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the E at Delphi makes me think: what am I forgetting?

semana passada mandei um link com fotos do blogmeet (em palo alto) para o gustavo. em resposta, dentre alguns comentários, ele escreveu: 'vários velhinhos, né?'. no dia seguinte, o comentário acabou virando parte da conversa que tive com os webs numa das clássicas visitas que eu religiosamente faço quando vou pra uni. acabei me lembrando dela hoje enquanto lia tim o'reilly num dos textos que certamente servem de base para o afeto que tantas pessoas têm pela empresa e pela sua insituição humana.

sim, o tim já é um senhor velho com velhos amigos, mas tim em sua idade não deixa de ser o cara que faz o ari sentar do meu lado para ver fotos, que faz qualquer bom geek cobiçar alguns dos livros publicados por sua editora e que nos faz pensar que a internet tem uma gramática socio-técnica própria, tanto quanto cada produto dela o tem. parece que sempre quando observarmos qualquer produto da tecnologia produzida para a rede, descobrimos que essa gramática lhes dá a especificidade baseada na convergência e na interoperabilidade, envolvendo novas linguagens, novos comportamentos e novos simbolismos.

tim (em seu texto) descreve sua filosofia como chefe, que mais parece o chefe conselheiro da ala de psicologia empresarial. é interessante porque na idade de tim ele não parece ter envelhecido tanto quanto alguns jovens não-ávidos já envelheceram, e talvez porque tim, na sua idade, ainda se sinte tão jovem 'geek' quanto os microservos de coupland já o eram há quase dez anos atrás.

sim, tim é o verdadeiro chefe perfeito para os microservos atuais, para as pessoas que trabalham 'para' e 'na' rede. e eu não vou deixar de afirmar que ele enxerga a realidade promovida pela nova gramática organizacional que dentro da minha cabeça, leva em consideração que os media são sempre híbridos - técnicos, sociais e culturais - e que os usos não são apenas tecidos por uma lógica racional, mas também emotiva:

Happiness comes from stretching to reach ideals and from resting after the stretch, from winning but also from losing, if the contest brought out the best in you. Challenging, interesting work is probably one of the most powerful aids to happiness there is, yet in our culture work is most often served up as either drudgery or obsession. I want it to be neither; I want it to be something that gives satisfaction through the day and at the end of the day.

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