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o natal não precisa ter neve mas sim um livro bem branco de asp para iniciantes. isso faz parte da perseguição pessoal - eliminar a fadiga de programação - e isso precisa urgentemente ser colocada em prática.
a reforma em casa ganhou patamares supremos agora - estamos ausentes de cozinha, e nem vale se preocupar com o que restará até meados de dezembro.... tudo parece uma caixinha em apartamento de surpresa.
me resta agora ficar com a frase da semana em anexo, até porque ela recorre ao meio minuto atrás que já passou...<b>imagine being able to run a google-like search on your life</b>.
:-)
ninguém precisaria adivinhar ou apostar, moonlight mile - e a gente gosta de filmes de mulheres porque nos fazem chorar, nem que seja pra colocar pra fora gotículas que tentávamos acumular por dentro. quando a gente sai duma sessão dessas, só janelas de quartos de trabalho ajudam a expirar um ar de chuva melhor - eu vou sentir falta dele, e o argumento sabe.
hoje é dia de rascunhar o cartão de natal da aldeia, tarefa passada pra mim com a missão de montar algo capaz de fazer até pedra dura chorar. já peguei três álbuns de infância da família toninelo e estou levando debaixo do braço, mas isso é adendo quando a redação ainda precisa ser precisa - ultimamente tenho achado que me faltam palavras.
se há três anos atrás eu não tivesse perdido a última deadline para o envio dos últimos dois textos da seleção da reuters, provavelmente hoje eu estaria no interior da inglaterra ou em glasgow.
se há dois anos atrás eu tivesse assinado e postado catorze páginas de inscrição requerindo minha bolsa post-youth pro rotary, provavelmente hoje eu estaria em israel ou na áfrica do sul ou em portugal ou no canadá.
mas antes disso tudo, se eu não tivesse procurado a aeroflot sete meses antes do tempo normal, provavelmente hoje eu ainda estaria na india, sem nunca ter vindo morar em porto alegre e sem nunca ter deixado outras possibilidades passarem. eu ainda estaria assistindo bbc de londres todas as manhãs durante o café e acessando a internet sentada num puff preto ou num dos cafés ao leste de parla. eu ainda estaria frequentando o copacabana aos sábados à noite e comprando mensalmente livros para aprender hindi em menos de seis meses. eu ainda estaria comendo macdonald's vegetariano e tomando chá com leite e eu ainda estaria usando bindis da mesma forma que minhas sandálias. eu ainda estaria fazendo yoga e aulas de dança, e eu ainda andaria descalça em todos os templos de bombaim.
mas ainda assim, se antes da india eu tivesse escolhido a russia, provavelmente hoje eu estaria em st. petersburg ou desejando voltar pra lá. e se na época da devida escolha ela tivesse sido diferente, eu não saberia dizer com certeza o que agora me seria importante, e o que no vasto vão do englobamento da rotina seria por mim tirado como certo e errado, de valor ou sem valor, útil ou inútil.
talvez a vida da gente seja um mapa, ou quem sabe algumas pessoas façam dela um desenho geográfico de opções. eu tenho sete mochilas guardadas, mas apenas a mala continua etiquetada.
quem não desejaria ter as mãos certas para desenhar o que eles desenharam? quem não desejaria ter a caixa de aquarela certa das estações que eles escolheram? quem não desejaria ter neve sobre os cedros como eles encontraram?
lambchop no clipe da música título do último disco - is a woman - utilizou todas as folhas de outonos passados que nós ainda iremos passar. feito de puro desenho, as montanhas são negras em contraste a neve branca. e enquanto os que ouvem não dançam sentindo, todas as mapple leaves dançam sentindo a música.
kurt wagner é kurt wagner e folhas de outono serão sempre uma bandeira do canadá.... mesmo que eu guarde a minha para sempre dentro do armário.
de uma sessão não acontecida de rpg na sexta feira, longas horas jogando em lan tomaram espaço. tanto sol em nossas cabeças durante o dia tornam-se ossos gélidos em salas onde mouses e teclados funcionam como comandos de matança.
tudo bem, não acho que matamos tanto assim, mas chega a ser mais que divertido ouvir histórias de meninos de rua que gastam mais de 700 reais jogando na monkey. e estes sim, clientes bem mais ativos que eu.
ando revisando o conceito de design da sociedade cibernética atual. isso não diz muito se não há produção programada, mas se há planejamento pode-se esperar novos rumos para trabalhos futuros. há links demais e curvas de menos, há cores demais e branco de menos, há exibicionismo demais e funcionalidade de menos. e eu ainda espero encontrar o meio termo.
às vezes eu gosto de pensar que meus cabelos são curtos feito os de uma criança pequena. de tão finos que os fios são, eles poderiam ser imitações de fios de algodão que tecem nossas roupas. às vezes eu gosto de pensar que eu poderia passar a minha vida inteira comprando roupas em lojas infantis. eu aceitaria vestir número júnior, sempre.
recebi uma missão nova antes do feriado. rascunhar o projeto multimídia de uma indústria gráfica que também é editora e que fica no interior do estado. o desenvolvimento deve ter apelo para o público infantil e para o público adulto - que nesse caso, seriam os pais. a empresa tem direitos autorais para publicação no brasil, de produtos e criações de de nomes feito barbie, pokémmon, warner bros e disney. e diante disso... lá vou eu visitar um mundo a parte.
pediram para que eu fizesse os cartazes para as festinhas de final de ano da aldeia. teremos nossa festa no pátio do campus, durante o horário de almoço de um dos dias ímpares de dezembro.
selecionei várias imagens e pensei em dezenas de coisas diferentes para montar. ontem consegui terminar meu menu para o site, mas esta manhã achei o trabalho abominável. nada que se resolva na rapidez tende a dar certo,... e assim a gente muda.
baterias nunca mais serão as mesmas constantemente audíveis em meus ouvidos, assim como músicas já não são as mesmas, e isso já faz algum tempo. estar presente e acompanhar o processo de montagem de uma música é a resposta da mudança, e se ela é pra melhor ou pra pior, eu realmente não sei, até porque ultimamente eu só ouço transformação.
se eu pudesse encontrar espaço em algum lugar para expôr uma gratidão, nela eu agradeceria ao charles por ter me levado a conhecer o outro lado de um arquivo de áudio. eu bem sei de meu não esforço e da desistência quanto as minhas aulas de produção, mas parte de um aprendizado automático meu - é poder tocar, ver e sentir.
eu jamais saberia discernir takes de instrumentos para inserção em uma montagem precedente a uma mixagem, eu jamais saberia discernir os menores desafinos e eu jamais saberia usar um autotune versão três que dizem que corrige tudo. meu ouvido pra música é feito o ouvido de uma pessoa comum que consome, apesar de algumas vezes ser pior pelo meu gosto às avessas. e mesmo que eu não tenha nascido com o dom pra música como alguém sete anos mais velho que eu e de mesmo sangue, eu ainda penso que ouço demais.
o valor dos barulhinhos diferentes que sempre apreciei ouvir parecem medíocres comparados a cada pista de aúdio que forma um arquivo final de música. hoje enxergo tantas ondinhas diferentes que aquelas sonoridades curtas parecem enfeites vermelhos em cabeças de crianças - e isso se chama detalhe. se eu já era fascinada por curvas em tratamento de imagem, que dirá agora que encontro elas até mesmo num estúdio de madeira.
então é verdade, passei seis horas numa residência-estúdio do subúrbio - a primeira gravação de baterias a qual pude participar. e se eu já havia observado baixos, guitarras e vocais sendo gravados, nada se compara a quantidade de microfones e cabos que facilitam a entrada de pratos, bumbos e caixas que parecem ter agora, um volume e um tom diferente pra mim.
se eu já pareço condicionada ao apego pelas primeiras músicas produzidas para o viralata.com não é porque aparenta ser uma obrigação. talvez esse apego seja parte do 'me sentir parte' e assim, acreditar que de alguma forma eu consigo estar mais próxima de uma música, que ela de mim.
e sim, se eu ainda pudesse encontrar aquele espaço em algum lugar para expôr uma gratidão, nela eu também agradeceria ao charles por me deixar fazer parte do projeto, porque enfim, maior do que ele, só ele mesmo... e é ele que se faz música.
se quando eu atendia o telefone algu駑 do outro lado lacrimejava, devia ser porque chovia e n縊 havia mais motivo para se guardar l疊rimas.
naquele mesmo momento eu acessava a p疊ina da gravadora para obter o endere輟 de owen, quem eu tanto espero que um dia grave alguma coisa para o viralata.
e foi assim que eu ouvi as l疊rimas pararem e soube da chegada de um novo disco. a chuva ainda continua, mas temos jantar para tr黌 e winamp conectado a rede.
não lembro de fazer pedidos de natal há muitos anos, mas sabe que fui encarregada de buscar a kika no veterinário hoje e não resisti deixar de pensar. havia vários bebês gatos dentro de uma pequena gaiola, prontos para adoção. não leve a minha frase anterior para a lógica errada, eu não gosto e não me vejo algum dia gostando de gatos, mas eu queria encontrar um cachorro novo.
a kika já está velha e bem gordinha e bem educada. sinto falta de educar os cachorros da casa e de retirá-los dos meus pés na hora de dormir. o gio deve se lembrar do sadham que costumava acordar com a cabeça dividindo espaço com meu travesseiro todas as manhãs lá na júlio barone. e eu sinto falta de um bichinho tão pequeno e fofo e meigo como o ulisses é.
eu queria encontrar o benjamin e trazê-lo para casa. e o benjamin é o viralata mais bonito que eu conheço apesar de eu amar as orelhas do anão que é vizinho do scooby. acho que hoje eu aceitaria ser dona de uma carrocinha.
estávamos conversando sobre margarina no final da tarde. alguém tentava fazer com que minha imaginação montasse uma cena de sofá de casa com televisão e um pote de biscoitinhos. queria essa pessoa que eu imaginasse os tais biscoitinhos sendo molhados na margarina. infelizmente sem conseguir montar a televisão na imaginação, quase que esqueci da margarina.
caminhar pela padre chagas é o termo deste último semestre do ano. uma coisa muito praça que nem fica na padre chagas, uma coisa bem árvores perdendo folhas que não se baseiam apenas na padre chagas. e o termo já estava batizado quando comemos croissant com margarina. e depois disso, sinto pesadas olheiras ao ter que afirmar que almodóvar perdeu para o dragão vermelho e que eu sinto absurdas saudades do meu pc das antigas sessões de rpg.
...
estou trabalhando em casa esta noite, e por algum motivo saudoso, eu queria estar em pospland agora. eu jamais teria usado kasey chambers lá, até porque ... bem,... é dela a perfeita montagem de 'guarde suas lágrimas para um dia de chuva'.
e esqueça - eu não as guardo mais.
as passadas para a esquerda não estavam funcionando. eu não corri e você também não ficou sentado. tantas janelas abertas e uma única fechada. o vizinho da frente não estava lá e você sabia que eu gostava de observá-lo em dias de verão.
o pilar preto é intacto e nele tantas cores diferentes. você me disse que viu um coelho ali, e dali eu só consigo levar imagens para analisar num nono andar. seus braços não diminuem de tamanho, mas seu espaço no vazio... talvez.
eu ouço o que você não ouve, e nós sentimos tudo diferente. minhas mãos estão presas e seu pescoço está ileso. meus olhos não escorrem e seus poros não latejam. nós respondemos que vivemos, mas nossa pergunta não é para onde vamos.
meu anúncio de classificados dessa semana seria "como encontrar tempo para estar online". e não seria na seção de achados e sim na de busca. se havia uma época em que ser real era mais difícil que ser bytes, parece que ultimamente a coisa é diferente. pendência em responder e-mails é definitivamente uma coisa séria.
desconheço a validade, mas o "b" está deixando minha pressa se tornar avassaladora.
tão pior do que parece alguém chegar aqui e não poder acessar meu menu é o ftp estar diante de nulas atualizações. ele não enferruja, mas ser passivo às vezes deve cansar.
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