you are what you feel, and nothing more
lendo o que mena trott (do casal trott, criadores do movabletype e da empresa six apart), escreveu em seu post de quinta-feira, fui incapaz de não encontrar na quote dela* essa afirmação de que a minha esperança já integra a estrutura moral de projetistas e insiders que desempenham esse papel de arquitetos no campo e no contexto da 'revolução tecnológica', 'revolução da internet', 'revolução digital' ou numa curta nomenclatura mais direta: 'na provocativa rede'.
a mena trott postou:
we write weblogging tools because we believe in the medium
pode-se dizer que é uma observação pessoal meio estranha, mas guardado dentro do meu cérebro está essa esperança baseada numa 'crença' de política humana, que me empresta o direito de pensar de que forma a nossa espécie está processando o conteúdo 'vida'. acho que a essa esperança enxerga a passagem pro futuro da raça humana numa demonstração funcional, revelando que as interações humanas, as conversas humanas e o significado humano está formando um coração pulsante da internet.
não seria em vão a mena, por exemplo, ter ativado os comments do blog dela por estar interessada em saber o que os leitores dela tem a dizer "about the whole issue of drawing boundaries between your life and your weblog". ou observar o eric costello optando contar 'insights' de sua filha de quatro anos ao que se preocupa com a frequência de seus posts menos sistemáticos, ou observar as considerações do andrew johnstone ao descrever a criação do design is kinky: "web sites have a history just like anything else and they are living breathing entities that all have their own little stories." ou até mesmo como eu admiro ainda mais o matt haughey depois que ele me fez chorar: "the people that really 'get' the web are the people that can still remember how magical it was."
imagino que possa ser uma observação pessoal meio estranha, e sei que dada as proporções do meu consumo x tempo x web, eu poderia muito bem ter achado pertinente contabilizar blogs que visitei que mencionaram audição de nina simone quando esta faleceu, mas isso não me é de importância neste momento. quando eu me refiro a essa esperança, de que o significado humano está formando um coração pulsante na internet, eu me refiro a esta minha interminável comoção ao encontrar as primeiras expressões identitárias na rede - desses usuários que são a geração seguinte daqueles que somos nós agora: é como se joe maller, um ultra-designer, colocasse a todos nós para dormir quando estende à sua presença na rede, uma fragmentação de html que nos aponta para a pequena lila zoe.
Comments
sério? pra mim a net tem sido é um grande cemitério. se bem q pode ser só meu mau-humor...
bju
Posted by: pablo | May 1, 2003 12:50 PM
eu adoraria saber que se trata apenas do seu mau humor.... me deixaria mais tranquila....
;-)
Posted by: cams | May 2, 2003 12:43 PM