cobertor
essa aquisição, esse carinho todo, essa estima, não sei de onde saiu, surgiu ou mesmo quando começou. boffalo tom poderia ter um sinônimo pra mim - cobertor. é uma banda que eu estimo muito, mas a qual nunca soube a história. nunca corri atrás pra ler, nunca corri atrás dos discos para comprar. eles sempre chegaram em minhas mãos por acaso, da mesma forma que os encontro vez ou outra perdidos na minha estante que ultimamente anda ausente de espaço. vim para casa sem música alguma nos phones. li algumas páginas de chabon e me simpatizei ainda mais com o personagem dele, mesmo assim, é um personagem no qual não encontro muito de mim. claro que fiquei com aquele pensamento na cabeça, aquele pensamento que me lembrava que manu havia encontrado uma cópia de IML na agência. justamente hoje. um dia depois de eu te-lo relido, justamente hoje quando liguei para caetano. queria ter noção de onde aquela cópia apareceu, porque quando as fiz, foram contadas e eu mesma não tenho cópia (salve o presente de natal de minha mãe daquele ano). o caetano foi a pessoa que mais criticou aquela narrativa. a manuela diz que parece eu falando, e que de tanto que parece, chega a ser claustrofóbico. não sei dizer até hoje se gosto do IML, mas sinto por não encontrar em mim a mesma capacidade que me fez escrever aquelas mais de cem páginas em cinco dias apenas. eu simplesmente sentei e escrevi. não me importei com linguagem, com erros ortográficos, com ausência de vírgulas ou de parágrafos. nem mesmo sabia dizer se as pessoas conseguiriam entender, naquela época - eu apenas escrevia.