grand gestures of affection
depois de quase quatro meses de recesso (ou espera), a temporada final de sex and the city voltou a ser exibida (eua) na semana passada.
aproveitando o sono do fabris no sábado de manhã assisti o (então) recém baixado episódio 87 que trazia as meninas de volta a minha televisão do futuro, e no final do dia, trocando histórias e histórias de baú com o fabris... percebi que possivelmente há uma carrie dentro de meninos reais.
desde que baryshnikov passou a fazer parte do cast da série, uma nova fórmula ou uma nova descrição de romance vem compondo as narrativas. se tanto se questionava (anteriormente) se mr. big ou aidan poderiam ser o the one, com baryshnikov o que (por enquanto) tem sido questionado é o grau de realidade, sinceridade, unicidade, afeto e até mesmo merecimento.
é interessante notar como o receio ou as dúvidas e incertezas de carrie estão vinculadas a nós mesmos quando um baryshnikov nos aparece em vida. o grau de perfeição às vezes nos parece tão alto que chega a nos fazer questionar a longevidade ou permanência desse estado.
se todos nós tivemos um mr. big ou um aidan em algum período passado, certamente também teremos nosso baryshnikov em algum pedaço do caminho: futuro ou presente. e o que baryshnikov representa é algo muito fácil de ser percebido: ele representa o cavalheiro, o príncipe encantado, o the one.
depois que o punhado de 21 gramas de lágrimas caiu na madrugada de sábado, eu poderia muito bem ter dito ao fabris que ele era meu baryshnikov, mas entre tantas metáforas e analogias, eu optei em simplesmente dizer que ele era meu príncipe encantado, e isso fez com que aqueles meigos olhos verdes olhassem pra mim com o parafrasear eu queria ser.
no meu mundo não existem cavalos brancos, mas existe um coração gigante que vem de longe, e ele veio de muito longe pra buscar a gente quando a gente mais tendia a tropeçar. e meu cavalheiro é ainda um menino pequeno que sob as ironias de uma professora alemã que lecionava português - quis se tornar grande, e um grande cavalheiro ele se tornou.
talvez a minha mãe ainda volte a reclamar presença, dizendo que o cavalheiro roubou a filha dela. mas por mais que eu pudesse dizer que o cavalheiro roubou meu coração, eu prefiro dizer que este cavalheiro ganhou meu coração, e que este cavalheiro em forma de príncipe encantado, certamente me despertou.
ps.: e sem que eu consiga deixar de mencionar, no episódio 88 miranda e steve se casam, e samantha nos corrói os olhos ao descobrir que está com câncer de mama.
Comments
first of all... ando distante, distante, né? me desculpa a correria, amiga... mas agora, posso chegar pertinho pra ajudar a administrar essa 21 gramas que caem? elas vão passar, porque a felicidade de vocês é maior que tudo... e uma forma razoável de administração da distância vocês vão achar. e sim, tive vontade de chorar com esse post... junto contigo, segurando tuas pequenas mãozinhas. teu príncipe encantado... nem sei o que dizer. só que vocês merecem o final mais feliz do mundo um ao lado do outro. porque vocês são lindos, muito lindos. e eu espero que todas nós tenhamos um baryshnikov em nossas vidas. eu sei que pode existir. tu és a prova disso. ontem - nos capítulos atrasados, soube-se que aidan ficou um mês de cama com seu coração partido... e assim, se recupera... mas nunca mais será o mesmo. assim, sou eu!
hey, e não vale ficar contando assim os capítulos finais! eu também quero :)
saudade, amiga. muita.
beijo na testa.
Posted by: gordinha | January 13, 2004 10:16 AM