we'll never stop living this way
quarto episódio da quarta temporada e ontem foi o dia de ligar minha televisão do futuro e assistir gilmore girls enquando observava os emails da manhã chegarem. se ainda não mencionei, a quarta temporada de meninas gilmore começa com o retorno de mãe e filha da europa: férias de verão antes do ingresso de menina menor gilmore à universidade. rory agora é freshman em yale, tem carro próprio e visita a mãe nos finais de semana além de comparecer tradicionalmente ao jantar com os avós, todas as quintas. a receita da WB em all new permanece a mesma - assim como lorelai gilmore. num roteiro layoutado dentro do mesmo padrão, este quarto episódio usufruiu bem das edificações da pequena cidade de stars hollow - na verdade, eu diria que usufruiu muito bem das edificações da natureza. então a história conta sobre o final de semana em que rory (agora com um corte de cabelo beirando os ombros) chega de surpresa para uma visita e descobre que dean, aquele seu namoradinho (pré o problemático jess), está para casar. o episódio termina com ela assistindo a saída do recém casado casal, da igreja. ela assiste da praça, atrás de uma árvore, e ela não chora.
eu não sabia o que exatamente escrever hoje, justamente quando meltoni.com completa um ano e adquire anuidade renovada até dois mil e quatro. é estranho porque enquanto um tic-tac me informa que há um ano eu estou aqui, outro parece aceleradamente funcionar, informando que em menos de uma unidade de mês, o meu prazo para a inscrição do mestrado termina.
essa semana eu escrevi para a minha segunda avaliadora na monografia. queria saber se este semestre ela estava a lecionar a disciplina mídias digitais para que quem sabe então, eu pudesse assistir uma aula. os dias da semana passaram exatamente como sempre passam e então hoje a resposta dela chegou. no pesar ou no pensar, a referência da resposta dela não ficou marcada pelo fato de me informar que não estava a lecionar a disciplina este semestre, mas sim no composto fato dela me escrever de toronto, "de onde estou escrevendo durante uma conferência sobre internet" - terminava o segundo parágrafo. suely fragoso terminou seu email com "espero poder ser sua professora no ano que vem, que mais não seja para compensar o fato de que você me 'escapou' na graduação!"
tendo recebido este, estava a conversar com o gustavo recém chegado da unisinos onde esteve a trabalhar em seu feriado de dia dos professores. gustavo disse então: she wants to be friends, e talvez tenha sido naquele momento que eu compreendi, em parte, os movimentos de âmbito emocional que me cercam atualmente.
meu namoro com o charles terminou porque charles queria ser amigo. dito que nossa amizade sempre fora a chave do relacionamento, charles quis manter a chave intacta e sempre em uso, abrindo as portas que sempre abriu, nos levando de um cômodo ao outro, de uma edificação a outra. como em microservos, onde o personagem dan narra sobre suas observações acerca do amor, é preciso lembrar daquele velho seriado de televisão - agente 86. logo no começo maxwell smart está atravessando um corredor secreto e tinha um monte de portas que se abriam de cima para baixo, e deslizavam, e etc. da mesma forma que o personagem de coupland, acho que as pessoas mantém um monte de portas assim entre si próprias e o mundo... mas quando alguém está apaixonado, todas as suas portas estão abertas, e as portas das pessoas também. e assim o sujeito sai passeando de patins pelos corredores, junto da pessoa que ama.
como dan dizia que não era muito bom nesse assunto, eu também posso dizer o mesmo. e por mais que microservos seja um livro jamais a deixar a cabeceira, talvez minha comparação à narrativa do amor de dan não seja lá tão exagerada assim. charles e eu nos apaixonamos em algum lugar por aí - e acho que é assim que as coisas acontecem - por aí. nunca tive uma amizade tão forte assim com alguém antes, e dessa amizade foram construídas chaves, chaves que eu e o charles carregamos para passear durante algum tempo.
as chaves foram deixadas com o zelador ou com o keykeeper (que ilustrativamente poderia ter as mesmas feições que o de matrix reloaded), e isso já faz duas semanas. por mais que eu não saiba como realmente agir de agora em diante, eu consigo sim reconhecer a frase 'he wants to be friends'. e então eu me lembro daquele sábado em que eu estava trabalhando na rádio e o celular tocou enquanto eu estava no ar. era charles me convidando para almoçar na casa dele, no domingo. um almoço no domingo que passou a ser quase que uma tradição, e que agora eu simplesmente espero que volte a ser um convite de final de semana. eu não carrego mais as chaves, mas eu não estranharia se ele abrisse a porta.
Comments
oh god...:´(
Posted by: gordinha | October 19, 2003 9:31 AM
pareceu dramático demais?
não tenho lagriminha. nenhuma.
Posted by: carmela | October 19, 2003 11:51 AM