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why we get away with some of our sentimental moments

então o gustavo passou em casa para pegar seus episódios de quarta temporada de ED e aproveitou para cumprimentar o supermário (que por sinal, ganhou este apelido do gustavo mesmo). pensando agora, é engraçado perceber como este senhor, sem nenhuma expectativa, parece conquistar tanto meus amigos. um senhor de um humor único e de poucas e muitas palavras. um senhor que todos os domingos de manhã pega a revista veja lá na caixinha com número destinado ao nosso apartamento, que assiste as vídeo cassetadas todos os domingos à noite e um senhor pai que não entra no meu quarto quando a porta está fechada. um senhor que pede para que eu ligue para os estados unidos para deixar mensagens em secretárias eletrônicas quando meu irmão some, que esquece a conta de telefone quando o filho liga, que diz que seu velocímetro parou mesmo sabendo que vai ser avô, e que sem vergonha nenhuma resolveu um dia que o segundo nome do charles seria bin laden. quando meu pai conheceu o charles, ele acendeu a luz do corredor de casa e disse: é pra eu te ver melhor.

noite passada assisti o quinto episódio da segunda temporada de everwood. para que eu escrevesse sobre ele hoje, durante o dia instalei meu premiere pro(mais conhecido como a versão 7) com a intenção de recortar alguns pedaços de audio do episódio para disponibilizar aqui. enquanto eu poderia dizer que o premiere pro aboliu toda e qualquer irrisória possibilidade de edição de audio (que em versões anteriores existia em mínima escala), eu prefiro dizer que o quinto episódio de everwood contemplou mais uma vez os sentimentos dos filhos, sendo que desta vez, o das filhas foi em especial. se meu pai soubesse inglês a ponto de assistir algo sem legenda alguma, eu certamente teria gravado um cd especial para aquele dia ontem, que foi o dia dele. no cd: daddy's little girl.

como falava ao gustavo, talvez o que mais me cative em everwood é a forma como grande parte dos episódios são layoutados. há, na maioria das vezes, o narrador da história, e possivelmente pra mim, é exatamente a presença deste narrador que faz com que a minha interpretação (para mais este seriado de drama da tevê americana) seja de uma grande, meiga e terna fábula da vida real. everwood poderia ser vista como uma refilmagem (muito dois zeros na casa das décadas) do the waltons, mas mesmo assim... the waltons nunca teve a voz de john beasley.

john beasley, o narrador das histórias da pequena cidade do interior do colorado (que leva o nome do seriado), é, em tela, o motorista de ônibus escolar, casado com a enfermeira de dr. brown que também se realiza sendo a mãe do então médico do outro lado da rua, dr. abbott. se determinados posts deste blog pudessem ser narrados, certamente desejaria que meu narrador fosse irv harper (o nome de beasley no drama).

narração de daddy's little girl com três cortes:
o arquivo tem um minuto e quinze e pesa 1,15mb. os dois primeiros cortes aparecem no início do episódio e o terceiro é a moral que fechou.

narração de 'tragic flaw':
o arquivo tem dois minutos e oito e pesa 1,92mb. narrado por gregory smith que cumpre o papel do filho ephram brown, esta narração fez parte do quarto episódio desta segunda temporada onde ele, provavelmente para uma aula de redação, deveria escrever sobre 'your own tragic flaw'. a leitura fechou o episódio.

matt nathanson teve música (do seu último disco) compondo a trilha do quarto episódio dessa temporada de everwood. nesse mesmo disco de nathanson, há uma cover de laid, do james (os arranjos ficaram legais, mas james é james).

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