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há dores de cabeça que vem pra bem - mesmo. problemas com as horas complementares exigidas (em currículo) à minha graduação fez com que meu cérebro revirasse os últimos três anos e meio (vividos por mim) atrás de algum 'spooging' (segundo microservos, 'spooging' é um termo em informática pra quando se tenta enfiar uma coisa num outro sistema operacional de uma vez só e os resultados nem sempre são eficazes). é estranho ter que parar pra pensar onde gastei minhas horas, ver que elas foram gastas na rede, e que isso não me incomoda.
a mãe estava contando que semana passada escreveu ao charles pedindo que ele a ajudasse a me convencer a formar com a turma. os dois realmente me incomodaram (muito) dias atrás - mas ouvindo a mãe hoje - vejo que eles compreendem como minhas coisas adquirem sentido.
meu pacote vem com um grande defeito. eu sou uma pessoa que não aprecia muito música brasileira. apesar disso, eu sei fazer companhia a amigos em shows cantados em português e ouvir remixes roubados da tom bloch (sim, eu roubei o cd do iuri que era pro charles).
não, não tenho nada a comentar sobre los hermanos em porto alegre. o que tenho a comentar é sobre minha mais querida 'nerd' conversa de final de curso. traduzindo: passei metade da noite tagarelando com antigos colegas de trabalho da rádio sobre tolkien e senhor dos anéis (livro e filme). o euclides e o gabriel trabalhavam na rádio na época que eu trabalhei. o gabriel ainda está lá, mas nós três, além de colegas de trabalho (que fomos) somos colegas de cadeiras na finaleira e orientandos do mesmo quase doutor fabrício silveira. o euclides escreveu sobre o rambo (sim, o do filme mesmo) e o gabriel escreveu sobre os simpsons, e tirando o meu assunto que era nerdiamente mais feliz, nós três jogamos RPG. o detalhe ruim é que (infelizmente) os meninos estão sem DM (imagina se eu não ia me convidar caso eles tivessem), mesmo assim o gabriel ainda conseguiu me deixar feliz: ele contou que o marillion tem esse nome por causa do silmarillion. sim, eu gosto muito da banda (e nunca tive vergonha disso).
de qualquer forma, resta eu salientar que o mais importante de hoje não foi eu ter descoberto que o jason está de férias (veja 'lane'), mas sim eu ter recebido depois de seis meses de espera, o meu mais terno pedido. logo que coldplay lançou o segundo disco, eu comecei a pentelhar o charles sobre pianinhos. antes dele viajar eu pedi pra ele (acho que implorei e também acho que fiz ele prometer) que faria uma musiquinha com pianinhos pra mim. e então a musiquinha (que quase se transformou em lenda) chegou. charles disse que é uma prévia porque ele é perfeccionista e meticuloso, mas minha música é a coisa mais fofa desse mundo, e sinceramente... acho que é a minha cara. barulhinhos de criança, sonoras de crianças, tuque tuque e pianinhos. muito obrigada charles, você nunca se enferruja compondo, você sempre melhora (gênio).
não lembro direito o que veio primeiro. o grupo de amigos pyra ou o grupo de amigos fãs de dealership. digo isso porque o grupo é o mesmo, mas não lembro se foi via empresa ou via banda que descobri os amigos. não, eles não são meus amigos, mas são os personagens da minha ficção 'pyra vira oop'. enfim,... li no amigo (da banda e da empresa) matt sobre o show transformado em mp3 e estou a baixar musiquinhas. isso é bom. dealership costumava ser trilha sonora de chamadas de carmela na 103.3 FM.
charles não soube me dizer se o bill chegou a ler sobre o release novo da apple, mas viciado em cnn como ele é, fez questão de mandar linkezinho com foto do steve jobs parecendo steven spielberg.
e sim, chuck colocou no ar minha participação no blogumentary, e tirando todas as minhas críticas sobre mim mesma, fica o que chuck pôde concluir: sure, blogs are just a piece of code, but it's the person that brings them to life, that makes it "romantic" and "sensitive". a verdade maior sobre isso? o blog do chuck mediou a minha amizade com ele. e eu estimo muito esse menino. muito mesmo.
você lembra da carrie bradshaw no dia do episódio da namoradeira? no meio da madrugada ela saía para fumar nas escadinhas da casa do aidan e ela falava sobre os defeitos dela e sobre sua frustrada tentativa de parar de fumar por causa dele. então aidan disse que ela não era penas aquilo, que o pacote vinha com os defeitos e outras dezenas de qualidades e que ele estava aprendendo a viver com aquilo.
quantos defeitos será que eu tenho no meu pacote?
acho que eu estava na quarta série quando a minha mãe se formou. no ano seguinte foi meu pai. o gio desistiu no terceiro ano de faculdade e eu não estava no brasil quando o luigi se formou. os quatros, assim como eu e talvez como parte de um mal de família, quiseram abandonar o processo no meio do caminho. o único que assim o fez, o gio, se arrepende até hoje de te-lo feito e eu estou começando a achar que sofrerei um baque quando esse meu caminho terminar logo em breve.
restando menos de duas semanas do final do semestre eu queria entender o que tem me incomodado tanto. eu não sou muito fã da vida 'colegas' acadêmicos, sou uma aluna um tanto quanto relapsa, sou boca aberta com professores, não tenho muita paciência em assistir aulas, consigo amar professores e até mesmo desejar que muitos deles fossem parte da minha família. tenho preguiça de ir à faculdade, tenho preguiça de andar pelo campus enorme, odeio as burocracias, amo os webmasters do centro de comunicação e adoro os patos perambulando pelo gramado em tardes de inverno.
eu não queria dizer isso, mas acho que já estou com saudades dos meus três anos e meio na unisinos. sim, eu trabalhei muito lá, a viés nasceu lá, eu aprendi a construir em web lá, e foi lá que eu aprendi a amar academias. acho que o meu pacote unisinos veio cheio de pessoas também. e talvez a maior verdade seja que o pacote unisinos do qual sentirei falta, é justamente aquele que quando eu abro, só enxergo cabecinhas brilhantes.
sim, o coquetel dos formandos foi hoje. e sim, eu queria saber se o bill já leu isso. e sim, andaram mexendo no google porque os comandos de busca que eu havia aprendido não estão mais funcionando.
bill, i have to tell you impress me sometimes. i致e never noticed before but msn (the plus version) has chat logs archived by months! and bill, i was looking over my chat logs and guess what? i've got one txt file over one mega in each month. i'm pretty sure you won't need to guess from whom it is.
obviamente que depois de ter assistido nove vezes o primeiro filme do rodrigo garcía eu não iria perder o segundo. sim, o rodrigo é filho de gabriel garcía márquez, e sua primeira direção foi em ten things you can tell just by looking at her que assim como ten tiny love stories, foi escrito por ele (rodrigo).
kathy baker é a única atriz comum nos dois filmes, personagens diferentes, mas a montagem de ten tiny love stories lembra muito a configuração típica de rodrigo em things you can tell: uma colagem numerada e perfeita.
rodrigo seria um clássico da literatura pra mim caso ele escrevesse contos e alguma editora publicasse coletâneas anuais que eu pudesse encontrar para comprar. eu acho magnífico demais a forma como ele constrói e descreve as mulheres, com seus personagens, suas atitudes, seus gestos e seus semblantes. ten tiny love stories parece um encontro com amigas que poderíamos ter em nossas vidas pessoais. cada uma com uma pequena história marcante de algo que se foi, mas que ficou. cheiros, situações, gostos, cores, formas, dores, alegrias e aprendizados. certamente que radha mitchell abre o filme pra ser muito mais significante que sua passagem por phone booth que agora nem consegue atingir uma qualidade razoável em filme.
é engraçado porque o filme me deixou pensando sobre qual seria minha história e ela nunca demora muito pra vir porque um dia eu fiz dela uma curta ficção.
pela quarta vez desde que comprei o computador novo tentei me adaptar ao som dos amplificadores NEC - em vão. despluguei tudo e pluguei tudo de volta mais uma vez. acho que eu e meus cabos de entrada e saída não conseguimos abandonar o som sem chiados do system sony, e dessa vez eu resolvi separar as caixas do aparelho e coloca-las em lugares diferentes. acho que a acústica do workspace vai agradecer (e quem sabe até melhorar).
depois de um dia inteiro filmando a minha última reportagem em tv da faculdade (lá em ivoti) não tive coragem de encarar pré estréia de o que fazer em caso de incêndio tão tarde da noite. apesar da nossa incubência em ivoti ser a colônia japonesa, não conseguimos ficar muito longe de histórias sobre a colonização alemã da cidade no século passado. acho que possivelmente foi um almoço com demasiadas discussões sobre conflitos e guerras que me ajudou a chegar em casa com cabeça pesada e um desejo de cama imenso, pena que chegar em casa é sempre pré-requisito para consumo de bytes.
com o charles viajando, este final de semana meu msn ficou tão quieto quanto meu cérebro cumprindo os trabalhos que tinha pra fazer. obviamente que o cérebro foi destinado às áreas do meu afeto como ler sobre the missing-future, como querer todos os livros da série technologies: studies in culture & theory (eu quero muito graham macPhee), como ouvir muito switchfoot e não me importar de saber que eles são gospel pelo allmusic.site.
daqui a pouco tem rodrigo garcia. eu não quero perder.
vou aproveitar que o charles viajou este final de semana para escrever este post. ele é a pessoa que mais controla as atualizações desta página, mas se eu postar mais amanhã talvez ele não veja este e não reclame do meu confessionário (de coração).
quem me conhece sabe que eu considero microservos o mais lindo (livro) blog impresso encontrável em estantes, e quem leu o livro sabe que no início do outono de 1993, Dan escreveu: 'nos últimos tempos, não tenho conseguido dormir direito. por isso, comecei a escrever esse diário tarde da noite a fim de encontrar os parâmetros da minha vida, e pretendo esclarecer a natureza dos meus problemas - só assim, espero, conseguirei resolve-los'. - e eu gosto de lembrar dessa passagem sempre quando me deparo pensando nos motivos que levam alguém a iniciar um blog.
eu tenho um carinho muito especial pela história do charles na blogosfera e eu seria incapaz de listar os motivos deste. é óbvio que a minha observação da natureza dele nesse meio vai além do olhar 'voyer' mas isso não influi na capacidade que ele tem em me surpreender cada vez mais. sim, hoje ele tem um bookmark especial só com os blogs que lê diariamente, mas há um ano atrás ele ainda tentava entender o que era um blog. acho que poderia dizer que ele entendeu o que eram blogs quando criou seu primeiro, via endereço blogspot, mas desde aquela época o charles sempre me disse (como diz até hoje) que não sabia 'blogar'.
a verdade é que o charles se descobriu com a prática. quando ele abandonou o blogspot, migrou para um antigo sistema de atualização que configurei no servidor dele, mas que não rendeu muito a não ser por algum período - com já relatos da viagem e estadia dele no canadá. quando instalei um mt pra ele, ele me prometeu melhorar e consideravelmente isto aconteceu - porém - esta mesma promessa me foi feita quando ele me pediu um layout novo para o site dele.
eu prezo da mesma forma que imensamente estimo cada uma das conversas e discussões que temos sobre o assunto 'blogs', fosse sobre o dele, fosse sobre o meu, fosse sobre os de outros, fosse sobre o movimento em si. e eu acho que não estaria muito errada em dizer que charles, há mais de um ano, vem tentando se achar e se sentir feliz dentro da blogosfera. claro que eu sempre quis que ele fizesse parte dela e claro que eu sempre o incomodei para tentar, continuar, postar mais, escrever mais, gostar de um blog tanto quanto eu gosto e é claro que eu não estaria escrevendo tudo isso se não achasse que assim ele o fez.
toda vez que o charles me diz que não sabe 'blogar', eu respondo 'there is no wrong way to keep a weblog'. e então eu abro meu browser, e encontro coisas como essa e então eu navego mais um pouco e releio coisas como essa e então percebo que mesmo sem ele perceber, ele se tornou um coração pulsante lindo,... que eu estimo muito em encontrar dentro da blogosfera.
eu adoro a versão charles em diário e eu acho que ele é um pequeno microservo, entende?
o gio costumava ser babá da filhinha de um artista plástico na época que ele morava em cuiabá.
gio: I spoke with Nina Sodre, which is Adir Sodre's (the painter) daughter, and she showed some interest in meeting you. she's living in POA and I think she might be just a little younger than you.
a nina me escreveu alguns dias atrás e eu realmente acho bárbaro a forma como o gio me pluga com outras pessoas. a sensação que eu tenho é que de tempos em tempos ele encontra uma forma (através de alguém especial) que seja capaz de me trazer um pouco dele pra perto de mim. sim, eu tenho saudades do meu irmão.
o alemão (meu tatuador) ligou quarta à noite avisando que em julho estará em porto e que precisa retocar minha última frase. assim como na noite antes dele partir para são paulo, a ligação dele me pegou muito de surpresa. ele tem cabelos de bebê, igual ao seth (eu precisava linkar este post).
o dia que conheci o pai do charles foi o mesmo dia que o pai dele conheceu meu pai. nesse dia meus pais tiveram a primeira crítica quanto ao meu 'inglês', possivelmente um feedback que eles estavam esperando há anos depois de tantas andanças (em parte) financiadas. segundo o pai do charles meu aprendizado deve ter sido bom porque ele não pareceu desgostar do meu inglês, mas minha séria tendência a detestar meu conhecimento pena até hoje.
sim, eu ri muito (como de costume) quando conversei com chuck (+), e o bom de termos trabalhado simultaneamente separados (ele gravando o audio e eu o video) é que ele ficou com o arquivo mais penoso para auto-críticas (minhas). entre um bocado de assuntos díspares colocados todos juntos numa curta conversa, chuck me fez comentar sobre a monografia e fez questão de criticar minhas (possíveis) conclusões. ele opta pelo lado romântico da investigação enquanto era disso que eu mais fugia no final da pesquisa. no fundo, parece que o percurso investigativo que comecei um tempo atrás não chega ao fim... porque cada vez parece mais óbvio que a sensibilidade em weblogs é fruto da receptividade, onde essa sensibilidade poderia ser entendida como o sistema de representação social que produz e faz circular um conjunto de significados coerentes sobre uma determinada área do conhecimento. e é bem provável que o coração seja uma dessas áreas.
o plone parece ser muito querido, na verdade ele é mais do que querido porque ele não tem o mesmo problema do zope. o plone tem (disponível) o método padrão de instalação de aplicativos linux!
isso quer dizer que: ./configure e make corresponde a:
- Install Zope, follow the instructions contained in INSTALL.txt to complete this.
- Install CMF, follow the instructions contained in INSTALL.txt to complete this.
ps.: meus neurônios vão voltar a trabalhar - muito, e isso quer dizer que eu pretendo bater o record de instalação do mt. porque o mt me deu mais de um mês de dores de cabeça.

cada um detém uma crítica diferente sobre a produção do chuck. eu tenho a minha e você tem a sua e todos nós juntos fazemos parte do primeiro punhado de críticos da área (tema da produção) a avaliar o trabalho deste (indie) produtor e diretor de obras (em termo) ousadas. vale apoiar. ele merece. eu admiro a iniciativa (até porque foi educadora pra mim).
existe uma lógica que torna qualquer coisa interessante pra mim. é a lógica do encontrar. enquanto eu não encontro uma brecha, um pixel, uma palavra, uma fagulha de vida em qualquer que seja a coisa, essa coisa é totalmente inútil e desinteressante pra mim. quando eu encontro essa brecha, esse pixel, essa palavra, essa fagulha,... absolutamente todo o meu 'pensar', 'olhar' e 'sentir' à coisa modifica.
turkle diz que os computadores não seriam objetos culturalmente tão poderosos como o são se as pessoas não estivessem a apaixonar-se pelas suas máquinas e pelas idéias que as máquinas veiculam. eu concordo com ela.
quando eu quis aprender zope, eu precisei encontrar david rasch. mark pilgrim obviamente me fez querer aprender sobre python, e certamente eu não usaria movabletype se não existissem os trotts. até hoje eu só consigo ler blogs desconhecidos se encontro um link com 'about', e foi por isso que pra continuar lendo sobre o plone (indicado), eu precisei encontrar a equipe.
outra forma de explicar a minha lógica é aquela que diz: enquanto eu não conseguir contar uma historinha de vida, it's worthless. assim... o que é a ânsia pelo próximo aplicativo senão uma pesquisa em busca da identidade humana?
nicole (que é australiana e jornalista) escreveu um artigo (muito bom) sobre blog tools. lá ela diz: there are two kinds of bloggers. those who want complete control over every morsel of their website, and those who'd prefer someone else did all the hard work. it follows that there are, broadly, two kinds of blog tools - those that are hosted and those that could be described as a handyman's delight.
estava lendo as reviews dos livros da turkle na amazon e simplesmente tive de ler todas as reviews feitas por alguém chamad(a) raquel. então eis que descobri que a raquel é colega de doutorado do miro na puc.
tirei muitas horas do dia pensando no paulo. o paulo é um garoto que mora nas filipinas e que no início de maio desse ano terminou a tese de mestrado dele - sobre blogs. no término ele postou: celebrated with a pint of guinness and a pizza with classmates, then came home and collapsed into bed, close to tears and thanking God.
eu sinto saudade da monografia. e ela é grande.
o paulo tirou férias quando terminou a tese - férias do blog dele. eu não consigo, mas também não ando achando minhas idéias pertinentes. isso pode mudar amanhã quando eu acordar e decidir ir abraçar um blog novo, ou pode mudar quando amanhã eu decidir cuidar do site do dany, ou pode mudar quando eu acordar e decidir reformular minha agenda de atividades.... e decidir prosseguir com meu (auto)aprendizado em Zope, ou simplesmente quando eu decidir ir na digimer trocar a extensão usb que comprei errada (anta).
de qualquer forma, acho que vou começar antes de dormir... por aqui:

ainda não consegui me achar. se é que eu tenho uma rotina nova nesse pós-entrega da monografia, eu ainda não descobri como ela é. tenho mais tempo para pensar em tudo e em qualquer coisa, mas meu fluxo tem sido fraco pra qualquer assunto e a única coisa que senti aumentar foi a saudade.
sim, ontem teve jantar de comemoração na residência, e três dos quatro apoiadores da minha luta estavam presentes. claro que o pai e a mãe não podiam ficar de fora principalmente porque o dom da comunicação na família é do pai e não minha. vinho demais que me pôs a dormir cedo e lembranças sem foco nas fotos (habituais) que eu tiro. eu queria fazer uma janta todas as semanas em casa. eu teria trilha sonora pra cada uma delas: words of wisdom and hope.
chuck: did you know blogs could be rock and roll?
meu irmão do meio ligou para informar o 'gênero' de seu primeiro filho. sim, eu serei tia de um gurizinho que terá o nome de lorenzo.
sim, um dos meus professores de rádio se tornou avô (realmente) no dia onze. como tínhamos reunião ontem, fui preparada com pirulitos toddynho (vai comprar porque é produto recém lançado e são tri-bons!), enquanto ele já estava preparado com coisa melhor. não, ele não montou um blog sobre sua nova faceta como avô, mas ele me mostrou o neto theo, numa página da web.
sim, eu entreguei a monografia ontem. impressa, encadernada, arquivada - linda. ela é linda porque não é perfeita (certamente encontrarão erros ortográficos) e porque não foi um exemplo de pesquisa investigativa. seus defeitos e suas falhas a tornaram linda porque foram resultados do percurso - do 'meu' percurso a construindo e a montando com as pecinhas que encontrei não apenas nos 43 dias burocraticamente destinados a ela, mas em todos os já meus anos desbravando a (há) vida na internet. sim, eu estou feliz. e sim, estou orgulhosa de mim mesma de uma forma singular, de uma forma que me fez pedir abraço pra tantas pessoas ontem.
não lembro pra quem comentei, mas algo nas últimas semanas me dizia que eu estava penando tanto em terminar a monografia porque não queria terminar. eu tinha medo de que quando o 'hoje' literamente chegasse, eu me sentisse sozinha e vazia por não ter mais a minha pesquisa para cuidar. mas então ontem eu não chorei, não me senti sozinha e disse ao charles que, em termos, eu não preciso parar de estudar os blogs porque eu sempre falo sobre eles aqui. e aqui eu não preciso falar em 'grego', entende?
a organização de toda a bagunça deixada já foi parcialmente feita e meu workspace volta agora ao normal. sim, a versão 'monografia para meltoni.com' está a caminho, mas agora eu quero sair pra dar uma volta.
você já abraçou um blog hoje?
comprei uma extens縊 de usb de tr黌 metros. duas vezes o meu tamanho (comprimento), essa compra deve ter sido reflexo da quantidade de horas que passei dentro do cinema. Just a kiss e O homem que copiava. Furtado foi feliz, mas Fisher Stevens foi mais criativo inovando n縊 no roteiro, mas na fotografia e anima鈬o.
tirei o dia pra sentir saudade. de seres humanos.

de conversas:
acho que não amamos pessoas, sabe? acho que amamos as coisas que fazemos para mediar nossa vida com essas pessoas, e que amamos as coisas que as pessoas fazem para mediarem-se conosco. já pensou nisso?
ele se chama fabrício, tem o sobrenome silveira, atua como professor e um mestre (quase doutor) em comunicação, e é meu orientador. mas ele também é um 'self'. e o self dele me escreveu:
é uma pena que não tenhamos encontrado tempo para conversarmos mais, e mais calmamente, ontem. você viu, e bem sabe, como ficam os ânimos e as correrias nestas alturas do semestre. mas isto tudo passa e nós sempre sobrevivemos. ao final, não posso deixar de dizer de novo: Parabéns! se não posso estar aí para renovar o abraço e as felicitações (será este teu aniversário mais marcante?) pode ter certeza que, em compensação, abraçarei os blogs (e, hoje, o teu especialmente).
charles (o mais espalhafatoso): feliz aniversário!!
carol (a mais cantora): você sabe a música, né?
família toninelo (a tradicional): o café na cama.
roger bentlage (a maior surpresa): Little One, I couldn't let this day pass without wishing you a wonderful and happy birthday. Although I don't write often I think of you frequently and hope all is well with you and your family. We look forward to the day we can see you again. Love and hugs, Dad.
às vezes tudo o que eu preciso está muito próximo de mim, e o 'às vezes' geralmente é 'sempre'. estou escrevendo antes de sair para a faculdade me encontrar com o fabrício. esta noite é pra ser a minha última reunião com ele antes da entrega da monografia, e apesar de ontem eu ter esgotado todo o compartimento (patético) de lágrimas que eu tenho, meu último capítulo não ficou pronto.
acordei meio decepcionada por não ter sido capaz de terminar à tempo, mas sinceramente não me devo culpar por isso. o fato de eu ter apenas conseguido escrever três páginas hoje não deve fazer com que me sinta menos capaz, e isso eu estou falando pra mim mesma porque eu quero fazer um carinho a minha mente, entende?
este aniversário me deu o que mais precisava: acolhimento. o dia me acolheu com braços longos e abertos e me abraçou com uma ternura que certamente eu não irei conseguir moldar em nenhuma imagem de formato eletrônico. não hoje e talvez nunca. o que fica é a minha quietude, minha cara de choro (porque eu me emociono muito fácil com qualquer coisa), todas as palavras meigas que ouvi e que li, todo o fluxo da rede (que continua me abraçando todos os dias), e todas as expressões de afeto que não precisavam sequer terem sido ampliadas hoje, porque a minha percepção diária as processa todos os dias.
nove anos atrás eu ganhei meu primeiro computador, um 486 trazido da fronteira sul matogrossense com o paraguai. seu modem 14.4 foi conectado via dial-up aos servidores do universo online e assim eu me tornava meltoni@uol.com.br - alguém na rede -, pela primeira vez. nove anos online e nove anos com o universo. mal posso esperar para completar uma década (eu sou deslumbrada, não se esqueça).
ps.: percepções do meu irmão de trinta e um anos:
credo, tô ficando "velhinho" (he..he...). minha irmã, in the mid 20's....
um de meus professores: 'desculpe, na ânsia de te responder o e-mail, esqueci de te falar do neto. ele tá chegando. hoje a karina foi à médica e tudo ficou marcado pra amanhã. agora vai ou racha... portanto, a partir desta quarta feira à tarde, mais ou menos nessa hora, já poderás me chamar de Vovô Luciano...'
tive de chamar um motoboy para entregar um bom pedaço da monografia na casa do fabrício. o que eu chamo de um bom pedaço são quarenta e uma páginas referentes ao meu quarto capítulo que é o coração da pesquisa empírica. é bem provável que me orietador prefira chamar de coração a análise, mas eliminando o pensamento da lógica e repousando meu automatismo natural em poder nomear meu próprios procedimentos - enfim... lá se foi meu coração pra ele.
o fabrício disse: 'ao se aproximar o fechamento formal de um processo de trabalho, você acumulou realmente muita coisa para dizer sobre um assunto, muita consciência crítica sobre o modo como o abordou (vê bem suas limitações, inclusive) e foi realmente impactada pelo exercício'.
o fabrício diz que isso é ótimo, mas minha mente dificilmente cede em concordar. o fato é que esses dias eu pensava sobre de que forma minha monografia estava sendo útil. de que forma ela estava sendo investigativa, de que forma ela tocava na sensibilidade da recepção, de que forma ela encontrava um discernimento humano. e a verdade é que eu falhei em muitas partes. e eu afirmo isso em minhas considerações finais da mesma forma que detecto e menciono isso em minha análise. o fato da dificuldade que eu tive em me distanciar do objeto que estudava foi crucial. eu deveria ter ido até plutão para observar a terra, mas eu optei em ficar em vênus porque era um planeta mais 'romântico', e sim, essa é a melhor analogia que eu consigo encontrar para descrever a propensa falta de racionalidade nata em mim.
se minha monografia fosse apenas de âmbito teórico, sua validade seria zero. por ter ela buscado a prática do exercício empírico, ela conseguiu resgatar a escola humana que é em prática a produtora do conhecimento. é engraçado como a escola de chicago das teorias de comunicação me ajuda tanto nessas horas a abrir caminho para correntes teóricas sem deixar de me mostrar a importância e originalidade das pesquisas qualitativas.
às vezes eu acho que um estudo de caso deveria durar anos ao invés de semanas ou meses. aquele que pesquisa tem de estar tão preparado para lidar com uma variedade de problemas teóricos e com descobertas inesperadas, que às vezes parece quase impossível utilizar tudo isso para reorientar o trabalho. parece ser freqüente o surgimento de novos problemas que não haviam sido previstos no início da pesquisa e que se tornam mais relevantes do que questões iniciais. e algumas vezes isso nos deixa perdidos.
help wanted: graduate research assistant
tive de chamar um motoboy para entregar um bom pedaço da monografia na casa do fabrício. o que eu chamo de um bom pedaço são quarenta e uma páginas referentes ao meu quarto capítulo que é o coração da pesquisa empírica. é bem provável que me orietador preferiria chamar de coração a análise, mas eliminando o pensamento da lógica e repousando meu automatismo natural em poder nomear meu próprios procedimentos - enfim... lá se foi meu coração pra ele.
o fabrício disse: 'ao se aproximar o fechamento formal de um processo de trabalho, você acumulou realmente muita coisa para dizer sobre um assunto, muita consciência crítica sobre o modo como o abordou (vê bem suas limitações, inclusive) e foi realmente impactada pelo exercício'.
o fabrício diz que isso é ótimo, mas minha mente dificilmente cede em concordar. o fato é que esses dias eu pensava sobre de que forma minha monografia estava sendo útil. de que forma ela estava sendo investigativa, de que forma ela tocava na sensibilidade da recepção, de que forma ela encontrava um discernimento humano. e a verdade é que eu falhei em muitas partes. e eu afirmo isso em minhas considerações finais da mesma forma que detecto e menciono isso em min
sim, o título acima refere-se a conferência ClickZ Weblog e lalalás, e sobre tudo o que o que li e que não irei comentar porque simplesmente não tive tempo de fazer todas as leituras - devidas - sobre ela, a conferência.
mas se bem que...
você podia dar uma passadinha no blog do anil pra ver como ele é querido (deve ser por isso que ele trabalha para os trotts).
este será (aparentemente) o primeiro ano (em vinte e três já passados) em que eu não estou com pré-crise de aniversário. a bem da verdade eu não sei se estou em crise ou não porque há um fluxo muito grande de stress esta semana vindo de diferentes lados que exigem a minha atenção: entrega da monografia, um projeto de foto, conserto no apartamento da mãe do charles, luciano albo e a entrega dos baixos para as músicas do brian, seção de fotos do b9productions, e os preparativos do jantar comemorativo para levar embora todo esse stress.
além disso, acho que peguei a mania da carol porque estou num repeat sem parar de sra.costello enquanto as dezenas de páginas só vão aumentando.
eu também queria dizer que o digmi é um site bacana e que é o mais atual link do meu box of information que não recebia um linkezinho sequer há meses. e eu também queria dizer que eu não vejo a hora de sexta à noite chegar pra eu poder fazer uma limpa na bagunça que está todos os meus favorites no IE (a mãe tem contribuído na bagunça).
isso só aumenta a minha estima pelo chuck.
fabrício escreveu, e está tarde e eu precisava ir dormir - mas eu não consigo. eu descobri uma bonus track no meu cd do Lamb comprado há mais de um ano (e você já deveria saber porque eu gosto de Lamb), eu recuperei o índice de utilização de 'produtos bill' com bonus meigo, eu fui aconselhada a desistir de carregar os tijolinhos e os sacos de cimento (na construção da ponte) para carregar penas para a construção de um pássaro, eu lembrei do gustavo falando sobre weblogs tirando a fotografia da web, e eu ouvi john mayer cantando 'should have smiled in that picture'.
a utilidade do trabalho da pesquisa segundo meu orientador é:
'fazer com que o pesquisador saia afetado, perca e reencontre, em outro lugar, ou em outro nível, aquilo que lhe dá eixo, aquilo que lhe fisga o interesse, a curiosidade, o prazer e a vida, enfim.'
mitch karpor (do open source applications foundation) foi um dos americanos que me escreveu se desculpando por não responder a pesquisa que desenvolvi para a monografia. eu devo ter recebido uns sete emails 'meigos' como o dele, e cada um desses sete, tinha uma justificativa única, respeitável e humana. eu sempre gostei do mitch porque ele sempre gostou do movabletype (bem diferente ultimamente do dave winer que anda criticando a empresa do casal trott). mas voltando ao mitch, ele estava contando ontem da mudança dele do IE para o mozilla. sim, o mitch (assim como eu e os que ainda estimam o bill de alguma forma) usa windows como OS dele, embora tenha MAC e Linux rodando em separadas máquinas de seu ambiente de trabalho. desde o início do semestre deste ano eu andava pensando em fazer essa mudança que o mitch fez ontem, mas como o mitch é sempre uma referência 'cuca' querida, suas observações práticas são realmente consideráveis pra mim: I concluded deprecated support of Mozilla is a good reason to consider using something else besides MT for a weblog editor. (sinceramente? eu acho que o que incomoda tanto dave winer é que o casal trott - que tem quase a metade da idade dele - foi capaz de desenvolver uma ferramenta muito melhor que que as que o radio produz).
sim, eu tive provão do MEC esta tarde e sim, eu encontrei meu coordenador na entrada da escolinha de crianças em São Leopoldo e sim, eu dei um abraço nele. foi o primeiro abraço que dei nesse senhor 'meio fechado', 'meio grisalho', 'meio barbudo' que sim, desenhou um mapinha muito fofo pra me ajudar a chegar na escola de crianças bem direitinho. a mãe costuma dizer que eu tenho um sério problema com 'primeira impressão' e bem sei que ela não está errada. fiquei feliz de abraçar o senhor meu coordenador de curso. sobre a prova? o que dizer quando uma das questões faz referência a um dos teóricos da minha monografia?
sim, o índice de utilização 'produtos bill' para diminuição de saudade não melhorou hoje, e estou pensando seriamente em utilizar os cabos opticos da telefonia brasileira (via embratelll) para amenizar o mal fluxo de concentração que meu cérebro está tendo hoje. e ao que eu penso nisso, me lembro do que eu e gustavo falávamos ontem em algum horário perdido do dia. 'se você pudesse escolher ser qualquer outra coisa, fora a sua profissão, fora algo humano e sim 'um algo' ou 'alguma coisa', o que você gostaria de ser?'
desde que me conheço como residente de porto alegre a edificação do Croco era uma escola de dança muito amarela que ensinava salsa. ontem me disseram que a Croco teve seu auge lá pelos anos 80-90, justamente quando tudo o que eu sabia de auge sobre casas noturnas se resumia à Chatanooga das 'tommy boy nights' que meus irmãos costumavam promover. sim, naquela época eu ainda usava muita camisola e virava minhas noites construindo novas mansões (dentro dos meus armários) para as minhas barbies.
carol: ih, ela já dormiu?
lú: também,... com essa musiquinha e o balanço do carro...
as barbies ontem à noite eram algumas publicitárias perdidas pelo mundo (obrigada pela saída, carol!) e o melhor foi ter parte da noite de ontem ao som da loira (que segundo a carol deveria ser negra).
where do you go when youre lonely?
não estou mais acostumada a pensar em dormir sem saber se o charles não teve dor de cabeça durante o dia. e eu juro que tentei ocupar a minha mente com diversas coisas diferentes e interessantes pra esquecer o índice baixo de utilização 'produtos do bill' que meu dia de hoje teve. espero que o bill não me queira menos devido a isso (na verdade ele me ajudou a repensar o sentimento 'saudade', sim, eu acho que o bill tem um coração grandão).

gustavo mandou quase todos os arquivos do 'close personal friend' do coupland enquanto o rubino terminava de instalar o phpbb para começar a instalar um mt pra ele. esses são meus amigos. nerds que se acham 'nerds de boutique', geeks que são geeks fazendo 'quarentena' em dez dias.
lembrei do charles perguntando essa semana se coupland não tinha um blog. respondi que não e apesar de ter acrescentado que parecia ser melhor ele não ter, é bem verdade que me intriga o pensamento sobre 'os assuntos dos posts dele'. que ferramenta ele utilizaria? sobre o que ele escreveria? como ele escreveria? ele citaria links? com que frequência ele postaria? - o platônico imaginar parece ser melhor do que o real às vezes encontrável.
sim, o chuck escreveu perguntando se ao invés dele vir até o cenário dos blogs brasileiros eu não o ajudaria levando um pedaço do cenário até ele. esse menino realmente não pára de me surpreender e de uma forma que eu não sei descrever bem, me sinto carregando pequenos tijolinhos e sacos de cimento para a construção de uma ponte, um viaduto, uma imagem urbana metaforicamente ligando nós aqui - a ele lá. ele deu um nome a essa tarefa: correspondente.
eu não sei se já falei sobre isso aqui antes, mas eu tenho um sentimento chamado coupland. será que você também tem um sentimento não descrito pelos dicionários?
se hype é o recorrente documentário citado nas cadeiras de mídia do fabrício, 24 hours party people tem todas as chances de se tornar o futuro título filmado em câmera digital com estilo de documentário a ser utilizado como referência para o curso de cultura midiática e música pop nos anos 90 do gustavo.
mais do que justo, já que o charles (exibido) foi para os eua hoje, acabei encontrando a nonô (com um waffle) e o diego (com a namorada) no cinema. sim, eu chorei porque o sean harris como ian curtis vestido de branco me comoveu. sim, eu odiei happy mondays porque eu odeio happy mondays. e sim, eu gostei de steve coogan como tony wilson porque no final das contas, o deus dele existe mesmo.
ontem eu recebi um pacotinho lindo de muito, muito longe. dentro dele havia dois pares de meias mais lindos ainda. isso compensou a sessão de fotos ultrajantes (minhas) do ano passado que o charles teve a bondade (sacana) de me mostrar.
acho que estou aliviada de não ter visto o resultado da matéria sobre o viralata que a MTV-RS fez. depois de na semana passada eu ter visto o resultado da matéria sobre blogs da tv unisinos, definitivamente vou ter de bater meus pés até aceitar que aquela merda toda vai ao ar. eu não sei se realmente deturpam o que eu falo ou se escolhem apenas o que de pior eu comento para encaixar em momentos terríveis.
lendo o chuck no post pós aniversário, me lembrei de algo que realmente me levou ao passado. lembrei de quando o gustavo me mandou o link do webring que ele estava estudando para a dissertação dele. durante muitos meses eu li o diário online de uma americana que por muito tempo foi o meu predileto. depois de um tempo ela inseriu senha para os leitores e eu escrevi pedindo para continuar a ler e uma senha eu ganhei. e depois que mais um tempo se passou, ela fechou o diário-blog e desde que isso aconteceu nunca mais soube dela. então o chuck me dizia na entrevista dele sobre seus sentimentos quanto a autores de weblogs que lia... e então ele me dizia sobre essa blogger de minnesota que ele tanto estimava e então quando em seu momento meigo de pós aniversário ele escrevia sobre as pessoas de sua vida e citava a blogger, eu percebi que ele também sentia o que eu senti há mais de um ano atrás. a perda.
quando nossos autores queridos e tão humanos se vão, eles geralmente nos deixam os mesmos desejos escritos: take very good care of you.
então segunda feira o Endler perguntava se eu continuava escrevendo. 'não' eu respondi. 'sim', era o que eu deveria ter respondido. até que ponto, dentro dos parâmetros jornalísticos, significa 'escrever'?
eu não ia comentar sobre os demasiados comentários que a cobertura da conferência do Wall Street Journal, a D: All Things Digital, gerou. eu não ia, mas a wired comentou esse assunto hoje, e tudo que me veio a mente foi: gillmor is right, so is denise... e toda essa reviravolta da mídia é fervorosa porque a liberdade inserida às 'vozes' dos weblogs compete com as 'vozes mediadas' do carrossel da mídia maior. o engraçado é observar que a mídia não tira proveito disso, e sim inibe, oprime e ultraja nossas vozes. eu acho triste perceber que não há canto do mundo ou espaço encontrado (na rede ou fora dela) onde nossas vozes conseguem ser um carinho aos ouvidos dos monstros maiores. a verdade é o bom dela é que nossas vozes valem para aqueles que nos creditam interesse e confiança. e a verdade maior e mais bela, é que isso certamente nos chega através de pessoas tão humanas quanto nós mesmos.
Jupiter Researchs Microsoft Monitor research service will help vendors prepare for market opportunities created by new Microsoft initiatives - isso tudo num BLOG.
quer dizer que não teremos mais versões de IE?
feliz aniversário, chuck.
minha credencial é linda, minha pasta é amarela demais, as filas estavam enormes, teve garoa e um pouco de atraso. manhã de abertura do IV Fórum Internacional de Software Livre e mais engravatados do que eu esperava. Sarney (agora senador) não compareceu, cheguei atrasada para a primeira sessão internacional com o Bdale Garbee e João Verle (prefeito de porto) devia ter ficado em casa dormindo.
Verle acha digno de seu governo prover endereços eletrônicos para cidadãos que nem ao menos tem teto para morar (casinha encontrada numa rua sob um número). ele acha digno relacionar o projeto da fome zero com o programa de software livre que o governo está dotando, ele acha digno estar acompanhado este processo há mais de três anos - e eu queria saber qual sistema operacional ele usa, e eu queria saber quantos emails por dia ele envia, e eu queria saber se ele não tem assessor de imprensa melhor.
alguém citou Paulo Roberto Pires na cerimônia de abertura e eu agradeço não me lembrar o nome da santa criatura que o fez. o Sérgio Amadeu, que representou e falou em nome do ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, e que também representa o ITI - Instituto Nacional de Tecnolgia da Informação, também estava lá. alguma santa criatura da assessoria de imprensa do ITI tomou quase todo o discurso do Verne como de Amadeu. mas a falha não foi absurda visto que em grande parte os dois queriam dizer a mesma coisa: que há o compromisso do Governo Federal em usar a tecnologia da informação no combate à pobreza, que programa Fome Zero resgata a cidadania e dá condições mínimas de sobrevivência, e que por meio da tecnologia da informação se torna possível romper com o ciclo da miséria, realizando o desenvolvimento sustentável e o crescimento do pais (e como!!). é impressão minha ou tem mais política envolvida nesse fórum do que qualquer outra coisa?

eu ainda prefiro chamar 'web' o que bill chama de 'internet'.
há vários motivos pelo formato da minha página de links. a principal é que, quando ausente de meu computador, eu consigo navegar pelos sites costumeiros sem precisar saber de cor as urls e sem esperniar porque não tenho meu bookmark.
mas se você conhece a minha página de links, você sabe que lá há um grupo de sites para encontrar emprego,... e esse grupo estava há meses esperando por mim. esperando pela meia tranquilidade que se aproxima, esperando pelo tão-meu esperado momento de 'ok, a monografia está nos 95% e é hora de começar um novo doc'.
claro que há outras páginas além daquelas. e essa é uma delas, e é porque sim, eu realmente penso em começar um novo doc e prosseguir como uma menininha que usa lentes de contato fora de casa e óculos quando dentro de casa trabalha.
um tempo atrás eu li uma frase em algum lugar que dizia: 'people who live indoors have ideas, people who live outdoors have style'. e essa frase sempre me fez lembrar meu orientador, apesar de eu não saber muito bem onde está a ligação entre um e outro.
a mãe me fez ir com ela conhecer o que estão fazendo com a antiga fábrica da brahma e eu definitivamente não sei se foi o dia nublado ou o real ambiente modificado que me deixou não horrorizada, mas totalmente frustrada. um único detalhe bom? ainda anda-se sobreparelelepípedo em algumas áreas.
leu a coluna do salam pax no guardian dessa quarta-feira?
já contei que não participei da mudança para porto alegre? às vezes eu penso que por não ter encaixotado nada para vir morar nesta cidade que acabei sempre me sentindo como uma turista por aqui. quando em maio de 99 eu desembarquei, fui direto para uma residência que já tinha todo um quarto com a minha cara, com as minhas coisas, com os badulaques sem fim de uma típica menina da minha idade e um espaço vazio sobre uma mesa esperando apenas seu ocupante - que na época era o laptop.
enquanto esperava o pai do charles no apartamento agora vazio, fiquei pensando nisso. e quando entramos no apartamento a sensação foi de 'esta ainda é a casa do charles'.
é estranho porque a minha melancolia foi totalmente desviada para observações patéticas. pra imagens como uma garrafa de coca cola ainda pela metade sobre a pia da cozinha, a bagunça dos jogos de RPG pela sala, o colorido dos dados, as dezenas de cabos pelo chão, dentro de caixas e sobre mobílias. foi desviado para um 'meio coelho' que um dia tentei pintar e que definitivamente não se parece um coelho, pros tubos de cd que me deixaram com vontade de gritar com o charles e dizer: 'pô, eles vão estragar assim'. foi desviado para as fotos nas paredes do charles que quanto mais o tempo passa mais elas parecem cenas do presente, pros monitores de video grandões que ele tem e que eu sempre invejava e que me deixaram com vontade de dizer 'agora eu também tenho um grandãoooo!', e principalmente para o scanner dele que me fez querer dizer: 'me empresta ele por uma semana pra eu organizar as minhas fotos de viagem?'
o pai do charles dizia ao tentar abrir a porta: 'ok, this key may go here... this is not my house. you know what i mean, right?' e na mesma hora lembrei do flavinho descendo as escadas em noites de RPG pra abrir as portas para os jogadores que chegavam (adicione comentário do charles nesses momentos dizendo:'ok, mas não faz barulho, eu tenho os meus vizinhos')
o melhor de ter ajudado o pai do charles esta manhã não foi ter sido obrigada a falar inglês com americano BA in english mas sim ajudar a transformar a casa lá - muito longe - onde o charles vive agora, num pedaço da casa real dele que de alguma forma ainda tem todos os sinais e características dele. foi como atravessar a rua e ir visita-lo. de alguma forma eu sei que fui, entende?
esse é um dos motivos que me fazem gostar ainda mais do keanu que se faz de neo na única tela que conhecemos da matrix.
este é um dos motivos que me fazem gostar ainda mais de pessoas que estudam cibercultura (sim, elas também gostam das mesmas coisas que eu).
esse é um dos motivos que me fazem ter horror a certos estudos sobre weblogs.
isto é a maior prova de porque eu acredito em academia e em weblogs e de porque eu gostaria tanto que meu orientador tivesse um weblog (eu sou pentelha).
sobre a conferência em chicago no final de semana passado? hummm, tem essa página, e temos essas imagens.
sinto falta de percorrer todo o meu bookmark de blogs. sinto tanta falta que apesar de estar escrevendo muitas páginas ao estudar um pouco deles para a monografia, sinto-me mais do que nunca ausente deles. as minhas longas leituras fazem falta, e eu estou tendo dificuldade em aceitar que o tempo destinado a eles foi empregado totalmente para fins acadêmicos. ou será que não?
charles mandou todo o novo new pornographers zipado esta manhã: electric version is an enjoyable and easy listen, chock-full of hungry hooks and brimming with indie rock's classic humility. pra quem já conhecia mass romantic (e sua interessante capa), o segundo disco só tem a ampliar a estima.
me sinto tão bem quando balanço meus pés...
recebi e-convite para o iseminar, seminário técnico e gratuito sobre a tecnologia Macromedia. esse ano o seminário terá edição em cinco diferentes cidades e são esperadas mais de 2.500 pessoas, mas infelizmente esqueceram-se de porto alegre. eu isso não me deixou muito satisfeita.
às vezes eu acho que as minhas idéias fogem para descansar.
as últimas onze horas foram ótimas para observar como a lei de murphy pode fazer sentido, mas como me nego a acreditar nela, permaneço acreditando apenas na lei de moore (até pq eu queria ser sobrinha do gordon).
sim, a minha placa de rede morreu por volta da uma da tarde e porque eu tenho um super analista de suporte que adora fazer plantão aos sábados na residência, por volta da meia noite o PC voltou a piscar seus olhos brilhantes.
11h30m: abre logo a máquina. a placa morreu, vc tem que entender.
o último doc da monografia não abriu mais desde a queda de energia ontem. cópias de backup desconfiguradas e lá fui eu defender a tese de que folhas de estilo (as CSS) são bem mais simpáticas que formatação em word. sinceramente o bill podia ser mais criativo (tô começando a falar mal dele, mas confesso que não gostaria).
sim, eu assisti smallville e legally blonde porque apesar de ter rede interna na residência, o analista de suporte fez questão de usar as duas máquinas. Resse Witherspoon realmente me ajudou a me sentir melhor e até brócolis eu cozinhei para o jantar. e eu não vejo problema nenhum em dizer que quando eu sento no meu PC para postar alguma coisa, eu não me privo de escrever sobre as coisas que me são pertinentes e que fazem de mim o que sou.
sim, eu fiquei chateada hoje. e isso me lembrou a época em que eu era microserva no blogspot. me lembrou um comentário intrusivo sobre minha relação terapia x emocional. me lembrou porque eu abandonei o microserva no blogspot. me lembrou minha monografia e a relação autor x recepção x interpretação x leitor x sensibilidade.
diferente de umberto eco, eu não acredito em leitor ideal. e sim, eu acredito e sou pró-receptor ativo. eu realmente não estou na academia pra pesquisar os prós e os contras da internet. por sinal, sou totalmente descrente a pesquisas desse tipo - o que acontece é que sim, eu sou deslumbrada. eu tenho amor pelas coisas que me dão paixão. e finalmente um dia eu consegui colocar isso pra fora. a minha monografia (pronta) será o maior exemplo e prova disso. ela é um estudo sobre a imperfeição e sobre a liberdade comunicacional da web vista a partir de um grupo de weblogs. sim, eu não me importaria de ser chamada de asshole como alguns entrevistados chamaram determinados bloggers. porque enfim, esses blogger perceberam muito antes de mim que o bom mesmo é podermos ser o que de fato somos. e eu gosto de quem sou.
eu gosto do bill apesar dele não saber que eu existo, eu gosto de MACs apesar de não cogitar ser usuária deles, eu gosto de falar sobre a internet porque ela é em parte onde trabalho e em parte onde eu vivo, eu gosto de falar sobre software porque como qualquer criança eu gosto de ter brinquedos novos e eu gosto de estudar blogs porque um dia alguém me aconselhou a não abraçar o mundo inteiro, então eu decidi abraçar apenas os blogs. e sim, eu realmente espero que você entenda tudo isso.
o remédio é a experiência como diz Jason Marz, e ano que vem eu completo uma década de internet. e eu acho isso muito bacana.
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