a história do anão
muitos anos antes de eu descobrir que o fabricio existia ele já tinha um amigo com o apelido de anão que trabalhava com ele numa agência em porto alegre. muitos anos antes de eu imaginar que namoraria o fabricio ele foi padrinho de casamento do anão com a ana, também publicitária e filha do inventor da urna eletrônica.
ontem foi aniversário do anão, e não foi exatamente onde a história começou, mas talvez, onde ela atingiu seu meio.
eu não sei exatamente há quantos anos o anão e a ana estão casados, mas sei que já há algum tempo a ana desejava fabricar um anãozinho. quando este desejo da ana começou a surtir na cabeça do anão, ele correu o quanto pôde e resolveu por bem dar um cachorro de presente à ana para ver se assim, ela interrompia o desejo da abertura da fábrica. disso apareceu a olga na história, uma buldogue que assim como o cookies, destruiu o sofá do apartamento deles.
quase um ano depois de ter ganho a olga, a ana ganhou o presente de ouro ao ser escolhida madrinha do bernardo, segundo filho de um outro casal de amigos. no aniversário do irmão do afilhado, me recordo bem que ao ver a ana segurando o bebê, ouvi a mãe dela dizer que "não era mais do que uma boa prática para o futuro". se você enxergava o anão naquela hora, ele ainda nem queria ouvir sobre o assunto fábrica própria de produzir bebês.
nunca foi de desconhecimento de ninguém que o anão não gostava de levar a sério a possibilidade de ter filhos. para ele, ao menos não pelos próximos quatro ou cinco anos, mas para a ana, cada dia parecia mais um dia longe de um anãozinho ao colo (pra se ter uma idéia do tamanho desejo que a ana tinha em fabricar um bebê, quando o the Sims 2 foi lançado, ela, como toda boa viciada em the Sims, comprou o jogo e montou uma família: mulher com as características dela + homem com características do anão. o resultado como ela mesma sempre se orgulhou de contar era um garotinho a cara do pai).
então assim, ontem, do nada, ao nos contar sobre as cabeças rolando dentro da agência onde trabalha, o anão confessou que sua única preocupação atual era "sua mulher e o anãozinho".
milhares de interrogações surgiram em minha mente e tudo que consegui colocar pra fora foi que estava estranhando a pessoa dele. "anãozinho?? tu não pensavas assim quando te conheci".
pois agora ele pensa.
anão nos contou que no final do ano passado ele conseguiu ser carregado pela ana para uma rave (o anão assim como eu odeia raves e odeia sair na hora que se devia estar dormindo, e sim, a ana assim como o fabricio adora um programa diferente que dure horas e te faça dançar por mais tempo que suas pernas suportem). anão contou que só a fila da rave durou três horas e, entrando às sete da manhã, por volta das dez horas ele e a ana já estavam bêbados. quando era algo tipo dez e meia, atiçada pelo teor alcoólico, a ana começou a falar em ter filhos. anão, também atiçado pelo teor alcoólico, concordou em ter filhos.
anão nos contando: "eu precisava trabalhar ao meio dia e toda aquela felicidade dela ali, sabe? por mim eu ficava até as cinco da tarde naquela rave com ela, mas precisava ir. então quando eu fui e me dei por conta, decidi comprar a idéia. é, um anãozinho."
a primeira tentativa parece que já foi feita, mas o resultado não foi o esperado. anão nos contou que devido a isso: "o projeto agora é abril, pois assim anãozinho vem em janeiro".

Comments
Essa estorinha parece estoria de terror para mim! Estou tremendo aqui! Bebes? AHHHHHHHHHHHH!
Posted by: Gio | January 26, 2005 10:08 PM
Ai...o dilema de abrir a fabrica é epidêmico. Desesperador. O problema é que eles continuam a produzir necessário para se ter filhos quando quiser. A gente, "murrér", só se phode. Tem que ter e boas. Na hora certa. Antes dos 40. Uma bosta.
Posted by: Mirela | January 27, 2005 3:41 PM
credo ca!!!
a estorinha até que ta bonitinha... mas anõezinhos???????????????? só vc mesmo
Posted by: malena | January 27, 2005 5:09 PM