sofas
viria trabalhar amanhã, gravar quinze cds de blues ou ao menos imaginar que conseguiria gravar cinco deles. não virei mais. com sorte o dia de sábado amanhecerá a cara da sexta e eu prensarei parte de minha mente no ante projeto diante do laptop em casa. eu gosto da minha salinha no inverno. ela fica docemente triste, e de alguma forma inexplicável, me abraça. as conversas na copa hoje contaram com mudança para os sofás da sala e pés descalços sobre a mesa. o zé quis falar de problemas do coração e a aline quis ganhar um empurrão para o dela fazer a coisa certa. a maria eugênia (que ainda é a júlia na minha cabeça), ficou conhecida e percebi que não há criatura que vendo o sorriso no rosto de pano dela, não sorria de volta. até mesmo eu, mal conseguindo manter os olhos seguros por mais de meia hora fui capaz de me render à infância imaginária daquela boneca. me dei um ponto de presente - ela virou a mascote mais simpática que uma rádio poderia ter.