it's just been a life of other concerns over the last few days
Certamente não parece estar sendo muito fácil aceitar a existência do tempo. Pior ainda parece estar sendo tentar criar um plano de sobrevivência com um limite de 24 horas. Gerenciamento de tempo só pode servir como desculpa para desorganização e eu juro que estou tentando usar agenda este ano.
A gente tenta ir pelo caminho certo... então a gente começa com <i>Hiroshima</i> de John Hersey, da coleção Jornalismo Literário. Depois a gente parte pra <i>A sangue frio e Música para camaleões</i>, de Truman Capote, <i>O Segredo de Joe Gould</i>, de Joseph Mitchell, e - acima de tudo, a bíblia maior de todo jornalista formado a partir dos anos 60 - <i>Aos olhos da multidão</i>, de Gay Talese. Cada um deles deve vale por quatro anos de um curso de jornalismo, mas ainda assim há ditos "sábios" que acreditam que nem como realidade jornalística esses honrados nomes existem.
Carlos Heitor Cony, um "dito sábio" me apareceu no meio do caminho com um texto onde afirma: <i>não há jornalismo literário. Há jornalismo e há literatura. Funcionam por meio de sinais ou símbolos, que são as palavras compostas por letras, mas nem todas as letras formam necessariamente aquilo que se compreende como literatura.</i>
Parajornalismo, novo jornalismo, jornalismo literário, literatura de não-ficção, jornalismo de autor - uma dezena de rubricas significando nada? Será que eu tento pesquisar o que não existe?
Comments
Relações com o tempo são sempre angustiantes. Seja na tua, querendo que ele dê uma parada ou quando lembro da que já tive um dia, pedindo incessantemente para que ele voasse. Como seria bom esquecer um pouco ele...
*Aline Ebert*
Posted by: *Nina Flores* | March 17, 2003 11:37 AM
mas o tempo não se esquece da gente....
Posted by: cams | March 19, 2003 8:48 AM
Também tenho essa impressão, às vezes.
Posted by: Avery | August 29, 2003 4:05 AM