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have a piece of my mind... or maybe not

será que o meu problema é o deslumbramento?

o gustavo passou a mensagem dele com coupland na frase em homenagem ao curso do "eu online". eu também tenho a minha:

cyberspace is not disneyland - amy bruckman

difícil de entender? eu não acho. semana passada o gustavo me passou esse link, e já que resolvi trocar as lentes de contato pelos óculos até a entrega da monografia, passei horas lendo frank schaap, e deixando que essa criatura sem rosto mas com uma estética em webdesign minimalista linda, fizesse de uma mera consideração, uma verdade: sometimes something clicks.

tenho exatamente 43 dias até a entrega do trabalho de conclusão, e apesar de ter certeza que seis meses a mais de pesquisa me seriam de extrema utilidade, eu estou feliz. as unidades de tempo estão sendo bem preenchidas, e o apoio que eu preciso pra continuar consumindo essas unidades de tempo até o dia 13 de junho da melhor forma possível, está vindo sim - de poucos, mas dos servos certos, se é que você me entende.

terça-feira o pessoal da mtv-rs esteve em casa pra gravar um piloto sobre o viralata. nos finalmentes da passagem deles pelo workspace a apresentadora, tendo visto pierre lévy em cibercultura</a> na minha mesa de som, comentou que também o estava lendo para a monografia dela: os blogs da guerra. ela perguntou: 'você já leu andré lemos?'

teóricos brasileiros pra mim precisam ter referência. e pensando no comentário do meira e do gustavo sobre o lemos, que por sinal foi idêntico - deslumbrado - eu percebo que temo realmente ser uma deslumbrada também. e acho que é por isso que estudar a recepção, ou seja, o reconhecimento do receptor como elemento significativo do processo de comunicação pra mim, evoca, como nas palavras de mattelard, 'uma nova sensibilidade'.

me dói o desdém, sabe? e eu realmente não quero esquecer de quem eu sou quando um 'ramon' perguntar sobre o que escrevo em minha monografia. eu quero ser uma versão feminina de frank schaap, eu quero ser uma versão brasileira de stewart brand ou uma versão menos 'freak' de howard rheingold.

no fundo, eu não quero deixar de ser quem eu sou. eu não quero deixar de ter os meus 'olhares', as minhas 'percepções', a minha 'sensibilidade'. eu não quero ser discriminada por adotar uma perspectiva 'crítica' excessivamente empenhada na denúncia do potencial de algo que praticamente está nos reconstruindo.

imagem 1
imagem 2
- entende o que eu quero dizer?

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Comments

sim, sim, sim, fofinha...
estou pensando em ti... e vendo aqui, como estás absorta em teus trabalhos.
saudades tuas. nem parece que a gente tá na mesma cidade agora.
beijocas.

ps: vê se fica "bunitinha", tá? suerte!

lindinha, claro que não desisto de ti. e não te preocupa, entrando aqui, eu me sinto um pouquinho contigo.
anyway, tô esperando pra quando estiveres mais tranquila.
saudade.

Oi, querida.
Há quanto tempo...

Espero que esteje realmente bem.
Um beijo.

Nina

há duas coisas pra ti aqui comigo que vc não sabe. um é seu presente de páscoa, outra é uma coisa que eu quero te mostrar... mas pra isso tudo eu preciso esquecer do 'sujeito' - eu e pensar em ti, 'receptor'.

e o que eu quero dizer com isso é....

por favor, não desista de mim,.... eu já tô voltando. até pq eu sei que seu apê fica lá no começo da rua da esquina da mnha casa, né?!

;-)

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