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February 28, 2005

do not try to decode my message

eu tenho dois pensamentos recorrentes.

o primeiro diz:
remember who you are

o segundo diz:
i can't fight faith - que se completa com - i'm just not good enough

ps.1: eu ouço athlete em tourist e bell x1 em music in mouth. eu também ouço doves em some cities. e eu também ouço stereophonics em language. sex. violence. other?

ps.2: os gates do christo apareceram no episódio da semana passada de everwood. o seriado tá de recesso até abril e eu odeio não ter seriado na segunda feira.

ps.3: o rick de once and again vai entrar para o cast de the oc. mas isso só dia dez de março quando a praga do recesso termina. sim, eu me emocionei as lágrimas assistindo summer no aeroporto. e sim, eu fiz o fabricio assistir os melhores momentos do retorno dela com o cohen.

ps.4: sábado o cookies foi pro banho, e eu fui passar uma horinha com o marcos japa da allure que deu uma benção nos meus cabelos.

February 26, 2005

no calabouço da doença

como eu disse ontem ao oliveira pelo telefone, não há nada melhor do que acordar e começar a pular feliz e sem dores pela sala de casa. depois de ter passado quase três dias de molho na cama, eu só tenho a agradecer minha mãe e ao fabricio por terem duplado para a minha melhora.

o que parecia ser uma dor de barriga seguida de vômito terminou na pior sequência de cólicas da minha vida. e sim, eu estou um rio, mas estou feliz.

bolsa de água quente. a minha tem ursinhos desenhados e é azul.
o fabricio encheu de líquido incolor fervendo na quinta à noite. na sexta de manhã eu era outra. possivelmente a mesma que sou agora.

February 21, 2005

broken social scene

quarta feira a patricia me chamou no messenger pra contar que o desfile da laundry havia sido adiado. o motivo era o que todos temiam e esperavam: uma associação de senhoras do pacaembu entrou com uma liminar na justiça pra que o evento não acontecesse no prédio de uma antiga febem que está localizado no bairro. com este obstáculo, os desfiles foram adiados para indefinida data para que tanto a casa de criadores possa recorrer quanto possa procurar outro local para sua realização.

apesar dos desfiles adiados, a festa de abertura não pôde ser prorrogada e a patricia queria saber se eu e o fabricio não gostaríamos de ir. a patrícia adora dizer que eu e o fabricio nunca saímos de casa, e embora isto seja verdade, é somente em termos: nunca saimos de casa = festas noturnas de âmbito social onde 95% dos presentes são desconhecidos.

diante do pensamento de que a semana estava indo ok e ao mesmo tempo precisando de um empurrão pra ficar melhor eu liguei pro fabricio perguntando se ele queria ir. sim.

na sexta feira o fabricio chegou da academia por volta das dez da noite e já disse que estava indo se arrumar.

fabris: vamos cedo, né?
eu: por que?
fabris: porque senão tu desligas.
eu: é verdade.

eu desligo, e o fabricio adora dizer pras pessoas que eu desligo. o que acontece é simplesmente que em determinada hora da noite tomada por um sono insuportável eu desligo, onde quer que esteja. a última vez que isto aconteceu em público foi na festa da casa nova do emiliano e da letícia. o marco loco estava ali ao meu lado falando e falando e eu, numa tentativa frustrada de não desligar por completo, desligava por segundos e voltava até que o desligamento durou mais de um minuto e o marco loco percebeu, assim como o fabricio que de imediato, se levantou e explicou a todos sobre o meu funcionamento. a carmela desliga, sabe?

o fato de eu desligar não é motivo de sairmos tão pouco. eu pessoalmente não compreendo como alguém consegue gostar de sair na hora em que se deveria estar indo dormir e embora eu não esteja bem certa dos motivos do fabricio em não me incomodar para sairmos mais, eu visualizo a posição dele de gostar de ficar em casa por um único ângulo: assim ele pode jogar mais video game.

eu não sei qual a relevância disto, mas eu preciso dizer que o fabricio foi de calça jeans, regata preta e havaianas enquanto eu resolvi usar pela primeira vez aquele meu vestidinho (de quinze reais) preto de bolinhas cor de rosa que a mãe comprou pra mim na benedito calixto (na real o vestido custava vinte, mas a mãe mentiu pra mulher dizendo que só tinha quinze na carteira). o lance do vestido é interessante porque ele é uma coisa linda embora tenha um grande defeito: tu não podes ter barriga - e eu tenho. dane-se eu pensei.

a festa promovida pela casa de criadores foi em parceria com o site da erika palomino e tomou espaço lá no terraço do shopping light no centro de são paulo. lá de cima tirando o óbvio de que são paulo é linda! tu enxergavas o teatro municipal, o prédio da prefeitura de são paulo (não, o serra não estava trabalhando naquela hora. o fabricio fez questão de apontar pro provável gabinete dele de modo a me fazer ver que as luzes estavam apagadas) e até mesmo o viaduto do chá que conforme eu aprendi recentemente, foi o primeiro viaduto de são paulo.

quem iria se apresentar (e realmente se apresentou) na festa foram os alemães do märtini brös que por amor aos meus ouvidos, jamais deveriam ter ligado seus equipamentos. eu juro que eu não consigo compreender o que faz uma pessoa sair de casa na hora em que deveria estar indo pra cama e ainda por cima, pra ouvir esse tipo de som. ah sim, tu podes ter sorte e encontrar teus amigos.

a patricia viu que uma menina havia "secado" o fabricio com os olhos, a liege beijou a todos nós na boca (versão hebe mais popular) e sim, ela também fez dancinha com a barriga dela. a lu estava distribuindo herpes em sua pequena garrafinha de bebida gelada, o namorado da lu sugeriu que a patricia teve inspiração para sua mais nova coleção em histórias infanto-juvenis sadomasoquistas e claro, a patricia foi obrigada a apresentar o valério araújo para a liege que claro, o beijou na boca.

a cris deve ter pisado no meu pé com aquele salto dela pelo menos umas cinco vezes, mas se tu conheces a cris, tu compreendes. ela é amiga coadjuvante da liege, de forma que de estabanada, ela tem tudo o que a primeira também tem.

o prêmio da noite para melhor styling foi para nada menos que o andré hidalgo (idealizador da casa de criadores) que simplesmente roubou os olhos do fabricio a noite toda. também pudera, o cara tava vestido com um shorts branco, camisa estampada com detalhes de mãe leoa e leãozinho, um cinto prateado brilhante e tênis - de academia!

patricia: ah, fabricio, tá na hora de tu começares a cortar tuas calças também.

ps.1: eu agora me chamo carmem, mas ainda namoro o fabricio lima.

ps.2: como eu não preciso lembrar, na sexta feira eu tinha REPROVADO na minha prova prática do detran/sp.

fabris: tu sabias que a carmela está aprendendo a dirigir?
patricia: não! é verdade?
eu - movendo a cabeça na capacidade máxima do "não fabricio!" - hoje foi a prova, eu não passei.
patricia: ah, mas tu vais passar! e eu tô com minha carteira vencida há dois anos!
eu: é...(por favor deus, não me faça chorar de novo)
patricia: mas tu não vais dirigir carmela! eu duvido!
fabris: claro que vai, ela vai te visitar.
eu: é verdade, sabia que eu só estou aprendendo a dirigir pra poder ir te visitar?
patricia: "abraço". "apertado".

February 20, 2005

love goes home to paris in the spring

logo após o café esta manhã, o fabricio partiu para agência para trabalhar. aproveitando que ele iria terminar incontáveis layouts e aplicações para outdoor eu também aproveitei para concertar meu teclado e continuar as pendências de sexta.

eu estava terminando de lavar a louça quando me dei conta.
telefone.

eu: namorado!
fabris: oi!
eu: preciso te contar uma coisa!
fabris: o que??
eu: hoje faz UM ANO que vim morar em são paulo.
fabris: que legal, pequenica!
eu: pois é, faz um ano que tu me aturas.
fabris: que bom!

já é sabido que eu e o fabricio começamos a namorar em outubro de dois mil e três. em dezembro daquele ano eu vim para são paulo passar dez dias com ele até meus pais desembarcarem para passarmos o natal em ribeirão preto com a família do luigi. o fabricio nos levou de carro até ribeirão, ficou um dia e conheceu a todos da família da minha cunhada. depois disso eu passei o ano novo na floresta encantada dos pais do fabricio e conheci quatro dos dezesseis tios "kassick". o fabricio passou os quinze dias de férias a que tinha direito comigo, até que o fatal dia da despedida chegou. acho que não éramos apenas nós que temíamos este dia, mas sim todos aqueles que conheciam a história. o dia da despedida era o dia do "e agora?" e isso significava que pelo bem ou pelo mal da nossa relação, alguma providência deveria ser tomada. uma decisão que fosse, uma opinião que fosse, uma possibilidade que existisse.

o fabricio disse que queria que eu viesse pra são paulo morar com ele, mas incertos do que isto poderia de fato significar, deixamos como estava e programamos de que quando desse, eu viria para são paulo, visitar. quase um mês passou até que eu arrumei a mala para passar o carnaval com o fabricio. e foi assim que aconteceu: eu vim para são paulo e não voltei para porto alegre. a mudança propriamente dita nunca aconteceu. ela nunca foi explicitamente descrita ou anunciada ou vivencidada. ela aconteceu conforme os dias se foram, passando. e eles ainda passam.

eu não preciso dizer o quanto gosto desta cidade, mas eu preciso sim dizer o quanto eu me sinto bem vivendo aqui.

February 18, 2005

neighborhood number three: power out

há cerca de três semanas eu vinha tendo aula prática de direção. em dezembro passado eu havia passado na prova teórica do detran e tendo cumprido as quinze aulas práticas exigidas pelo D maior, hoje foi o dia da minha prova prática, às sete horas da manhã.

ontem, tentando ficar o máximo preparada para a minha prova, tive duas aulas a mais. infelizmente meu instrutor encontrava-se doente e lá me fui com um substituto. o martins passou a aula inteira (cerca de duas horas) quase que de boca fechada e aquilo me deixou frustrada. eu senti falta do nei, meu instrutor magrelo que é marido da dona da auto-escola. apesar disto, o martins ao final da aula sugeriu isto "tu estás muito boa, tu vais ser aprovada".

ok, são dez e meia da manhã e eu voltei pra casa às nove.
REPROVADA.

do local da prova até a auto escola foi um silêncio geral dentro do carro. dos quatro que foram comigo, dois foram aprovados e eu juntamente com um cabeludão, ficamos de fora da euforia esperada. eu quis chorar quando me encontrei com a dona da auto-escola, mas rasguei minha cutícula, remarquei novo exame e disse: "márcia, tu diz pro nei que eu senti a falta dele lá? e tu também diz pro nei que eu só faço o novo exame se ele estiver junto?"

a auto-escola higienópolis fica a menos de duas quadras de casa e eu voltei assim, sofrendo, num esforço horrendo para não chorar. o elevador me esperava e parecia que ele sabia porque. foi tudo pra fora e aquele vermelhidão subiu pro rosto e aquele nariz de rena me tomou a face. eu não errei a baliza, eu não esqueci seta alguma mas eu fui imprudente. no término da via eu não parei, eu simplesmente diminuí a velocidade, vi que não vinha carro algum, voltei pra primeira marcha e virei - simples assim - REPROVADA.

telefone.
eu: namorado?
fabris: tu já chegastes?
eu: sim. eu não passei.
fabris: ah, pequenica, não tem problema. eu também não passei no meu primeiro exame.
eu: "choro"
fabris: ah, pequenica, não é tão ruim assim, tu podes fazer de novo.
eu: é...já remarquei, mas eu não queria ter de pagar de novo.
fabris: mas isso não é assim, problema. quando ficou marcado?
eu: março.
fabris: é mês que vem!
eu: sim, mas eu não tenho trabalho $$ entrando!
fabris: mas eu tenho.
eu: "choro".
fabris: e o cookies? ficou feliz quando tu chegastes? tu brincastes com ele?
eu: acho que ficou feliz sim, mas eu não brinquei com ele não. ele lambeu um monte de lágrimas minhas.
fabris: "riso"
eu: e acho que gostou. é docinho e salgadinho, né?
fabris: "riso". tu viu que o cookies aprontou uma pra ti?
eu: não, o que foi?
fabris: ah, ele viu que tu não estavas mais em casa e pegou teu chinelinho preto, sabe?
eu: SEI.
fabris: coloquei lá no quarto, tu já viu?
eu: não, mas isso explica um troço preto que tem em cima do sofá.

ps.: joanna newsom. o dia inteiro. REPEAT.

February 16, 2005

neighborhood number one: tunnels

hoje eu me dei ao luxo de almoçar assistindo ao décimo terceiro episódio do stand alone complex e devo confessar que me supriu muito mais do que se tivesse optado em assistir a everwood ou gilmore girls salvos no desktop deste computador - o qual posto.

hoje eu me senti cheia de vida, de uma forma tão ridícula que eu podia ver minhas veias saltadas. tenho trabalhado tanto que por momentos acredito que meus dias têm tido muito mais que apenas vinte e quatro horas. quatro layouts foram aprovados esta semana e sábado é o desfile da laundry... o que significa que tenho a coleção de inverno a caminho para montar e parece que a produção não irá parar por aí.

hoje eu me senti acompanhada pelos meus emails. e pelas ligações do fabricio: "liguei pra te deixar um beijo".

hoje eu soube que meu possível tema de pesquisa para o projeto de mestrado não tem referências concretas. pelo que me foi confirmado, NADA sobre o assunto ainda foi escrito e eu me pergunto por quê. fabricio me disse que a coisa está quicando e por segundos eu senti uma adrenalina de "oba, desafio", mas daí eu parei e pensei... e se ninguém ainda escreveu sobre o tema porque ele não carrega em si algo rico o suficiente para fazer jus a uma pesquisa?

hoje eu sei que eu tenho muito mais do que isto a responder.

ps.: sim, tenho ouvido muito arcade fire.

February 14, 2005

desperate housewife

semanas atrás eu e o fabricio paramos no pão de açúcar da rua do fernando henrique cardoso para buscar alguma coisa da qual não me recordo (para nossa felicidade, a rua do pão de açúcar fica há duas quadras e meia de casa e pra minha infelicidade, nunca encontrei o FHC por lá). daquele dia a única coisa que me recordo bem é que estávamos famintos e que de tanta fome que o fabricio estava, ele chegou a parar em frente a umas caixinhas de panquecas me cogitando isso: "namorada, vamos fazer umas?" ao que eu respondi: "mas isso demora, deve precisar de farinha e nós não temos farinha em casa, e deve precisar de ovos e a gente também não tem ovos em casa e além disso, é almoço fabricio,... tu não quer comer alguma coisa salgada?".

vencido naquele final de semana, neste, o fabricio me venceu.

sábado eu acordei (às sete da manhã) com a brilhante idéia de tomarmos café da manhã (pãozinho da barcelona) na praça vilaboim com o cookies. quando o fabricio acordou (às onze da manhã), ele topou a idéia e lá nós fomos com o cookies como companhia. tudo ia bem até que no meio do caminho o fabricio me solta essa: "sabe, namorada, hoje eu tava afim de comer comidinha porque nos últimos dias só tenho comido sanduíche". conforme mais passos foram dados, soube que a comidinha tinha como referência arroz e feijão e que, por mais que eu tentasse, nada o faria mudar de idéia. assim, quando saímos da locadora subimos mais uma quadra até o pão de açúcar da rua do fernando henrique cardoso para comprarmos os ingredientes.

depois do fabricio ter escolhido uns nacos de carne para que eu os fizesse para ele, passamos a andar meio que perdidos até que eu me atrevi a mexer no passado.

eu: lembra daquele dia que tu querias que eu fizesse panqueca?
fabris: sim!
eu: então por que não fazemos panqueca amanhã? que tu achas?
fabris: acho ÓTIMO!!
eu: moço! moço! tu sabes onde ficam aquelas caixinhas para massa de panquecas?

sábado então o fabricio teve a comidinha dele: arroz, feijão preto, nacos de carne e legumes sapecados na manteiga, e quanto as panquecas, bem... ainda vale eu dizer que a história do passado delas possui mais fatos memoráveis como aquele janeiro do ano passado quando conheci a irmã do fabricio. a jaqueline, numa certa manhã no apartamento da zona sul de porto alegre, nos fez estas panquecas com frutas vermelhas que simplesmente jamais nos esquecemos (aquele pratinho que ela fez pra mim eu juro, me dá água na boca até hoje).

fabris sábado à noite em casa: tu vais ver que vai ser fácil de fazer.
eu: não sei não...
fabris: é sim, até minha irmã que não é nada boa na cozinha (ele disse que ela queimava arroz e várias outras coisas) sabia fazer.
eu: ok, então se eu errar, ou queimar ou destruí-las, vai significar que eu sou realmente muito ruim na cozinha.
fabris: ah, namorada... não é bem assim....
eu: ahã!

domingo de manhã.

eu: fabricio, acho que não vai dar certo...
fabris: por que?
eu: por que nós não temos frigideira, tá vendo? diz aqui na caixinha que a gente precisava mesmo de frigideira e o que nós temos é essa que não é de teflon e que não tem a borda arredondada.
fabris: então quem sabe eu vou no madrid comprar uma.
eu: "sorriso"

(adendo: o madrid é o meu supermercado predileto em todo o mundo)

a saga.


nossa frigideira nova e a santa caixinha de como preparar massa de panquecas.


eu misturando o pó com o leite, depois a margarina e depois o ovo.


cookies mordendo a quina do balcão da cozinha enquanto eu cozinhava as panquecas.


fabricio com a mesa servida nos servindo da reserva.


meu prato.

the fortunate ones

graças mais uma vez ao excelente fornecedor de DVDs piratas do oliveira, sexta-feira o fabricio nos trouxe os dois primeiros volumes do stand alone complex.

depois de termos visto doze dos não sei quantos episódios, eu sugeri pararmos a injustificável maratona uma vez que de tanto para digerir, eu preferia fazer isto aos poucos. a série é fabulosa e tão mais rica em doses menores que eu cheguei a perder a conta de quantas vezes disse que gostaria de ser a motoko. tão bela, inteligente e forte.

agora nos é sabido que a major foi transformada em ciborgue por volta de seus seis anos de idade, provavelmente devido a um acidente e a ausência de órgãos para transplante. às vezes dá pra perder a fala assistindo aos episódios, e às vezes dá pra cair com os queixos ao perceber a independência genial que os produtores tiveram. claro que eu também não vou deixar de dizer que é de ficar impressionada com a dedicação voraz dos fãs - explico - o DVD que pirateamos do oliveira não foi feito em seu original para ser vendido comercialmente no brasil, mesmo assim, as legendas em português e as notas de tradução são tão concisas e dedicadas e atentas que eu realmente gostaria de descobrir se esse pessoal também não teria o stand alone complex para playstation a venda.

ps.: se eu pudesse ser a major, o cookies seria meu tachikoma.

February 11, 2005

thinking about a million dollar baby

quarta-feira nós fomos ver a pré-estréia de menina de ouro do clint eastwood. eu não tinha pensado em comentar nada mas é absolutamente impossível visto que, depois de duas semanas soltando pequenas matérias sobre o filme, hoje, o estado de são paulo (aquele meigo jornal que me espera deitadinho na porta todas as sextas-feiras) dedicou DUAS páginas inteiras a ele.

eu sei, eu até mesmo já sabia há duas semanas que o luiz carlos merten tinha o menina de ouro como o predileto para a corrida do oscar, mas eu juro que não podia imaginar que ele daria CINCO estrelas ao filme. e pensando agora, eu gostaria de ter o luiz carlos merten nos fazendo uma visita qualquer dia desses, daí ele poderia ocupar o meu lugar na audição da opinião e crítica do fabricio, porque vale eu dizer, o fabricio esfaqueou severamente o filme e nada da brutalidade em críticas, o feriu injustamente.

sinceramente, não tem como alguém dizer (sim, o luiz carlos merten, e vejam que eu ADORO o cara) que com menina de ouro o clint eastwood não apenas chegou ao apogeu de sua arte como ator e diretor, como inverteu os imperdoáveis fazendo seu "perdoáveis".

"perdoáveis" é mar adentro do alejandro amenábar que traz o MARAVILHOSO javier bardem (não em beleza, vejam bem) que obviamente o luiz carlos merten assistiu, mas que infelizmente ainda não foi avaliado para o guia.

February 10, 2005

feliz aniversário gnominho

a mamãe não te contou, cookies, mas ontem enquanto tu tomavas banho lá na pet da aracajú, o vagal ligou. tu terias gostado de ouvir o que o vagal conversou comigo pelo telefone, mas acho que tu irás preferir saber de nossa conversa agora, uma vez que além dela, eu pude refletir.

vagal ligou para contar que estava pensando em comprar um cachorrinho, um fox terrier do canil mais famoso do brasil. ele contou que havia visitado o canil no final de semana e que já havia estudado bastante sobre a raça e que havia pedido para o criador reservar aquele filhotinho de trinta dias para ele. vagal contou que andava se sentindo desanimado em casa, e que havia pensado que quem sabe uma companhia canina lhe faria bem, bem como o incentivaria a sair mais de casa para perambular por este nosso bairro tão-tão perfeito. mamãe ficou surpresa cookies, e mais ainda quando soube o motivo afinal do vagal ter ligado e me contado tudo aquilo: ele queria saber como estava sendo a experiência minha e do teu pai, contigo.

como tu sabes, cookies, tua mãe é um tanto quanto estabanada na hora de dar respostas rápidas, por isso, com a maior empolgação só consegui responder: "ah, vagal! cookies está fazendo um aninho amanhã!". que resposta terrível, meu filho! como é que tua mãe espera que o mundo possa compreender o que o teu aniversário significa pra nós? será que naquela hora eu pensei que comentando sobre teu aniversário o vagal compreenderia que toda a experiência que estamos tendo contigo se explica apenas em emoção? na emoção de te ver crescer? de estarmos contigo em cada conquista de novos dias? é claro que não sei o que ou o quanto o vagal compreendeu de minha terrível resposta enigmátiva, mas sim, cookies, mamãe tentou concertar a falha e explicou ao vagal que sim, nossa experiência estava sendo ótima. que os primeiros meses são difíceis, mas que com o tempo tudo se ajeita e que não existe companhia melhor que um canino de quatro patas que tem, sem dúvida nenhuma, o melhor e maior coração do mundo. mamãe também conversou com o vagal sobre pet-shops, sobre dog walkers, sobre a educação higiênica de xixi e cocô e sobre claro, como o vagal não erraria se levasse o fox terrier de trinta dias para morar com ele. mas o vagal ainda estava preocupado com o fato do cachorrinho ficar o dia todo sozinho. e como bem lembrou o vagal, a mamãe passa o dia todo contigo, de forma que de falta de companhia, tu nunca poderias reclamar. mas a mamãe explicou ao vagal que teu pai passa o dia inteiro fora, cookies, e que mesmo assim, tu não tens onde guardar maior amor e carinho por ele. tu veneras teu pai, não é mesmo?

depois da ligação do vagal teu pai ligou e logo depois eu fui te buscar no pet da aracajú, todo fofinho e de banho tomado. eu ainda passei longas horas pensando sobre a minha resposta terrível ao vagal, o que me fez refletir progressivamente sobre o valor do teu aniversário de um ano.

cookies, a mamãe e o papai já te contaram dezenas de vezes sobre o que seria de ti se teu pai não tivesse te buscado na casa da vânia naquela sexta feira de maio. tu eras o último filhote da cria da naomi com o robin hood, e por já estar com a vânia tanto tempo, ela o iria levar para o sítio no domingo, para que tu fostes ter um futuro no pastoreio. só que teu pai quis um me dar um bichinho da tua raça pra me fazer companhia, pra parar os meus choros e minhas tristezas contínuas e então quando ele apareceu na vânia e viu você, ele - acredito eu - teve certeza que tu eras especial.

tu chegastes ao apartamento tão pequeno e ao mesmo tempo tão grande! tu não latias e se não fosse pelas duas primeiras noites em que tu chorastes quando te colocamos para dormir no quartinho de empregada, eu juraria que tu não tinhas cordas vocais. tu fazias xixi por todos os cantos da casa embora tu amasses especialmente o corredor. eu sofria ao te repreender até perceber que era melhor aceitar o fato de que teu pai te repreendias melhor do que eu. tu destruiu o sofá da sala, tu destruiu todos os puffs e tu também destruiu todas as almofadas. tu destruiu sapatos e chinelos e mesmo assim, a gente nunca conseguiu deixar de te encher de beijos antes de dormir.

tu não sabes, cookies, mas talvez até por volta dos teus oito meses, a mamãe achava que tu não gostavas dela. tu sempre fazias mais festa pro papai, sempre pedia mais carinho pro papai e sempre rodeava mais o papai apesar de ser EU quem passava o dia todo contigo e apesar de ser EU quem te levava pra passear todos os dias. eu nunca pensava muito sobre isso, mas eu sentia isso, que tu gostavas menos da mamãe e que tu gostavas MAIS do papai. no fundo era triste, porque afinal de contas, eu estive contigo quando tu trocastes de dentes, quando tu começastes a levantar a patinha pra fazer xixi e quando tu levou choque ou soltou pum pela primeira vez. só que isso, esse sentimento, passou. e eu não me lembro quando foi que ele passou. ele simplesmente se foi, e o que ficou foi você, completamente terno e fiel.

cookies, hoje é teu aniversário fofinho. um ano. e tu já estás virando um mocinho. eu não sei se consigo expressar claramente o que gostaria, mas tenha em mente sempre, sempre mesmo, que a mamãe tem um orgulho imenso de ti, e que a mamãe te ama, incondicionalmente. é claro que eu também fico feliz de saber, há três semanas, que tu sentes ciúmes do teu pai e da tua mãe, mas mamãe precisa te dizer que não fica muito orgulhosa da forma como tu expressas isso. cookies, tu faz xixi nos cachorros que eu e teu pai fazemos carinho na rua, filho, e isso é feio! muito feio! eu não sei o que tu pensas nestas horas, mas tu precisas compreender, e logo, que nós não trocaremos você por nenhum poodle com catarata precoce ou pelo barriga que frequenta o buteco da esquina e que eu tenho certeza, foi quem te passou pulga.

eu liguei por papai há pouco e papai perguntou se eu não queria ver algum filme hoje. tu sabes que eu respondi que não, mas agora pensando melhor, é teu aniversário cookies, e tu adoras ir à locadora. tu adoras ser paparicado por todos os moços que lá trabalham. tu adoras ganhar biscoito lá no balcão secreto dos computadores e tu adoras quando aquele moço mais magro te leva pra dar uma voltinha enquanto mamãe escolhe um filme. então, como bônus do teu passeio de aniversário, cookies, mamãe vai te levar na locadora também. e sim, pra tua vergonha, cookies, mamãe vai contar pra todo mundo que hoje é teu aniversário. afinal de contas, pra mim tu é mais do que meramente especial.

February 9, 2005

where do you go when you're in love and the world knows

nós já havíamos passado do quinto filme assistido durante o feriado quando o fabricio sugeriu um passeio diferente: ir à etna. concorrente direta da tok&stok e com dezoito mil ítens no catálogo, a loja fica em frente à rede globo lá na berrini milagrosamente silenciosa devido ao feriado.

eu não me estenderei neste post descrevendo os detalhes de nosso passeio, mas eis que sinto o dever de resumí-lo assim: compramos uma chaleira, uma leiteira e duas luminárias para o apartamento (sala de estar e escritório respectivamente) e sim, o fabricio fez o favor de sentar em TODAS as cadeiras da área de escritório, e numa em especial, ele me fez tirar esta foto.

he's not playing an Orc warrior

obviamente eu não sou uma pessoa de virar a noite pulando carnaval, e embora o fabricio também não se inclua nesta lista de milhares pululantes brasileiros, eu confesso estar impressionada com a capacidade dele em encontrar um comparativo, ou melhor seria dizer, encontrar um formato carnaval digno de sua pessoa.

assim preciso dizer que o comparativo do fabricio para carnaval insano, sem certo ou errado, sem limites e sem total ou pingo de responsabilidade na realidade foi desatar a jogar WoW durante estes quatro, cinco dias. eu não teria nada a reclamar se por acaso ele não tivesse me incluído nessa, e embora ele pessoalmente não o tenha, a última noite de carnaval deixou trágicos sintomas de ressaca, em nós dois.

entenda, por ser o último dia do único feriado que acalma são paulo, a terça feira tinha de ser muito bem aproveitada. por isso, passar a noite na guerrilha, nos grandes centros urbanos do mundo do WoW, fazendo amigos e passando de nível era tudo o que o fabricio mais queria embora tudo o que EU quisesse era ler algumas páginas de o segundo eu e ir dormir, tranquilamente.

só que o fabricio é um anão. um ANÃO PALADINO no WoW. e anões tem profissões. e eles sabem cozinhar, sabem pescar, sabem usar espadas e sabem fazer armaduras e armas uma vez que minerem para poder forjá-las e sim, o anão do fabricio minera. muito. e foi isso o que tragicamente me afetou na última noite de carnaval.

PAIM, PAIM, PAIM, PAIM, PAIM, PAIM.

passando quatro níveis em experiência neste feriado, tudo o que o fabricio queria na noite passada era minerar para forjar mais e mais ítens super-super para seu personagem. então, mesmo com porta fechada, PAIM, PAIM, PAIM, PAIM, PAIM, PAIM era tudo o que se ouvia até as cinco horas da manhã.

PAIM, PAIM, PAIM, PAIM, PAIM, PAIM.

dor de cabeça.
eu ainda ouço a mineração.

em cena: carnaval dois mil e cinco

February 3, 2005

em 2032 as pessoas ainda amam máquinas e desprezam limites geográficos através da rede

graças ao excelente fornecedor de DVDs piratas do oliveira, colega de agência do fabricio, ontem à noite assistimos ghost in the shell 2: innocence.

como eu não poderia deixar de lembrar, ghost in the shell tem um lugar especial dentro do meu coração. foi o primeiro presente que ganhei do fabricio e foi um presente em formato DVD entregue pela submarino que chegou numa época em que eu nada mais tinha além de cibercultura dentro de mim. naquela época eu estava lendo life on the screen e culturas e artes do pós-moderno da santaella que naquele oitavo capítulo despejava tópicos sobre o corpo biocibernético e o advento do pós-humano. eu chorava vendo ghost in the shell e eu queria ser a major com todos os seus colapsos emocionais a procura de sua identidade humana. naquela época eu fiz do filme o incentivo para as horas de pesquisa e estudo para a minha monografia, e onde havia dúvidas, eu levava cultura e assim eu enxergava a sábia motoko sempre diante de mim (acho que pra mim ela nunca foi mera ficção).

quando o fabricio ligou ontem de manhã, todo alvoroçado, com aquela brincadeira de "adivinha o que eu tenho na minha frente", eu jamais poderia imaginar a minha reação. o oliveira nos havia emprestado o ghost in the shell 2 e tudo o que eu conseguia pensar durante o resto do dia em casa era: eu não estou preparada pra isso.

minha mente remoía fatos. eu escolhi não me inscrever no mestrado da USP em novembro, eu tento não pensar no meu desejo de um futuro acadêmico, eu não consigo reler minha monografia e eu morro de medo de confessar (pra mim mesma) que quero passar pela árdua seleção para o pós da "universidade de são paulo" de 2006 (o em aspas deveria estar em CAPS).

só que o "eu não estou preparada pra isso" tinha seus fatos em desmentira. na segunda feira eu havia ligado para a ECA questionando a lista da bibliografia da prova de seleção e sim, eu havia comprado dois livros dos quais um, culturas híbridas do canclini (em promoção no submarino) chegara ontem à tarde.

então ontem por volta das nove da noite, com o home theater desligado (afinal de contas DVD pirata não é o paraíso), eu lutava contra o cookies sentado na minha frente para conseguir ler a primeira citação do filme, por mathias villiers em tomorrow's eve:

if our gods and our hopes are nothing but scientific phenomena, then let us admit it must be said that our love is scientific as well.

innocence é uma sequência digna como julgou o fabricio apesar do diretor mamoru oshii não o julgar assim, uma continuação. ele é doído e terno e eu simplesmente amo ver como o batou sente falta da major da mesma forma que a transforma em seu anjo da guarda oculto. o basset hound que leva o nome de gabriel é uma réplica perfeita do cookies em outra pelagem e como oshii mesmo descreveu, humans can be free only if they free themselves from their body. when we are playing around with our dogs, we forget that we are human beings and it's only then that we feel free.

February 2, 2005

go ahead try to figure out what my future looks like

por anos a nuca foi sempre pelada, mas desde que o henrique começou a cortar meus cabelos, aqueles fios compridos passaram a existir, me transformando naquela imagem meiga de manga (obviamente criada pelo fabricio), lembrança nobre da major motoko de ghost in the shell.

sem possuir uma idéia ou um plano fixo para o futuro dos meus cabelos, nos últimos anos meu único pedido ao sentar perante a uma tesoura tem sido: "cabelo de japa, por favor". acontece que desde setembro a resolução foi deixar as mullets crescerem. por que? nem eu sei, só imagino que na época pensei que daria uma diferença considerável ao corte.

que a diferença começou a ser considerável, eu tenho certeza, afinal não é a toa que ouço o zelador do prédio zombar de mim me chamando de "chitãoznho e xororó". apesar disso, por mais que eu pergunte ao fabricio se minhas mullets estão grandes, ele não parece achar que sim.

então quando o fabricio me pediu para marcar o marrom pra ele para este sábado (marrom é apelido de clóvis, e clóvis é o ser humano que corta os cabelos do fabris), eu pensei em marcar o marcos pra mim (o cabelereiro japa da allure). pensei assim, comigo mesma, que já que eu não tinha idéia alguma para o futuro dos meus cabelos, o marcos poderia me fazer aquele bem ao cortá-los e quem sabe até, me fazer um bem maior ainda me surpreendendo com um corte diferente.

só que eu hesitei: um - dois - dias, e hoje, lendo (sabe-se lá por qual motivo) o blog da SPIN, eu dei de cara com isso aqui:

ok, não foi exatamente esta foto que eu encontrei no site da SPIN, mas se você quiser maiores referências, leia o que eu li, veja o que eu vi e assista aos vídeos que eu assisti. o cabelo das santas gêmeas é TUDO DE BOM (assim como a música delas) e sim, eu quero uma juba igual a delas (versão SpinHouse Live) com mullets, com franjola ou franjinha e com o super alisabel que eu já tenho de nascença.

February 1, 2005

thanks for being awesome

uma vez que o fabricio esqueceu a carteira e os documentos dele dentro da minha bolsa (culpa acredito que de jamie foxx em ray, na pré-estréia do sábado), ele foi obrigado a voltar para casa ontem por volta da hora do almoço.

fabris: tu nem sabe!
eu: o que??
fabris: não, não é nada de ruim.
eu - temerosa - vamos sentar ali daí tu me conta.
fabris: ok.
eu - já sentada - agora conta!
fabris: ah, é que o fulano da freebook me ligou pra falar que a nova visionaire chegou.
eu: ai, deus.
fabris: tu sabe o que é essa edição?
eu: ai, deus, não.
fabris: é especial - toys.
eu: AI, DEUS, TOYS?!?!?!
fabris - sorrindo sorrindo - É, TOYS.
eu: ai, deus, e ela deve custar o que? one hundred million dollars?

depois que o fabricio saiu, a caminho do dentista, eu corri pro firefox com a esperança que ele me dissesse que a quadragésima quarta edição da visionaire não era lá tão legal quanto eu imaginava (algo um tanto quanto impossível). quando o firefox me mostrou o que era a santa edição TOYS, eu realmente pedi para não acreditar: dois sets, um preto, um vermelho, dez bonecos, colaboração dos kidrobot e dez fashion designers brincando de modelar. ai, deus - liguei pro fabricio.

eu: onde tu tá?
fabris: aqui na freebook.
eu: a visionaire teve ajuda dos kidrobot, os caras do meu dunny. tem um do alexander mcqueen tudo!!
fabris: é, tô vendo. qual tu prefere?
eu: ah, a preta é mais legal. pena que pela internet tem pra comprar mas sai MIL dolares.
fabris: bah! então aqui vai estar três paus (e nisso ele me deixou de canto pra perguntar pro fulano qual era o valor da visionaire ali na freebook).

a ligação logo terminou e somente no final da tarde voltamos a nos falar, dessa vez via messenger.

eu: e aí? eles eram bonitinhos?
fabris: ah, ainda nem peguei neles, vou esperar pra abrir quando chegar em casa.
eu: o que???????????? tu comprou????????????
fabris: é, né?

é, fabricio realmente comprou a super especial quadragésima quarta edição TOYS da visionaire. cinco bonequinhos do caralho sobre a cama antes de dormir e reunião especial "locação" feita no escritório de forma a sanar o problema da acomodação nova dos brinquedos. agora eles moram na estante, bem atrás de mim.

ps.: o valor MIL dolares só vale para os dois sets comprados através do próprio site da visionaire.