air dates) me levou embora até o dedão dos pés.

todo mundo sabe que a banda predileta de seth cohen é death cab for cutie, então alguém consegue me explicar porque a aparição da banda neste vigésimo episódio foi TÃO, MAS TÃO TENEBROSO?

ps.: entenda que não estou criticando a banda porque ben gibbard com aquelas franjolas e oclitos dele é algo de tirar o chapéu até mesmo com o menino de boca fechada, mas i don't get it. i just don't. it sucked.

April 22, 2005

toda sol tem o tião que merece

fabricio numa fazenda perto de campinas na segunda feira enquanto acompanhava as fotos para uma campanha de aftosa.

ps.: sim, ele me fez passar a camiseta da vaca (que já cansou de andar sozinha) especialmente para este dia.

April 20, 2005

there's a journey in here somewhere, and I'm taking it

eu estava no caixa do supermercado quando o luigi ligou pedindo minha opinião. ele queria saber se eu iria pra lages e certamente ouvindo o meu sem condições ele também comentou que não via possibilidades de ir. o luigi já sabia, mas eu ainda não. a vó olívia havia falecido por volta das duas e meia da tarde e o pai ainda estava na estrada.

foi estranho ouvir do luigi (porque se você conhece meu irmão luigi você certamente entende o que quero dizer aqui) que se a vó fosse uma pessoa muito querida obviamente daríamos um jeito de ir até lá. sim, nós crescemos longe, nunca nos sentimos perto quando ao seu lado e de alguma forma, sempre esperamos um "despertar em amor" dela, que nunca veio.

o temor do luigi me incomodou. porque a gente sente pelo pai e é a ele que olhamos agora. e o fato é que ontem um dos meus tios falou pro pai que achava que a vó só estava esperando por ele para partir. o pai não chegou a tempo e agora o luigi teme que o pai carregue este momento perdido, para sempre.

eu liguei pro pai quando cheguei em casa. e se tem uma coisa que me agarra o peito por completo é ver ou ouvir meus pais chorarem. talvez o pai em especial porque eu só me lembro dele chorando no velório do meu avô, e agora, durante o da vó. e a verdade é que assim como o pai, a gente jamais quer ver um ao outro triste. é algo que dói. e é algo que não tem consolo se não temos como ou onde ajudar.

não tive notícias da mãe, mas espero que na cabeça borbulhante dela, haja espaço para lembrar de fazer de seus braços, nossos braços ao redor do pai.

if I told you now, you'd quit reading

o pai e a mãe estão indo esta tarde para lages ver minha vó paterna que retornou a UTI mais uma vez. a mãe já havia me dito isto no mês passado, mas parece que desta vez chegou a hora da vó olívia nos deixar.

como eu sou bem egoísta e tenho pilhas de críticas à vida da minha vó, não estou lá esperando o remorso cair sobre mim ou um sentimentalismo inexplicável me tomar pela mão. eu nunca tive problemas com relação a aceitação da morte, então se chegou a hora dela, que ela vá bem porque eu também espero um dia chegar lá pra ver como é. a única coisa que eu sinto e SINTO MUITO MESMO é ver que ela partirá deixando um filho meio amado. porque às vezes é isto o que eu penso do meu pai, uma pessoa GIGANTESCAMENTE MARAVILHOSA que deu mais da metade da vida dele em coração e trabalho pra ela enquanto ela parece ter simplesmente ficado satisfeita com o parto que trouxe meu pai à terra. eu sou um poço de rancor e apesar do caetano ter tentado me convencer por tanto tempo a reverter o processo das minhas mágoas, eu nunca o quis. dói conviver com isso mas essa sou eu e jamais - digo JAMAIS - perdoarei quem falha comigo e com aqueles que amo, principalmente se as falhas se repetiram por anos e anos.

e como eu não estou lá no meu melhor desde ontem, é lógico que a gana ultrapassa o normal hoje, mas de acordo com a mãe, os problemas pelos quais eu ando passando são problemas de crescimento. e ela também me disse que ser gente grande muitas vezes e quase sempre, não é muito bom.

o conselho da mãe?
óleo de peroba e cara de pau.

April 19, 2005

that's why i missed you so much, everwood

nada me faz esquecer o último episódio antes do recesso. todo aquele diálogo entre ephram e dr.brown tendo como cortina o central park com o laranja berrante de christo foi de desativar meu queixo e superativar minhas glândulas lacrimais.

hoje, depois de quase dois meses, everwood voltou a ser exibido no meu querido monitor de trabalho e dia melhor não poderia ser e companhia melhor, não poderia existir.

everwood me faz chorar quando eu preciso. e é por isso que toda a obra de michael shucltz importa.

awake is the new sleep

April 18, 2005

oh my god!

Adobe Systems Incorporated (Nasdaq: ADBE) today announced a definitive agreement to acquire Macromedia (Nasdaq: MACR) in an all-stock transaction valued at approximately $3.4 billion.

April 17, 2005

just hold on love

hoje eu queria ser uma fadinha m疊ica para o fabricio.

you can gamble everything for love

o único bafão de ontem foi entrar num estacionamento da augusta que fechava dali meia hora, ouvir do cara que provavelmente eu não iria querer deixar o carro ali e daí decidir mandar o cara manobrar o carro porque eu não ia manobrar pra sair porque na real, eu NÃO SEI MANOBRAR DIREITO.

eu tive momentos tão bons neste final de semana sem a companhia do fabricio que eu juro que não estou me sentindo culpada por isso. amigos fazem falta e a gorda faz a maior das faltas em absoluto.

a experiência de ter passado o dia com o carro foi de uma importância enorme. meu receio ao dirigir sozinha era gigantesco, mas me ver ao volante nas ruas escuras de perdizes ao ir buscar o fabricio depois da meia noite de sábado marcou a presença de uma nova faceta de carmela que eu me orgulho ao perceber que existe. e sim, a gorda me viu dirgindo e sim, ela trouxe vários presentes pro cookies que agora, mais do que nunca, se sente o cachorro mais mimado do bairro porque afinal de contas, ele ganhou um gato de pelúcia que faz barulho e ganhou DOIS cascos FABULOSOS que parecem STEAKS bem suculentas (a gorda não presta porque ela mima demais as pessoas, tu acredita que até ugly doll eu ganhei??).

e como a gordinha não podia deixar de ir embora sem conhecer o cookies, nos encontramos no final da manhã de domingo, no anquier. sim, o cookies ficou preso na grade da arvorezinha da frente, mas ganhou baldezinho d'água do garçon e até passeio de meia quadra do manobrista.

a gordinha é uma pessoa rica de amizades maravilhosas, mas algumas delas estão agora em são paulo como a ana e a joana. a vontade que dá, é de trazer a gorda de volta pra cá. ter ela sempre por perto e ter domingos assim, quantas e quantas vezes forem possíveis para entediar uma criatura. no clichezão da boa vida, hoje eu me senti sex and the city com as meninas mais a vida imita a arte de darren star.

April 16, 2005

the absence of god

como a gordinha veio pra são paulo passar o final de semana, o fabricio resolveu deixar o carro comigo neste sábado.

olhando por cima, a coisa é bacana, mas na prática, tá parecendo uma merda. acabei de levá-lo à agência e preferi deixar o carro na garagem da lica (cachorrinha amiga do cookies) a tentar estacionar na nossa garagem. a formiga (apelido recém adquirido pelo fiesta) é um carro bacana, mas tem sérios problemas quando se trata de arranque em lomba e engate de ré e tira o freio de mão.

quando o fabricio estava se despedindo de mim em frente à agência ele disse que "qualquer coisa o seguro cobre". nem queira imaginar o quanto as minhas mãos estão suando desde então.

would my partner pick up my poop?

ontem quando o fabricio chegou ele ficou no sofá da sala vendo os dois últimos pedaços da novela das oito comigo porque se você não sabe, o fabricio é fã do tião e acha a sol uma tonta (eu acho os dois, mas isto não vem ao caso).

eu tinha recém lido o último post da heather antes de sentar em frente a tv e quando o intervalo chegou e eu vi o fabricio ali tão ao meu lado e tão em casa eu não tive mais como me segurar e contei pra ele todo o post do cocô. claro que eu ria porque eu ri MUITO lendo, mas pra mim além de ter sido um post sem sombra de dúvidas FANTÁSTICO, o valor era dobrado porque eu também sofro de prisão de ventre e nem sei como admirar mais uma pessoa que fala sobre isto assim, tão em público. claro que eu falo sobre o meu problema, o fabricio tá cansado de saber, minha mãe também e algumas amigas, mas também é obvio que detalhes sobre este sofrimento tão íntimo, não vão além de paredes da mente. na verdade, logo que o meu namoro com o fabricio começou eu tratei de falar sobre cocô. e é LÓGICO que o fabricio ficou todo envergonhado sabe-se lá por mim ou por eu perguntar a ele se cada vez que ele trancava a porta do banheiro era sinal de que ele estava fazendo cocô. eu me lembro como se fosse hoje eu olhando pra ele dizendo que não dava pra ter vergonha de falar sobre isso porque era um assunto sério e mais sério ainda porque eu sofria do mal "não vou ao banheiro todos os dias" e ele poderia sofrer as consequências disso namorando comigo porque afinal de contas, eu fico de MUITO MAU HUMOR se não consigo ir ao banheiro. com o tempo o fabricio perdeu um pouco da vergonha e passou até a pronunciar COCÔ em voz alta. hoje em dia ele está bem melhor e até me contar que fez cocô antes de dormir ele me conta e sim, ele também me controla perguntando sempre se eu não esqueci de tomar meu remedinho pra ir ao banheiro e ele até me espera pra sair caso o momento do cocô chegue inesperadamente.

de qualquer forma, sobre o post da heather, eu contei resumidamente o evento dos sete dias sem ir ao banheiro pós gravidez da leta. e daí, claro, veio a parte mais trágica quando a heather usou um enema pra conseguir fazer cocô e encheu a banheira d'água. e daí a parte em que o marido dela a secou, a vestiu de novo e limpou TUDO, TUDINHO. o fabricio ficou horrorizado e eu ria e tentava explicar os motivos e razões do sofrimento dela. e daí, claro, eu perguntei se ele faria o mesmo por mim, e o fabricio respondeu: "eu teria de fazer, não é?"

ele faria. o fabricio me socorreria.
é lindo isso, mas eu sinceramente torço pra que ele JAMAIS tenha de fazer algo parecido e que eu JAMAIS passe por um momento tão penoso feito o dela. e a sorte é pensar que meu remédio funciona feito reloginho, que minha gravidez não virá pelos próximos dois anos e que a gente não tem banheira em casa.

April 15, 2005

hardcore days and softcore nights

se eu fosse ela eu não estaria sentindo o que sinto desde terça feira. se eu fosse ela, minha cabeça seria mais pesada, mas não devido a dor.

ps.: sim, meu namorado é um maravilhoso que trouxe pra mim uma major igualzinha a que eu dei de presente pra ele. mcfarlane é foda.

April 12, 2005

this was the secret in the back of my skull

atenção: este post foi escrito sob consentimento prévio de minha mãe.

em outubro do ano passado, quando meus pais vieram até são paulo em função da entrevista para o visto dos estados unidos, a história toda a ser contada já estava pronta e com total backup contra problemas. dificilmente meus pais teriam um visto de turista negado uma vez que meu pai trabalha há mais de vinte e cinco anos pra mesma empresa e é um senhor totalmente bacana de bigode e com o apelido de supermario. a história real que gerou todo este processo na busca do visto é sabida de muitos. meu irmão mais velho que mora em denver estava com planos de se casar.

eu me recordo bem da frustração da mãe ao voltar COMPLETAMENTE RADIANTE da embaixada. ela tivera o visto aprovado, mas achara a coisa toda muito, muito sem graça. primeiro (segundo palavras dela), a entrevista era através de um guichê e tu tinhas de ficar em pé falando por telefone com uma pessoa que tu vias através de um vidro. segundo, que eles não pediram nenhum documento dos trocentos que ela havia separado como extratos bancários e olerite. terceiro, que praticamente eles não tiveram de contar história alguma. para os meus pais, a única coisa que perguntaram foi: quem é jennifer legrand?

noite passada eu decorei o endereço e o telefone da jennifer tantas foram as vezes que eu preenchi e errei e preenchi de novo os dois formulários requeridos para qualquer categoria de visto americano. e este era o segredo guardado a sete chaves desde março. o pai resolveu me dar de presente de aniversário uma passagem de ida e volta para denver (sim, ir com eles até aquela casinha na lipan street, onde há prospectos de que seja mesmo, o local do casamento).

meu processo de busca ao visto foi penoso. meu passaporte estava vencido, e uma semana depois de eu desbravar a polícia federal do tatuapé, a novela américa começava. sim, uma semana de novela já foi o suficiente pra juntar meus dois pés na crença de que JAMAIS ME DARIAM UM VISTO. dali por diante eu comecei a ler toda e qualquer matéria sobre imigrantes brasileiros nos estados unidos e várias foram as vezes que longas conversas entre eu e o fabricio aconteceram sobre este tema. sim, eu cheguei até a pedir para o fabricio casar comigo no civil como comprovação a embaixada de que eu não tinha planos de ficar por lá, mas como o fabricio não é trouxa, é ÓBVIO QUE ISSO NÃO ACONTECEU.

eu devia estar com algum verme na cabeça porque simplesmente toda a minha angústia ultrapassava a casa do concebível. pensando agora, estar desempregada e não ter nada em meu nome não era lá tão ruim. eu já havia viajado, eu já morara legalmente em michigan por onze meses e eu já tivera meu passaporte carimbado por pedaços de terra como perú, canadá, rússia e india. eu podia passar NA BOA como uma turista mas lá no canto mais pestiado da minha mente, ELES JAMAIS ME DARIAM UM VISTO.

há cerca de um mês eu e o fabricio temos assistido televisão. na real, temos assistido a globo pois é o único canal que a antena do prédio consegue captar. e assistir globo não foi uma resolução discutida, ela simplesmente pareceu necessária porque quando se trabalha com clientes feito os nossos, precisa-se conhecer o gosto dos outros e por mais que eu deteste pensar em ter de aceitar isto, ainda é a demente tv brasileira quem dita os modismos deste país. e foi assim que eu comecei a assistir a novela da perez todas as noites, e foi assim que eu prometi não assistir mais caso meu visto fosse negado. sim, ao invés de prometer não comer mais bolacha no meio da tarde, eu prometi colocar em risco o ÚNICO MOMENTO DO DIA EM QUE EU PÁRO E DESCANSO E VEJO LIXARADA PELA TV (por sinal, eu me torcei fã do carinha do comercial das casas bahia).

eu passei quase três horas na embaixada americana, vi tantas deborah secco quanto foi possível e tremia mais do que nunca na vida. quando chegou a minha vez para a entrevista, tudo o que me perguntaram foi "quem é que tu conhecesses em denver?"

eu? eu não conheço ninguém. na verdade, é meu pai quem conhece essa jennifer aí.

só que lá dentro do peito meu coração queria berrar...

quem eu conheço em denver? meu irmão, oras!
e a jennifer é a namorada do meu irmão, sabe? uma pessoa maravilhosa que tricotou um cachecol lindo de presente de natal pro cookies que é o meu cachorro mas que é feito meu filho e é por isso que eu não vou querer ficar morando lá porque eu não conseguiria viver sem o cookies. e a jennifer e meu irmão vão se casar e eu não vejo meu irmão há mais de sete anos então tu entendes como essa viagem é importante pra mim?

quando eu saí de lá, passando pelo restante da fila no lado de fora, peguei um taxi de volta pra casa.

taxista: e aí? conseguiu o visto?
eu: sim.
taxista: que maravilha! você sabia que de dez, sete são negados?
eu: tudo isso?
taxista: sim. eu levo muita gente embora chorando daqui.
eu: pois é, eu já teria desabado lá dentro se tivesse sido negada.
taxista: foi uma benção de deus.
eu: só sei que agora vou poder continuar assistindo a novela das oito.
taxista: como é que é?

chegando em casa a primeira coisa que eu fiz foi ligar pra mãe.

eu: deixa eu contar pra ele?
mãe: ahhhhhh
eu: deixa, mãe. deixa eu contar pra ele.
mãe: não.
eu: por favor mãe, vai ser tão legal. deixa eu dividir esse momento com ele!
mãe: mas a gente não tinha combinado isso.
eu: eu sei, eu sei que a gente tinha combinado de eu chegar de surpresa lá, mas pensa... se a gente contar agora ele vai ficar tão feliz quanto se me visse só quando fosse nos buscar! ele vai ficar feliz agora até a hora em que chegarmos e ele vai poder se programar melhor...
mãe: não sei,... não.
eu: eu te entendo. eu também acho super bacana a gente fazer surpresa geral, mas pensa pelo outro lado... eu posso escrever um post no blog e fazer surpresa por lá, imagina ele mãe... lendo! aposto que ele vai surtar!

passado uns cinco minutos

mãe: tá conta. vamos contar, né???

é claro que este post não tem as linhas que eu gostaria de escrever porque meu olho enche de lágrimas só de pensar em trazer pra cá tudo que está aqui dentro do peito. mas gio, eu vou aí te ver, neguinho... e eu quero que tu fiques feliz com isto e que tu não fiques chateado porque eu preferi escrever um post a te mandar um email. o fabricio era contra eu contar porque ele achava mais DU CARALHO eu chegar de surpresa, então ele me fez prometer escrever neste post que esta foi a forma mais bacana que encontramos de meio que fazer uma pegadinha contigo. só que não é uma pegadinha porque é tudo verdade. e eu quero que tu agora penses que a casinha da lipan street vai receber mais uma pessoa, que tu tens de conseguir um colchãozinho pra mim e que a camionete da jenna tem de fazer caber mais uma pessoa. que tu vais ter o pai, a mãe e eu por duas semanas e que tu tens de pensar em algo BEM legal pra gente fazer no meu aniversário. que tu tens que comprar malboro lights pra mim (por sinal, a gente vai poder fumar juntos pela primeira vez!!) e que tu também tens de comprar chocolate pop-tarts pra mim. só que além de tudo isso, a primeira coisa que tu tens de fazer agora é contar pra jenna e MARCAR TEU CASAMENTO. e ah, claro, por favor, fale com o josh e tentem marcar um show entre cinco e dezesseis de junho.

como diz a mãe...
a gente vai se divertir muito.

April 11, 2005

it never gets dull

April 9, 2005

if you lived here, you'd be home now

sábado passado eu e o fabricio fomos até aquele hotel próximo ao aeroporto de guarulhos (aquele com um laguinho na frente) encontrar meus pais.

era passadas nove da noite, eu recém tinha assistido man on fire (que por sinal me surpreendeu) e o tietê fedia mais do que tudo nesta vida, provavelmente devido ao calor infernal que fazia tudo querer evaporar pra dentro das minhas narinas.

o pai estava igual, a mãe também, mas ao mesmo tempo que havia a igualdade, havia a completa diferença. ultimamente tenho imaginado como teria sido a minha adolescência se meus pais daquela época, fossem estes que eu conheço agora. é interessante perceber o quanto eles cresceram e o quanto este crescimento deles, foi devido a maturidade tardia ou precoce dos filhos.

a impressão que eu tive encontrando com eles desde as festividades de final de ano, foi que há mais ternura em se viver hoje do que havia no se viver ontem. e aquela coisa do supermario tirar da bolsa um presente especial pro fabricio quase partiu meu coração em migalhas bem menores do que se consegue imaginar. porque a supermaria sempre foi a adorável fofa "quero agradar a todos sempre", mas o supermario... não. meu pai não era TÃO assim. e ele anda MUITO assim.

tenho saudades dos dois.

April 8, 2005

deep talk in the shallow end

o problema de ouvir o horário da barb na woxy (sim, o nome da locutora mala é barb) é ter de suportar a paixão sem cabimento que ela tem por nine inch nails. sim, se eu não gosto da banda é quase certo que eu julgue sem cabimento a estima dos outros. pelo menos a cada três dias ela toca the hand that feeds e o resultado disto é que eu já estou sabendo parte da letra de cor (ninguém merece sofrer desse mal).

o bom é que hoje tem lounge act. com BEN LEE. (iupi!)

ps.1: o cookies adora dançar catch my disease.

ps.2: meu locutor predileto, o mike, foi pra chicago pro show do brendan benson. desgraçado, era ele quem apresentaria o ben lee. agora vou ter que ficar com o shiv - o locutor gaizão que vive me assustando com os gritos que dá a cada entrada.

ps.3: já comentei que a woxy tem chamada em português? pois é, do nada durante o dia tu às vezes escuta. e é a única chamada em outra língua que já ouvi na programação.

April 7, 2005

i've got a hunger twisting my stomach into knots

a necessidadade que eu tenho de ter algo totalmente fora dos padrões visuais nobres para assistir toda semana é explícita. sem enlatado na semana passada eu fui obrigada a locar rising helen e me divertir com um filme que até lágrima arrancou de mim. é pouca vergonha, eu sei, mas no ritmo tortuoso que a vida trabalhística anda, ah deus,... é essencial que eu tenha um balanceamento de nervos. e isso, graças ao meu gênio, o fabricio entende muito bem.

esta madrugada chega episódio novo de the oc pra baixar (eu andei vendo desperate house wives mas cheguei a conclusão que ODEIO as séries da ABC), e estou pensando seriamente em começar a baixar sin city no final de semana (até pq o gio o julgou the best comic adaptation ever).

de qualquer forma, este post era simplesmente para dizer isto:

Death Cab for Cutie will perform live at the Bait Shop on THE O.C. Thursday, April 21 on FOX. Although Seth is too late for the show, Marissa, Summer and Ryan catch Death Cab’s performances of “The Sound of Settling” and “Title and Registration.”

sim, eu espero que até o final da temporada o josh schwartz faça-me o favor de colocar the decemberists pra tocar.

ps.: momento síndrome da vergonha alheia - paris hilton faz participação especial em the oc ainda este mês.

April 6, 2005

each foot step is a new love letter

domingo à noite o cookies foi comigo devolver os filmes na locadora. como estava (pra variar) aquele bafo insuportável na rua (embora nada se compare ao inferno de porto alegre), as portas da HM estavam fechadas devido ao ar condicionado lá dentro. o cookies nunca precisou ser ensinado a entrar na locadora, ele simplesmente se dá conta que está ali e puxa a coleira duma forma que te faz ter de invadir o lugar atrás dele. só que a HM tem toda a fachada de vidro e no domingo à noite, o cookies deu de cara na porta fechada.

sim, o cookies BATEU COM A CABEÇA NO VIDRO.

UMA.
DUAS.
TRÊS VEZES.
daí ele decidiu tentar o vidro ao lado.
UMA,
DUAS VEZES.

daí ele decidiu ficar ali ao meu lado, me olhando, sem entender o que estava acontecendo - enquanto eu, ficava falando "cookiezinho, a porta tá fechada, fofinho, não tá vendo? não adianta tu tentares que tu não vais conseguir entrar assim, tu só vais conseguir me fazer rir mais."

quando finalmente pus fim ao calvário do pequeno, abrindo a porta, a dona da HM já se aprontou pra pegar um biscoitinho pro cookies enquanto comentava o ocorrido. sim, a cena foi meiga, triste e ao mesmo tempo engraçada.

então hoje eu e o cookies voltamos à locadora para devolver o trágico before sunset (alguém me explica pq o linklater fez essa merda de OITENTA MINUTOS? sem querer ser insuportável mas já sendo, o primeiro já não foi lá uma beleza de filme, então pq uma continuação? por deus, nunca dê ao público o que o público quer). o bafo na rua já não era o mesmo do domingo e a porta da HM estava aberta. apesar disso o cookies não quis entrar desesperadamente.

ELE PAROU.
NO PRIMEIRO DEGRAU.
FICOU ALI. SENTADO.
e só entrou - depois de mim.


ELE APRENDEU!!

esta foi a frase que eu ouvi da dona da locadora e do fabricio quando por telefone, contei a peripécia do dia. sim, o cookies é inteligente. sim, o cookies aprende na primeira vez e sim, eu MORRO DE ORGULHO DO PEQUENO.

April 4, 2005

how can that be

fabricio, me perdoe.
eu realmente preciso fabricar uma coisa dessas aqui.

open your heart and catch my disease

April 1, 2005

frustrated

maravilha.
tu acordas, liga o computador, abre o firefox e vai até o btefnet.net pra encontrar esta mensagem BEM NA TUA CARA:

ANNOUNCEMENTS
THE O.C. IS NOT AIRING TODAY. PLEASE CHECK BACK NEXT WEEK.

ps.: a única boa notícia é que a fox renovou o contrato e haverá terceira temporada. os últimos sete episódios da segunda retornam na primeira quinta feira de abril.