máquinas projetadas ou razões biológicas que soletram códigos também
há passagens de santaella em a semiose do pós humano que me tomaram a mente além de numerados momentos. num capítulo que sem sombra de dúvida deve gerar maleáveis e duras críticas, santaella entra numa sistemática das novas tecnologias levando o leitor da robótica aos corpos híbridos. do cérebro humano as máquinas cerebrais.
segundo ela, por limitações físico-biológicas, o crescimento do cérebro não podia se dar dentro da caixa craniana. dessa forma, se o neocórtex não podia parar de crescer e não podendo crescer dentro da caixa craniana, a capacidade simbólica humana sempre esteve fadada a crescer fora do corpo humano, externalizada sub specie sígnica. então hoje o ser humano criou máquinas que imitam suas próprias funções, mas como diz santaella, esse processo de reproduçãp maquínica do corpo chegou a um ponto em que é o cérebro que está sendo reproduzido parte por parte em computadores. e é como se de fato o crescimento do cérebro da espécie humana, nos signos que esse crescimento extrojenou, necessitasse hoje de hipercérebros processadores, esses mesmos que são encontrados nos bancos de dados e seus infindáveis fluxos à disposição das redes.
dizem que em 1950, o criador do mouse, doug engelbart, observou que estamos enredados na complexidade de nossas ferramentas, e que talvez nossa única escapatória esteja em construir ferramentas para lidar com essas complexidades.
será que as máquinas cerebrais realmente reclamam pela criação de ferramentas que permitam o diálogo com o ser humano?
note: há quase quatro semanas minha avó está em porto alegre devido a exames médicos. hoje pela tarde minha mãe veio contar que minha vó também já espera ser diagnosticada com leucemia.