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in the culture of simulation, if it works for you, it has all the reality it needs

quando o guilherme (meu vendedor da cultura) apareceu com meu derrick de kerckhove numa das mãos eu fui obrigada a esticar os braços, pedir um abraço e agradecer o menino que ficou sem entender nada.

o modo de expressar as coisas que sinto já foi um dia estudado, justamente numa época em que a dor causada pela opinião dos outros me fez tanto questionar o certo, o errado, o instinto, a sinceridade e os motivos da forma como a exposição do meu 'eu' sentir, chega ao mundo real. acho que os estudos nada mais fizeram do que analisar as minhas escolhas ao me fazer presente no mundo. o caetano diria que a liberdade em expressar o que se sente é uma alternativa para sempre sentirmos mais.

acho que ultimamente as minhas formas de sentir para sentir mais andam ganhando espaço ou encontrando novos formatos inusitados de expressão. e acho que os acontecimentos das últimas quatro semanas têm incitado isto. ontem a mãe veio me dizer que eu andava ouvindo músicas mais alegres e que o costumeiro nível do volume do som havia aumentado. a gorda no domingo comentou que finalmente eu troquei o esmalte recorrente das unhas e há muito tempo eu não me sentia tão bem saindo de casa para estar ao redor de amigos.

sábado falando com o namorado, e conversando sobre passeios em shoppings ou na rua, ficamos nos perguntando o que a terceira faixa etária da espécie humana pensaria se nos visse andando juntos, com namorado abraçado em mim. será que eles fariam cara feia quando vissem minhas tatuagens? será que eles olhariam feio para a forma com que namorado se veste? será que estranhariam a viseira que ele usa?

a idéia fomentada foi de que a terceira faixa etária da espécie humana acharia aquele casal lindo porque nos enxergariam antes de mais nada - felizes. segundo namorado, as pessoas conseguem perceber quando algo deu muito certo desse jeito.

às vezes eu tenho a impressão que a distância fez eu transformar o namorado neste ser invisível que consegue estar comigo onde quer que eu realmente esteja. se isto então não funciona na prática, é bem provável que o meu semblante transpareça a presença que ele tem dentro de mim. e é notável como a espécie humana ao redor já consegue perceber isso.

namorado me disse este final de semana que quando falamos um do outro acabamos transmitindo um tanto daquilo que cada um de nós representa para o outro e as pessoas ficam imaginando coisas muito grandes. a verdade é que é assim só pra gente.

no dia das quatro semanas de namoro, eu sei que você compreende o quanto estas coisas - grandes - que sinto, significam pra mim.

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