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December 28, 2003

#41 (say goodbye)

encontrei meu duplo dave matthews & tim reynolds live at luther college na pilha de cds do luigi. lorenzo mamou no meu colo e dormiu sobre meu braço.

'nem em toda a minha música estava contida a chuva que cai'

quando eu comecei a anotar passagens do Silmarillion, fabris ligou. eu não vejo a hora de desembarcar em casa, abandonar a minha mala e sentir dor no pescoço ao olhar tanto pra cima.

ps.: as despedidas desta semana me fizeram chorar demais.

December 26, 2003

o cerne da experiência humana

uma fotografia do coração

December 24, 2003

neste natal eu abraço um ser humano

fabris deixou ribeirão preto ontem à tarde e uma das últimas coisas que ele fez antes de partir foi beijar a pequena testa do meu sobrinho. hoje, andando pela casa do meu irmão, percebi que muito mais pessoas além de mim sentem falta desse menino que tem um coração gigante. a família toninelo parece ter adotado o fabris sem a menor exigência de documentação, mas esta noite namorado passa o natal com a terna família dele (aquela que vive cercada pela mãe natureza - literalmente).

eu já dou de mamar para o lorenzo, ele já sorri sem mesmo me enxergar e ele tem as roupas mais engomadas do mundo. poder estar com este novo pedaço da minha família neste natal é certamente mais divertido que acreditar em papai noel aos quatro ou cinco anos de idade. o lorenzo é de uma paz bem maior que o corpinho dele, acho até que a paz dele mal chega perto do tamanho de todas as pessoas ao redor dele somadas. se eu não estivesse perto pra ver talvez eu não acreditasse, mas uma vez visto, a gente é obrigado a acreditar: um lorenzinho parece ser capaz de mudar o 'mundo', de muita gente.

este final de ano vê-se como o (meu) mais desconectado momento dos últimos dez anos, e o estar conectada não tem feito falta. talvez eu tenha optado por substituir a companhia das máquinas pelos seres humanos reais, possivelmente crendo que o amor que vai e que vem não obrigatoriamente necessita de um shut down esporadicamente para continuar 'funcionando'.

December 19, 2003

i know people who wear their hearts on their sleeves

o fabris disse certa vez que uma das coisas boas dele ir a academia (além de malhar, obviamente) era perceber que as pessoas (frequentadoras) pertenciam aquele mundo. como se a vida delas fosse a vida de uma academia de levantar pesinhos e que quando ele estava lá, ele também se sentia parte desse mundo.

mundo, ambiente, universo ou tribo. noite passada fabris e eu conversávamos sobre isso - e ele me contou que a antropologia chama a isso de províncias de significados.

a janela frontal: tattoo you

minha província de significados foi contruída ontem por mais de cinco tatuadores e por diversos botões nas faces de nomes simples: pessoas que compõem a cadeia de uma pequena colônia produtora de arte estruturada que chega e é vista somente nos corpos - reais e humanos - dos seres do outro lado deste daqui.

as vezes eu penso que também pertenço ao mundo deles. outras vezes penso que eles apenas me permitem ser uma nômade. e a verdade é que eu não via o alemão há mais de um ano e lá no fundo, eu não tenho vergonha de dizer que o pai do meu pequeno braço tatuado realmente fez falta.

sim, eu estou mais colorida agora.
quem sabe até mais cheia de significados também.

enquanto o corpo fica para trás

o mail da gordinha me diz sobre a falta que a chuva faz, e eu levo mais de um dia para compreender que a chuva a qual ela se refere, não é aquela com pingos d'água naturais.

eu sinto que a semana passou e que parte de mim não passou com ela. ainda ontem eu refletia novamente sobre meu relapso ou minha inexplicável relação com o imac do fabris na hora de postar. as vezes se torna muito mais simples pensar que quando eu olho para a parede, tudo escapa - ou que de fato... nem tudo cabe em palavras.

a edição de oito de dezembro da newsweek veio comigo para são paulo e no meio do vôo, reparei que o casal de mudos ao meu lado havia encontrado através das imagens da revista, uma forma única de se comunicar comigo. eu ainda precisaria dizer que aeroflot está além de uma qualidade BRA de vôos e que steven levy realmente me incomoda com sua astúcia humana que não é cientificamente contra a natureza, mas consiste, pelo contrário, em que a natureza virtual - própria - principia um caminho já obsoleto e cansado. houve sim uma época em que eu conseguia estimar levy, mas o agosto de seu artigo sobre a blogosfera parece hoje, muito esquecido na própria mente humana e profissional dele. eu sinto falta de visionários.

a verdade é que eu comprei esta newsweek por causa dessa entrevista com bill gates:

bill gates, for one, thinks that the digital era is far from fading. in fact, he thinks it’s only now getting interesting.

num tom sarcástico, tendenciando uma não longa entrevista que mais parece uma grande piada de belíssimo humor negro, levy só me fez crer mais uma vez que comunicação gerando informação (tech) é um dom que ninguém pode tirar de bill. e que se, vinte anos depois, as pessoas ainda conseguem se apaixonar por computadores, sherry turkle não perdeu nadinha do tempo dela estudando uma ELIZA que foi capaz de fazer milhares de pessoas sentirem. e olha que a ELIZA vinha numa embalagem antiguérrima com um logo clássico da ibm. hoje, a LAURA vem fora de embalagem, não é produção de mega corporação da indústria tech e ainda assim.... consegue fazer os usuários sentirem saudades quando vai embora.

diary of samuel pepys and eyewitness:

thanks to weblogs, online forums and personal websites, future historians (near future, anyway) are likely to have access to an overabundance of first-hand accounts of the mundanities of daily life - as well as world-changing events.

a look back at 2003:

2003 was a tumultuous year for online journalism, including the first "internet war" and the rise in influence for weblogs and citizen journalism. we look back at the year that was, and predict what's coming in 2004 - with a little help from our colleagues.(from the OJR friends)

December 18, 2003

as i say, we are the young machines

meu namorado é irado. ele é um irado diretor de arte que faz dupla com o nosso mistermatch. é um irado menino lindo que há uma semana de sair de férias chegou atrasado na agência porque foi buscar a namorada dele que resolveu desembarcar o coração dela na cidade onde o irado namorado dela mora. meu namorado é esse irado diretor de arte que faz centenas de caretas diferentes quando está concentrado. meu namorado é esse irado diretor de arte que trabalha dia e noite para fazer duma peça, uma pequena obra de arte oriunda de sua grande cabecinha geniosa. meu irado namorado - que é diretor de arte - chega muito tarde e mal come antes de dormir, mas mesmo assim, esse meu namorado irado dorme curtas e longas horas do escuro chamado noite, comigo. e quando a gente dorme, a gente sonha.

esta manhã mistermatch chegou a uma pequena e óbvia conclusão:

ah, eu descobri: o teu namorado é mac. ou seja, ele não é tão multitarefa como o pc. aí ele fica daquele jeito atucanado. é bug. e tu é um pc agitadinho que não consegue parar nunca. que nem o meu compaq de casa que se eu não desligo o modem ele nunca dá shut down. e como os dois são computadores, possuem essa predileção pela lógica. mas até as máquinas amam, não é verdade?


o mac e a pc - sim, até as máquinas amam

December 15, 2003

believe that love is all you need

fabris e eu vistos através da mistermatch's lomo

what are the things we hold precious?

é bem provável que devido aquele pedaço de conversa sobre pesquisar novamente a história dos video games que eu e o fabris nos perdemos no horário do cinema. chegando vinte minutos atrasados para o albergue espanhol em sala pequena e cheia, lá estávamos nós totalmente separados - vistos cada um num canto oposto da sala.

no surprises sinceramente ficou melhor encaixado na trilha de o que fazer em caso de incêndio, mas estava me lembrando agora deste email matutino da mãe, que desejava saber se eu estava com saudades do meu cantinho.

se o fabris ao me buscar já me dizia que por alguns instantes havia vivido seus momentos de love actually no aeroporto, eu posso dizer que os meus instantes, transformados em unidades de dias desde o pouso, têm estado mais para filme ainda longe dos cortes de edição.

confesso que tenho tentado me adaptar ao imac do fabris, tenho tentado pensar intuitivamente ao utilizá-lo e tenho mantido a esperança de encontrar um user friendly tatuado nele... e embora isso pudesse ser o motivo de uma saudade aparente do meu canto de trabalho pc e sala verde, faz muito mais parte do processo me reconhecer numa sala de armários brancos e de escadas para alcançar um aparelho de som que só funciona a porrada. faz muito mais parte do processo de estar vivendo um 'novo' e um 'nobre' - me sentir em casa, onde exatamente estou agora, e este agora não deve ser lido ou visto virtualmente.

meu 'albergue espanhol' provavelmente começou com um final de semana aprendendo sobre lomo e sobre autenticidade 'indie'. mas meu 'albergue espanhol' tem por concepção, noções e conceitos de valores diferentes. o meu 'albergue espanhol' não busca o 'eu', mas sim o amor em comum. e este amor pode ser visto em um, em dois, em quatro e em seis.

os seis no piola - sábado a noite

ps.: lambrusco, queijo brie e geléia de pimentão não nos faz dormir.

December 12, 2003

sexta deverá ser nublada, com chuva e algumas aberturas de sol

tentei adivinhar o ano em que as malas de viagens serão do tamanho de um HD. é incrível como num momento de organização necessária eu me pego pensando que qualquer mídia utilizada para armazenamento ou backup consegue ter mais espaço que uma mala para suportar bagagem. namorado já me perguntava semanas atrás quanto deveria pesar meu cérebro.

a quinta feira de porto alegre foi de chuva. eu estou indo viajar sem abraçar a gordinha. resolvi não levar shampoo bem como 'quase' nenhuma música. hoje eu acho que meu cérebro pesa um pouco mais da mesma forma que pesa um pouco menos. a saudade do amor está para ir embora e está para se construir em distâncias de pequenas horas. meu cérebro vale um mestrado. meu encantamento sempre quer se curar na pesquisa. o lado do cérebro que pesa me dá orgulho, o lado do cérebro que vai emagrecer, vai logo engordar e eu quero que você entenda. como.

se eu não me acostumar com os gansos para dormir, eu sei que terei o peito mais lindo do mundo - para cuidar do meu sono.

December 10, 2003

há um coração gigante me esperando, sabe?

quando disse que faria backup de alguns arquivos do meu pc para levar comigo e não correr o risco de sentir saudades, o fabris riu. quando eu contei que levaria meu bookmark comigo fabris disse que eu poderia criar um folder só meu nos favoritos do IE dele. quando eu disse que ele não poderia ver o folder que eu criasse, namorado ficou indignado.

a defesa dele foi boa. fabris disse que se me via pelada e de tudo quanto era jeito, como é que eu podia ter vergonha de mostrar meus favoritos pra ele? (acho que namorado se esquece que eu sou quase normal)

então sexta feira de manhã eu estou embarcando para são paulo. sei que ganhei um travesseiro de ganso só pra mim, sei que tenho uma bandeja de danoninho me aguardando na geladeira e sei até que receita para cozinhar brócolis o fabris já deixou separado (inserir aqui um encantamento imenso pelo meu namorado).

esta tarde perguntei pra ele se eu iria gostar de postar de lá. fabris disse que não sabia, e adicionou a isso reticências:

tu vais ter que experimentar e ver o que tu achas. tu vais estar postando de um lugar que não é aquele templinho do teu quarto. não sei como tu vais se sentir fazendo dessa maneira. tu podes gostar porque é diferente ou tu podes achar ruim.

meu namorado não tem noção de como fica meu coração quando ele usa o verbo postar, e eu sei que eu vou gostar de conjugá-lo de lá: porque eu vou estar feliz. sabe o quanto, né?

if you could say in numbers what i say now in words

na época da monografia parecia que as reflexões vinham de pensamentos mais simples...

as nossas idéias sobre as máquinas, as páginas e os posts precisam levar em conta que ‘there is a bigger picture’. aí sim, as máquinas, páginas e posts readquirem sentido.

hoje, num dezembro não muito distante do que um dia foi um mês de junho, os pensamentos ganham novas e maiores dimensões reflexivas...

há muito mais coisas na vida do que uma banca, um projeto, kerkechove, levy, steve johnson e coupland. we have to google life outside our middle-class compromise. e isso ninguém consegue fazer direito. é muito mais fácil sofrer pela não-classificação do que sentir-se bem porque somos pessoas boas e temos competência para dar um refresh na nossa vida profissional e sentimental.

December 9, 2003

os últimos 12 minutos do processo

provavelmente é assim que deveria ser. e se a era digital é por definição uma era de fragmentação, por que não fragmentar um projeto de pesquisa em sete questões que geraram dúvidas?

se alguém tinha que tocar no meu ponto fraco, eu ao menos estou satisfeita de ter sido o braga a tocar. se alguém tinha que ver meus olhos cheios de lágrimas, eu ao menos estou satisfeita de ter sido a bebeth (duarte) a ver. se alguém tinha que levantar a questão da sensibilidade, eu ao menos estou satisfeita de ter sido a jiani a questionar. se alguém tinha que valorizar o campo mágico do conhecimento, eu ao menos estou satisfeita de ter sido o efendy a indagar, - a minha humildade.

se a interface veio ao mundo sob o manto da eficiência, e está agora emergindo como forma de arte genuína, e tudo isso em menos de meio século de inovação, é certo que ninguém pode me dizer o que 'nos' ou me espera nos próximos 50 anos ou seis dias. eu não posso prever até onde esse encantamento vai se estender comigo nos próximos dias, anos e décadas, mas eu sei que seu alcance potencial não deveria ser subestimado. não por mim.

nossas interfaces, como me diria johnson, são histórias que contamos para nós mesmos para afastar a falta de sentido e palácios de memória construídos de silício e luz. certo que elas vão continuar a transformar o modo como imaginamos a informação, e ao fazê-lo - irão nos transformar também: para melhor e para pior. acho que não poderia ser diferente, poderia?

top 20 definitions of blogging, by debbie weil.

December 7, 2003

não é a vida sem computadores que me deixa perplexa

se nunca dissemos, sempre estivemos a uma frase de exclamar: 'como a gente conseguia viver sem e-mail e processador de textos?'

lendo johnson esta tarde me deparei com a obviedade dele, de que conseguíamos viver porque não sabíamos o que nos faltava.

acho que quando a gente descobre o que nos faltava a gente tende a perder as lembranças dos dias de não existência do que se torna presente. e assim ficamos perplexos com a vida durante o estranho interregno depois da aparição do amor em nossa vida.

miserable failure

são os momentos pós montagem de site que me incomodam. e há repetidos anos esses mesmos momentos me perturbam. anos atrás o caetano sugeriu que eu não havia aprendido a me desvincular de minhas criações. que eu cultivava um hábito de 'cozinhar' trabalhos, e que quando chegava o momento de deixá-los ir.... ir para o encontro do mundo, eu tendia a surtar. obviamente o fato de surtar e me recolher em total silêncio perturbador provinha do fato de que, uma vez uma criação minha liberada e deixada ir, ela tenderia a sofrer, receber ou estar diante de críticas. e é justamente à críticas que eu ainda não aprendi a conversar (pra não dizer conviver).

uploadear os arquivos e páginas deste site se traduz em encontrar erros de montagem, de não harmonia em determinadas tabelas e de um coração que não pisca ao loading de bytes como deveria piscar. é encontrar tags estranhas nos templates do movabletype, é se irritar com folha de estilos que não publicam os estilos esperados e é desejar muito que da próxima vez, tudo dê certo na segunda tentativa.

é melhor eu parar de tomar suco de maçã.

December 5, 2003

multitarefa é um termo da era digital

meanwhile, social beings that we are, we are trying (as marshall mcluhan said) to retribalize.

what will computer-mediated communication do to our commitment to other people? will it satisfy our needs for connection and social participation, or will it further undermine fragile relationships? what kind of responsibility and accountability will we assume for our virtual actions?

do our real-life selves learn lessons from our virtual personae?

December 4, 2003

my working mind

eu durmo tarde, e tenho acordado muito cedo. sem pedir. e essa madrugada acordei para pensar no depression 2.0, melhor conhecido como ELIZA. um programa lá da década de 80 que servia como aplicativo psiquiátrico para computadores da leva pc, quando pc se resumia em ibm. há uma ELIZA em cada blog. ou há uma ELIZA em cada um de nós que precisa sair. ganhar corpo e vida: textualmente.

kerckhove me diria que eu penso em mental space. e kerckhove ainda me diria que readers must translate text into images that the words represent.

meu mailbox trouxe uma mensagem:

uma coisa que venho entendendo é que nem sempre o nosso tempo é o tempo dos outros. e, muitas vezes, nós é que temos de esperar que eles cheguem no nosso tempo.

eu tendo a acreditar nisso em alguns dias. quando eu voltar a dormir direito, e descobrir se falhei ou não. e quando isto acontecer (ou não), meus livros estarão fechados.

ps.: a jajá me diria pra nem sequer cogitar pensar se eu quero isso pra minha vida ou não. but i can't help myself. eu sinto sono.

note: fabris disse que quando estou nervosa, eu gesticulo descontroladamente.

December 3, 2003

eu não tenho culpa se acredito que encontrei o perfeito

por um tempo eu pensei que queria muito casar com um geek e ter filhinhos com um geek para que o pai dos meus filhos fosse um geek a dividir o filho que tivesse comigo, com o mundo ou com a rede. mas já faz um tempo que percebi que o geek tende a estar anexado a mim. que eu serei a entorpecida pela presença de um ser humano nascido de uma mistura genética minha com a de um outro alguém. e que contanto que eu ame profundamente o interior deste outro alguém a ponto de projetar a capacidade paterna dele através do amor deste já doado a mim - ele será o pai perfeito.

óbvio que este meu pensamento não surgiu totalmente do nada - agora. o fato é que há determinantes ou os princípios de reflexão.

esta tarde chegou o mailing do IT Conversation e o mp3 desta semana é com o rasmus lerdorf, o criador da linguagem PHP.

I really don't like programming. I built this tool to program less so that I could just reuse code.

o determinante foi o mp3, e o princípio da reflexão deu-se no momento que vi as fotos do filho do lerdof no site dele.

eu ainda não sei onde ou quando a reflexão termina.

December 2, 2003

eu acho que o amor tem visão de raio-x

no início de novembro o fabris fez esse anime lindo com o meu nome aplicado à criação do desenho. uma menina linda que cada vez que eu abria o arquivo (de novo) para olhar, tudo o que conseguia pensar era: ela precisa ocupar a minha casinha. ela sou eu. eu sou ela.

no início de novembro, entre escrever meu projeto de pesquisa e ocupar as horas de não leitura com aplicativos felizes do meu pc, eu desejei muito retirar o preto deste layout e trazer a carmela anime para vir morar aqui dentro. mas naquele período eu ainda tinha um determinante receio recorrente - de que se eu e o fabris não encaixássemos na vida real, no dia seguinte ao não encaixe eu não conseguiria me enxergar mais como uma anime tão bela quanto a bela anime que um dia ele fez. e assim, o combinado em segredo foi: se o encaixe ocorresse, eu anime ganharia uma casa. a minha casa na rede.

em 1955, george kelly disse que man looks at his world through transparent templates which he creates and then attempts to fit over the realities of which the world is composed.

esta semana, entre deixar os dados lançarem-se, entre conversas catárticas, estratégicas e antecipatórias, eu ocupo as horas de subtração, de não leitura, com programas macromedia felizes no meu pc. and i'll click in rebuild this template automatically when rebuilding index templates.

it's a movabletype rule.

ps.: o lorenzo me mandou uma caneca branca de presente. a dele é bem mais legal que a minha clássica caneca da monkey. a dele vem com um garotinho com uma raquete bem bacana de squash. e o garotinho da caneca dele tem uma fala. é viva feliz, e dois pontos de exclamação.

eu já te amo tanto! tanto!

lorenzo, minutos depois de chegar ao mundo

December 1, 2003

we're in for a bumpy ride

na noite em que o fabris estava para chegar comigo não sabendo que ele estava para chegar, eu ouvia my girlfriend's boyfriend do disco novo do her space holiday (sim, o nerd do marc bianchi que eu gosto tanto). tem gente que diz que o young machines (nome do disco) é um album de ciborgs in love. eu não me oponho a muita coisa visto que eu já era parceira desde a época de home is where you hang yourself, mas acho que vale dizer que há passagens em young machines que obrigam o disco a ficar e ficar e ficar.

o fabris tem um preocupação enorme (que de tão boba chega a ser meiga) de que eu não gosto das músicas que ele gosta. ele chama a seus sons prediletos de músicas do amor enquanto as minhas são elevadas a categoria de músicas tristes ou músicas de chuva se as dele - estiverem para o sol. eu acho engraçado porque na minha mente as músicas sempre foram adendos particulares do íntimo das pessoas. um gosto totalmente individual que não tendia a correr riscos ou merecer atenção delineada. mas o fabris se preocupa com o ouvir de nós dois e com o bem estar no lazer do consumo de músicas.

tem uma parte em my girlfriend's boyfriend onde bianchi diz que you can't make someone love you with your songs. e eu me pergunto... será mesmo?

eu sei que passei o domingo ouvindo bebel gilberto e eu sei que em uma das músicas ela cantou: i can feel megabytes of memories in my heart.