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caderno de recordações

a história do dia em que conheci o olivier poderia ser contada a partir de três ângulos diferentes, mas é certamente o pior e mais trágico deles que optarei em narrar.

acordando ontem, num domingo sem chuva, fabricio teve mais uma vez a meiguíssima idéia de tomarmos café da manhã no anquier. temendo a possibilidade de encontrarmos o lugar lotado, fabricio e eu optamos em deixar o cookies em casa, seguindo a pé as três quadras que nos levam ao edifício paquita onde encontra-se o restaurante.

a temerosa possibilidade do lugar estar lotado foi real, mas a espera de mais de meia hora foi saudada com sorrisos largos por todos os clientes visto que quem estava a os receber era o próprio olivier.

e foi assim que começou, num dos sofás do andar superior.

eu: quero tirar uma foto com ele.
fabris: "silêncio"
eu: tu sabes que eu não sou assim de tirar foto com famosos, mas ele..., eu realmente gosto dele.
fabris: "deu um sorriso de canto"

minutos depois, sentados numa das mesinhas do lado de fora, debaixo de um guarda-sol, eu e o fabricio tomávamos café da manhã tendo como companhia uma garotinha de oito meses com sua babá (sim, pra minha surpresa a menininha mal sequer olhava pra mim e caía em sorrisos ao olhar o fabris a cada voltinha do carrinho de bebê). quando o café finalmente terminou e a conta foi pedida, foi a minha vez de retomar o assunto.

eu: tu tira uma foto minha com ele?
fabris: "olhar de quem não sabe o que dizer"
eu: é tão ruim assim?
fabris: "olhar de quem ainda não sabe como dizer o que acha"
eu: é tão vergonhoso assim? até o casal japonês tirou foto com ele! eu só quero uma foto, não vou perguntar se ele prefere são paulo ao rio de janeiro como aquelas senhoras ali.
fabris: eu me sinto mal assim, te reprimindo, eu não quero te reprimir.
eu - levantando da mesa - vamos embora então.
fabris: e a foto?
eu: vamos ali que a gente consegue ver ele pra ver se dá.

da porta eu pude observar que o olivier estava sentadinho na mesa de dois lugares de um senhor de idade conversando e, pensando mais uma vez que aquela era a minha chance, a minha querida chance de tirar uma foto com ele, resolvi não desperdiçar.

abri a porta, me aproximei da mesa e pedi licença.

eu: será que tu te importarias em tirar uma foto comigo?
olivier: mas é pra já.

caído na terna vergonha dos humanos (afinal de contas eu o havia colocado naquela patética situação) o fabricio abriu o sorriso (que tendenciava gargalhada) por trás da camera e tirou nossa foto. uma, duas, opa! fabricio me cutuca! - olivier estava me estendendo a mão. cumprimentos finalizados e acertando em cheio que éramos de porto alegre, nos despedimos do olivier e seguimos o caminho de volta para casa atravessando a praça buenos aires.

eu: e aí, foi ruim?
fabris: não, não.. foi legal, eu gostei que tu fizestes o que tinha vontade, que tu fizestes o que eu não tenho coragem de fazer.
eu: agora só preciso encontrar o josé serra e o geraldo alckmin e tirar uma foto com eles. vou ficar tão feliz!
fabris: "sorriu"

chegando em casa ligamos para o gio uma vez que era aniversário dele e o fabricio passou o resto do dia no PC jogando world of warcraft enquanto eu, impossibilitada de baixar minha foto com o olivier, gastei as horas levando o cookies pra passear, passando na locadora e lendo jornal na cama.

pouco antes de irmos dormir resolvi aproveitar a chance e plugar a camera para ver o resultado das capturas do fabricio que, naquele momento, preparava um nescau pra gente na cozinha.

eu: fabricio! como tu me deixa sair na foto assim?
fabris: assim como?
eu: EU SAÍ TODA DE OMBROS CAÍDOS!
fabris: viu? tu não ouve o que eu e tua mãe sempre dizemos, que é pra ti levantar os ombros.
eu: mas nosso acordo era que tu irias controlá-los o tempo todo, por isso que tu sempre tens que ficar me mandando levantá-los.
fabris: mas eu faço isso, só que não percebi naquela hora.
eu: não, acho que tu te acostumou com os ombros caídos pq eu sei que estou sempre com os ombros caídos e já faz tempo que tu não me mandas levantar.
fabris: isso não é verdade, e não tem mais nescau pra ti.
eu: então vou dormir.
fabris: viu como foi bom a gente ter tirado essa foto? foi preciso tu tirar uma foto com o olivier pra perceber que precisa cuidar dos teus ombros.
eu: ahã, num tem mais como eu me esquecer disso.

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Comments

O carmela! que isso?! tá linda a foto, Vcs dois!Agora, acho que o olivier foi pro forno com seus paezinhos;)tá torradinho!

Bjo querida!
PS: to sem acento no teclado argentino...

HAHAHAHAHAHA! So' voce pra me matar de rir......GREAAAAT POST!!!!

Agora complicou pro meu lado.

o sorriso lindo (comentário do super mario) compensou os ombros caídos.
mas trata de levantá-los!!!

Acho que isso eh fotomontagem. Ele estah muito bronzeado. Hehehehe.

Esse francês é o mais lindo de todos...se bem que o Ludo tinha o mesmo nariz. Só não era torrado assim porque eu não deixava ele no sol sem protetor solar.

aaaahhhh, mas que post lindo! e esse cabelinho dele, heim? :D
eu amei esse post... é a tua cara... amei a tua coragem, amiga!
TE AMO!

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