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| May 2002 »
bom, acredito que todos sabiam que hoje eu retornaria à terapia. para que fique nos records, desde os dezesseis anos multiplico salas de psicólogos e psiquiatras, mas pela primeira vez eu decidi que precisava ir. o querer - bem além do sentimento de achar que seria bom retornar. caetano não utiliza mais a psicanálise, mas isso não vem ao caso. estou escrevendo por outro motivo, mas só tive certeza dele quando entrei naquela sala que agora não tem mais divã. eu preciso aprender a viver.
isso é incacreditável!! eu conheci o cara na mesma época que conheci o pedro the lion. por sinal, o damien foi indicação do luciano viana na poplist quando comentei que estava ouvindo e gostando muito, muito, muito do pedro que na verdade é o Balzan. há algumas semanas, a basement-life já vinha com essa promoção para divulgar o novo disco do cara. mas até então não tinha ouvido e permanecia com os cinco ou seis discos antigos (não sei bem qtos são). uma coisa bem de inverno do ano passado quando a viés azul nasceu... bah, o cara me influenciou muito mesmo....... mas nessa agora, ele ganhou a estrelinha de ouro! o damien com um blog no site novo. (sorrisão) tem até um paste digno de sete estrelas de sete. da mãe dele, que descobriu o blog e achou a inciativa dú! feito eu! e sim, o damien tem um filho chamado milles que até aparece em várias sonoras coladas num disco, o Postcards and Audio Letters, que fecha com uma belíssima música chamada "our kid is getting hurt".
o final é de uma leveza e simpatia imagináveis. não é o melhor final de livro já escrito (sabe que não) mas não deixa de ser conclusivo pelo lado do personagem principal. como ele relata um verão passado, o presente é sem características - não se dá pra ter certeza em qual gênero ele permaneceu. mesmo assim... "...assim como descobri que posso me apaixonar completamente por um homem - beijar, chorar, presentear -, também descobri o vestígio que uma mulher deixa, que Phlox deixou, e ele é melhor que o de um homem." (arthur na penúltima página)
como consegui ODIAR eternamente web-mail: selecionei o mail dela dentre os inúteis. apertei "pode deletar", somei um OK e foi-se. ahhhhhhhhhhh, isso dói!!!!!! principalmente quando ela não é dessa mídia. era um em um milhão.
antes que me esque軋. reatei meu afeto incondicional pelo pedro the lion. trouxe o novo disco dele pra casa. "control". mas ou輟 agora o antigo. "it's hard to find a friend". nunuca anda falando estranho comigo pelo telefone.
não quero lembrar, mas avancei demais e agora já não há quase nada. penúltimo capítulo - a fera que devorou cleveland. 'usina de sonhos' é um bom livro. não chega a ser grande, mas um prazeiroso livro. daqueles que eu amo ler porque me corrompem e me fazem falar alto, rir em público e me esconder quando uma cena inesperada acontece. dá pra respirar fundo, dá pra querer bem os personagens, dá pra se ater em valores medonhos, dá pra consumir cultura, dá pra conhecer mais meninos que foram jovens na década de 80. é uma fagulha nobre da literatura homossexual. eu não o escreveria. ele é belo demais.
a 伃tima ouvida acerca dos riscos expostos: "meninas tatuadas s縊 estressadas". - evandro, m俍ico da banda laranja freak.
numa manhã de outono, justamente num sábado também, os emoticons dela chegaram através da mídia da qual ela pertence. aqueles envelopinhos que se montam em celular, só foram descobertos como forma ávida de ternura, por causa dela. quando o verão foi embora, ela já havia ido. foi ela quem me fez começar a escrever "days of our youth", mas quando se foi, os dias se foram também. uma chuva não me manteve em casa, dentro de um carro ao lado da motorista grávida, eu sorria e contava histórias. discutíamos projetos de cadeiras passadas, discutíamos academias e estilos de metodologia. houve café ao chegar no quarto andar, houve vídeos sobre a segunda guerra mundial. pernas apertadas para não sentir frio, braços abraçados não apenas para carinho do eu, mas para dar de calor ao peito que silenciosamente batia. ajudei colegas a projetarem discursos, me convidei para um chá de bebê e comi bolachas de caramelo. inseri adesivo vermelho de belle&sebastian nas tag-windows queridas e quando fortifiquei-me diante do computador, lá encontrei um mail dela. antes de abri-lo, era necessário checar. lá estava. o envelopinho no celular. e suas chamadas não atendidas.
a quinta é minha. não vou atualizar popsland. é desrespeito, mas é minha noite, minha madrugada e meu direito. sou eu mesma que atualizo, certo? e estava lembrando agora. desde que lambchop lançou o "is a woman" eu ando com essa mania de dizer que os discos lançados desde então foram escritos sobre determinada razão ou motivo. faço isso quase todos os dias quando sou pega acompanhando o flávio inserindo um disco novo para eu catalogar. o flávio sabe que o "is a woman" segundo essa minha nova mania, foi feito para uma mulher grávida e que o novo cornershop é trilha sonora de infância para os nossos filhos. só que eu não sabia que ele dava atenção pra isso. hoje ele me confessou que já comentou num programa que a segunda música do disco do cornershop é e bah, aquilo mesmo que eu digo! a confissão veio em conversa quando ele veio me mostrar a décima segunda faixa (daddy can i turn this?) do novo disco do elvis costello (when i was cruel). flávio queria dizer que havia gostado muito do nome da faixa e que lembrava coisas de criança também... então sentamos juntos e fomos analisar as demais faixas e estamos chegando a conclusão de que o novo disco do costello poderia, segundo a mania, ter sido feito sob a ótica de um pai, em discurso para os filhos. faixas de when i cruel: 1. 45 2. Spooky Girlffriend 3. Tear Off Your Own Head (It's a Doll...) 4. When I Was Cruel No. 2 5. Soul for Hire 6. Petals 7. Tart 8. Dust 2... 9. Dissolve 10. Alibi 11. ...Dust 12. Daddy Can I Turn This? 13. My Blue Window 14. Episode of Blonde 15. Radio Silence (o disco será lançado no mercado comercial em 23 de abril)
essa aquisição, esse carinho todo, essa estima, não sei de onde saiu, surgiu ou mesmo quando começou. boffalo tom poderia ter um sinônimo pra mim - cobertor. é uma banda que eu estimo muito, mas a qual nunca soube a história. nunca corri atrás pra ler, nunca corri atrás dos discos para comprar. eles sempre chegaram em minhas mãos por acaso, da mesma forma que os encontro vez ou outra perdidos na minha estante que ultimamente anda ausente de espaço. vim para casa sem música alguma nos phones. li algumas páginas de chabon e me simpatizei ainda mais com o personagem dele, mesmo assim, é um personagem no qual não encontro muito de mim. claro que fiquei com aquele pensamento na cabeça, aquele pensamento que me lembrava que manu havia encontrado uma cópia de IML na agência. justamente hoje. um dia depois de eu te-lo relido, justamente hoje quando liguei para caetano. queria ter noção de onde aquela cópia apareceu, porque quando as fiz, foram contadas e eu mesma não tenho cópia (salve o presente de natal de minha mãe daquele ano). o caetano foi a pessoa que mais criticou aquela narrativa. a manuela diz que parece eu falando, e que de tanto que parece, chega a ser claustrofóbico. não sei dizer até hoje se gosto do IML, mas sinto por não encontrar em mim a mesma capacidade que me fez escrever aquelas mais de cem páginas em cinco dias apenas. eu simplesmente sentei e escrevi. não me importei com linguagem, com erros ortográficos, com ausência de vírgulas ou de parágrafos. nem mesmo sabia dizer se as pessoas conseguiriam entender, naquela época - eu apenas escrevia.
estava relendo tudo o que escrevi ano passado. quando dei o nome a um doc de '102,7 MHz Solos em Cena'. me deu um calafrio. é muito semelhante a minha vida atual. mas naquela época era tudo ficção.
ps.: dentro do folder andré_panda ainda encontram-se os nomes de claudia tajes, duda tajes e sylvie. dentro de cholly ainda encontram-se e-mails de entrevistas; dentro de aulas, materiais para TC, e-mails de professores (pedro osório, efendy). meus drafts só contém e-mails com letras de músicas. semana passada devo ter deletado mais de dezessete discos e suas escritas.
importante ainda é perceber que, todas as pessoas que já passaram em minha vida, assim, de alguma forma "marcante" chegaram um dia a possuirem um folder. deletar o folder, é manda-las bem além do software. elas saem da vida também.
fiquei lembrando do gustavo na terça à noite, olhando pra mim e me dizendo "mas você está melhor". até então eu me sentia melhor, talvez tivesse assumido a idéia de que tudo não passava de tensão durante mestrual e até cheguei a canalizar a idéia de que o gustavo cumpriria com o único ítem de grau 10 de ternura masculina na versão 'menino em relacionamento', que eu e manu conseguimos citar. o grau 10 de ternura masculina nesse caso seria - "ele diz que ela está bonita". o gustavo diria isso para a menina dele, e mesmo que a gente demore para ter certeza disso relembrando o quanto ele tendencia timidez às vezes, a certeza ficou canalizada. mas voltando à linha do tempo, na terça quando as horas rumaram a quarta, eu acabei levando meu travesseiro e meu cobertor vermelho para o tapete branco. dormi ali... perto dos livros, perto das almofadas com elefantes bordados, perto do chão, sobre o chão. fechei os olhos e dormi e não me recordo sonhos com recebimento de e-mails há mais de cinco meses. não tenho vontade de escrever para o bruno, o menino que diz que eu tenho um caderno de vida (com uma face de cachorro em pelúcia na capa) e o mesmo menino que já me chamou de Amelie Poulain. não tenho vontade de escrever para jordana que do nada quis marcar data novamente nos meus dias. há um bom tempo ela perdeu o folder dela no meu outlook, e não sinto em informar que não o recuperará. deletar e-mails às vezes parece dolorido, mas é simples. aperte uma tecla DEL e ele se foi. tenho o costume de fazer isso. meu outlook tem mais de 23 megas somando os folders metodicamente separados e sinalizados com os nomes mais expressivos que minha mente agradece por possuir (alguns são de trabalho, mas só existem porque exigem menção na vida). ele é mais ou menos assim (layout à esquerda) - inbox - outbox - sent items - deleted items - drafts - adeus_pops - andré_panda
"você viu aquilo? até hoje não compreendo como é que as pessoas podem expor seus sentimentos com tanta franqueza assim na calçada, em público." "algumas pessoas - disse ele - realmente sabem curtir a vida".
quando já não segurava mais, foi tudo o que fui capaz de fazer. peguei o telefone e deixei um recado "estou querendo voltar, quando puder me liga de volta?" - o retorno não tardou muito, e se eu não reconhecia o telefone, a voz ainda me dizia que era ele mesmo. dessa vez troquei o verbo e me segurei mais um pouco "acho que preciso voltar". e ele apenas concordou comigo. terça feira que vem eu retorno ao nono andar. me encontrarei com caetano, aquele que nunca foi gilberto. e eu acho que sinto falta dele. quem sabe muito além do óbvio significado que ele representa em psicanálise, mas porque ele me me viu acordar um dia e meio depois.
bons momentos são aqueles para os que estamos.
é importante lembrar que o próximo álbum do coldplay levará o nome de "a rush of blood to the head", e que segundo chris martin, tende a ser o segundo e último da banda.
usina de sonhos foi o primeiro livro (ao menos publicado no brasil) do mesmo autor de wonder boys. se eu o visse em qualquer prateleira na face da terra, apenas com sua capa e sem o significado que o nome ´michael chabon´ é pra mim, jamais cogitaria pega-lo. é feia, essa é a verdade. a capa é muito feia. talvez a de pior mal gosto que já tenha encontrado, mas em nada e nem um pouquinho, diminui a beleza da obra. "Claire mudara-se no dia 13 de abril, levando consigo toda a coleção de Joni Mitchell e a trilha sonora completa dos diálogos de Romeu e Julieta de Zeffirelli, um álbum de quatro discos, que ela conhecia de cor. Em algum ponto próximo ao final assexuado e mude de Art e Claire, eu a informara de que meu pai dissera que ela sofria de demência precoce. A influência de meu pai sobre mim era marcante e acreditei nisso. Mais tarde comentei com as pessoas que vivera com uma mulher maluca e também que me enchera de Romeu e Julieta."
pedi uma an疝ise para o charles de carmela_locutora. recebi como resposta, a melhor "help is just around the corner" que nem esperava receber. muito obrigada, charles, muito mesmo. gostei tanto dela e tanto do modo crueldade que vou posta-lo aqui.
putz, eu ainda acho que grau 10 de ternura é a troca dos subjects em um e-mail. mas ela NUNCA faz isso.
'é preciso conhecer duas ou três lagartas para conhecer as borboletas'. eu achava que já havia conhecido parte das lagartas do menino que sabe o caminho da minha casa, mas isso há um ano atrás. hoje eu reconheço que desconheço tanto as lagartas quanto as borboletas dele. pra mim é indecifrável o fato dele agir de um modo propenso ao 'ego' dele, decaindo para um 'você' no último momento que a minha mente poderia esperar. claro, ele escreveu hoje do nada, mandou fotos e ainda deixou recado que sairia, teria ensaio mas que voltaria depois para me responder. mas eu não sei de que vale a minha resposta. ela não o guia a trazer os passos para dentro da minha casa. não mais.
com certeza o que mais marcou a leitura de 'as pernas de úrsula', o último livro da claudinha tajes foi quando o personagem então homem e narrador, afirmava que 'as mulheres estão preparadas pra tudo, menos para a sinceridade'. sempre me lembro disso, tanto que na quinta feira ainda falava disso com o zé fernando lá na rádio. hoje o episódio do ED voltou a provar a minha crença de que a frase do personagem da claudinha está é mais do que certa. as mulheres esperam tudo mesmo, menos a sinceridade.
To: ERyan From: JLindley Subject: OK Okay, Grams, this is ridiculous. I should not have to email my grandmother because she's spending too much time out with her boyfriend. I'm beginning to get the impression there is more going on than Bible reading and if that's the case I think we need to have a serious talk. Anyway I was invited by the Audrey to spend Spring Break in Florida at her parents' place. I know I'm an adult now and I don't really have to ask your permission to participate in such an activity, but I wanted to make sure you were okay without all of us for a few days. Come to think of it... maybe you'd LIKE us out of the house for a few days. Are you sick of us, Grams? Are we infringing on your burgeoning relationship with Mr. Smalls? Anyway, let me know.
To: JLindley From: GLeery Subject: So sorry! Jen, I heard from Dawson right after I sent my email! Sorry about that. I'm so sorry you two broke up... and just when I had gotten used to the notion of you guys being together! But, it seems like you're both okay with it... so I guess I am too. I hope you'll still stay in touch. I'm not too worried-my son is still living in your house! Hope that isn't too awkward... Take care, sweetie. Gale
Ó não! aposto que hoje será reprise, mas de que me adianta o adiamento se eu já sei que eles vão brake-up no final? ó, sad news.....(e eu continuo a mesma baba de menina por meus enlatadinhos bestas). Episode #517 - "Highway to Hell" Joey tries, but finds she can't resist Charlie's invitation to join his band on a singing gig upstate. But when the day trip turns into an overnight, Joey finds herself in an interesting situation with Charlie. Meanwhile, while Jen ponders breaking up with Dawson, she and Jack join Dawson in Capeside for Lily's first birthday party... but when Dawson learns there's a new man in Gale's life, Jen's not sure if now is the best time to tell Dawson how she feels. pior do que isso, só eu acessando aquelas páginas super criativas criadas com os desktops de cada um dos personagens. li todo o inbox da Jen e quase surtei com a meiguice dos e-mails da mãe do Dawson pra ela. ó......
por doce tristeza, acredito, once and again reprisou exatamente o último episódio que há quatro semanas atrás eu havia assistido. mas agora é exibido às 20h de sábado. tomando espaço de as if que já não mais é transmitido.
totalmente espiritualizada numa noite de fagulhas de recordações de viagens. quando levei a kika para o xixi noturno dela, de chinelos e na escuridão da rua, imaginei que minha rua era a décima da quadra externa da praça vermelha. exatamente onde ficava meu albergue. em moscow. sigo só de spiritualized.
as lições que aprendi com o rock - parte I (e-mail enviado para pepe) no site do weezer tem nos extras imagens para desktop. você sabe disso, tanto que usou o cachorrinho para fazer uma capinha de cd. eu baixei um dia a imagem dos pés do rivers. ficou como meu desktop por umas três semanas e era a imagem mais sublime de silêncio x música. enquanto no estúdio hoje eu observava a bateria e no redondo maior via, do vinil, o espelho para os instrumentos de vocês, os pés, os suportes, os fios e tudo mais... consegui montar novamente a imagem de silêncio x música. aquele vinil parecia a superfície de um lago de água marrom, me lembrou o lago da capa do single de a carta e eu estava muito feliz de poder estar alí. parecia que vocês estavam me alimentando com substâncias químicas que o corpo necessita mas às vezes passa uma vida sem receber. vocês se cumprimentam e começam a tocar, não falam quase nada e apenas se olham. apertam botões e cordas e fecham os olhos. apesar do frio eu voltei pra casa olhando pro céu e pensando "que dia mais perfeito" - podia ser sempre assim. percebi detalhes que jamais havia dado conta. os dedos e o trabalho do dudu na guitarra dele. ele é o menino dos detalhes da guitarra, não o tiago. e uma coisa que eu gostei muito, foi que pude ouvir seu baixo tão alto pela primeira vez. e que eu gosto muito do barulho fechado, pesado, triste e grosso que ele faz. e não queria que você achasse ou continuasse achando que não toca bem. porque eu acho que toca. e eu gosto muito do tiago cantando. podem dizer o que quiserem, mas se ele desafina, parece que era porque tinha que desafinar. ele canta com tanta vontade e sentimento, que no meio de 'um minuto' eu fiquei pensando que aos 52 anos ele vai gravar um disco solo e a faixa bonus desse disco vai ser "broken heart" do spiritualized. (adendo-lyrics) and I'm crying all the time I have to keep it covered up with a smile and I'll keep on moving on for a while lord I have a broken heart das três músicas novas que vocês tocaram, eu lembrava da "um minuto". a primeira, eu gostei, mas aquela outra que foi +/- alí no meio do ensaio.... bem, ela certamente seria meu hit mesmo... com a "um minuto" berrando tanto quanto o casamento e a maria berram no meu ouvido com muito, mas muito carinho. ontem à noite, lá na cozinha da rádio, o zé fernando veio conversar comigo (eu estava tentando abrir um leite pra tomar com o café)... ele com as dores do coração dele e tal... e perguntando se eu não tinha uma amiga pra apresentar pra ele eu disse assim, pensando.... "sabe, zé, você acabou de me fazer perceber que eu só tenho amigos casais". uma coisa que meio que me fez sentir que eu tô crescendo e que meus amigos também e que todos eles são próximos uns dos outros e que isso me enche e me deixa bem feliz de coração. você é meu irmão grande, pepe...e é obrigação sua ver a sua irmã menor sempre. :-) e como me dizia o luis (meu top operador na rádio) "eu vou te ajudar a não sentir dor na hora de crescer". ele me dizia isso se referindo que iria estar alí comigo na mesa de áudio pra me ver crescer e perder a ansiedade na frente do microfone.... e se ele estiver mesmo, serei eu lá no estúdio a receber vocês para o bate-papo de lançamento do recortes. ah se serei.... :-)
tarde de s畸ado em minha moscow chamada porto alegre. est棈io na rua doutor tim騁eo. ensaio da winston - testando novo baterista. antes-almo輟 com irm縊 pepe.
gustavo estava certo. eu iria correr atrás, mas me surpreendi mais ainda no meio do caminho. "Once and Again cancelled by ABC - 03/28/02, 7:00pm ET Series will end after episode 19" - do principal fã-clube-site
irei me auto-desculpar pela sinceridade, mas ao menos uma explicação para a tamanha sensibilidade de hoje recebeu resposta. minha mestruação veio - o que significa que eu poderia estar em tpm. e eu prometo um dia me acostumar com esses ovários problemáticos que eu tenho. já não sabia mais o que era ser mocinha há mais de três meses.
viria trabalhar amanhã, gravar quinze cds de blues ou ao menos imaginar que conseguiria gravar cinco deles. não virei mais. com sorte o dia de sábado amanhecerá a cara da sexta e eu prensarei parte de minha mente no ante projeto diante do laptop em casa. eu gosto da minha salinha no inverno. ela fica docemente triste, e de alguma forma inexplicável, me abraça. as conversas na copa hoje contaram com mudança para os sofás da sala e pés descalços sobre a mesa. o zé quis falar de problemas do coração e a aline quis ganhar um empurrão para o dela fazer a coisa certa. a maria eugênia (que ainda é a júlia na minha cabeça), ficou conhecida e percebi que não há criatura que vendo o sorriso no rosto de pano dela, não sorria de volta. até mesmo eu, mal conseguindo manter os olhos seguros por mais de meia hora fui capaz de me render à infância imaginária daquela boneca. me dei um ponto de presente - ela virou a mascote mais simpática que uma rádio poderia ter.
fiquei pensando e me questionando,... mas não consegui encontrar uma resposta. queria saber e entender por quem diabos eu puxei essa coisa. essa coisa de me apegar as pessoas, de me me tocar com miúdas, mas miudinhas coisas e chorar... e começar a chorar....e daí meter as minhas mãos no rosto e sentir vergonha de chorar, e querer juntar minhas pernas e abraça-las com a cabeça nos joelhos e amassar todo o sentimento... amassar pra que fique menor e que doa menos....
e sim, gordinha.... boa sorte. muito boa sorte pra ti. estarei de dedos cruzados e tentarei ligar para saber como foi.
gordinha enviou fotinhas dela e de pepe para o 3pontinhos. se gordinha ler este post, queria agradecer por duas coisas ou quem sabe três. uma por ser essa pessoa maravilhosa que hoje em dia eu carrego com muito orgulho dentro do compartimento "amigos_família" que fica dentro do coração. duas por ser tão atenciosa e pelo post tão pululantemente meigo no blog da menina das reticências e três por dividir comigo imagens com cenas de vidas e de afeto tão lindas feito as do casal. (se as imagens não aparecerem amanhã cedo na casinha da menina que gosta de três pontos... foi porque eu resolvi fazer com mais descanso físico no final de semana.)
emprestei "nirvana nunca mais" para o flávio na semana passada. sei que ele começou a ler durante o final de semana e sei que está gostando. no meio da tarde tivemos aquela maratoninha de conversas que geralmente temos. hoje ele queria me contar que havia visto uma referência para "the the" em alguma das páginas. então disse que tinha um disco "desses depressivos que você gosta", pra me mostrar. ri dele, dizendo que a nota "depressivos = gosto de carmela" soava realmente interessante, e flávio apenas disse que ao menos por hoje iríamos chorar juntos. ele pegou a chave da discoteca, saiu da sala, fez coleta e retornou. fez eu sentar na minha cadeira, segurar o encarte e ficar quietinha para ouvir. contou algumas histórias da banda, fez silêncio, e disse que podíamos chorar. rodou todas as faixas, reprisou umas três e entregou o cd pra mim dizendo que quando eu quisesse aquela companhia, sabia onde encontrar. o cd é o número de catágolo 49, e foi o primeiro da gravadora sony que a rádio recebeu.
não adianta pedir abraço para alguém para ver se consigo enganar o escondidinho. hoje ele saiu pra fora bem antes de eu conseguir segura-lo mais um pouco dentro do peito. o choro veio cedo, veio com mais um disco triste que o flávio disse que eu iria gostar de ouvir, veio com luna tocando enquanto eu andava pelo corredor, veio com o silêncio enquanto cortava a caixinha de leite na cozinha, veio com o pensamento de que eu não tenho vida lá fora. estou me sentindo uma pequena máquina de processamento. uma máquina com poucas falhas mas também sem muitas opções de uso. meu ego está fraco, minha auto-estima a caminho da fadiga e meu peito precisando de um carinho. ontem à noite eu não estava incomodada com nada além da minha própria incapacidade de escrever um texto em parâmetros jornalísticos de reportagem. hoje confesso, perguntei para as borboletas se elas estavam tristes porque não haviam sido admiradas pelo menino que sabe o caminho da minha casa.
i need someone everyday something in the same way still i hope for better days to come you made up your mind but maybe i can change it back again é imprestável isso. e a gente ainda rende pontos no esnobismo dos outros. eu não estou com raiva. apenas sentida. e no meio do caminho tanta coisa acontecendo....
quer coisa mais sacal que ter dor nas costas? eu vou trabalhar sábado à tarde. porque quero e porque assim me livro dos males das costas caseiros. porque eu sei onde eu moro. e a cópia do menino também.
quer coisa mais querida que conversar com gordinha logo no in兤io das atividades trabalh﨎ticas? a gordinha n縊 perde, ele tem essa mania de natureza, de falar parecendo que pula, de falar parecendo que te aperta... e de sorrir mesmo triste... ao menos para os amigos, nem que por uma breve liga鈬o - ademais curta - pedindo reprise qualquer dia desses, ou na semana que vem. dei uma arrumadinha no blog dela. com os dias ele vai se ajeitando melhor... assim como o meu tempo para cuidar de todas as cosinhas na internet e todas as minhas tarefas obesas da faculdade. :-)
descoberta do dia: se locução de carmela não é saudável para a 103.3 unisinos fm, ao menos para o corpo (nada esbelto) de carmela, a locução o é. quarta feira e meu terceiro dia de locução. são duas horas de microfone e um litro de água ingerido nesse tempo. e hoje rola chocolate em pacotinhos miúdos pelos estúdios da rádio - patrocínio especial da dona da júlia, que por algum motivo inexplicável, ganhou o nome de Maria Eugênia aqui na rádio.
mais um daqueles eventos que me ferem se repetiu. vieram me pedir uma trilha para um trabalho acadêmico enquanto eu tentava comer sossegada meu iogurte de mel, laranja e cenoura diante de mais um relatório para imprimir. havia colocado brian eno pra tocar uma vez que estava tendo dia D com o Moska na rádio. havia terminado de ler o e-mormaço e estava com aquela sensação de que ainda vou comparecer ao batizado do primeiro filho dele. sempre que eu penso nisso me dá vontade de chorar, e como tocava by this river, certamente que meus olhos se encheram. então a porta se abriu e criaturas apareceram sem nem mesmo perceber o meu estado de espírito. tem vezes que eu desejaria que os seres humanos tivessem um painel-emotivo-informativo funcionando na testa. talvez fosse útil. bom, mas o fato é que quando entrei no estúdio com a trilha que, acreditava eu, seria a mais provável que minha mente indicaria, essa criatura puxou meu braço e levantou a manga de minha blusa. não há coisa mais mal-educada que essa, sinceramente é pra mim, pior que agressão física que deixa hematomas reais. eu tenho horror a desconhecidos que me tocam, tocam minhas tatuagens e principalmente, tomam de meu corpo uma posse de manuseio. isso me fere até a alma.
há dias feito os de hoje em que eu percebo os anos que passam. eu caminhei muito e subi diversas escadas. não corri, mas senti profundamente as minhas batatas da perna ameaçarem as minhas famosas crãmbras. há sempre um cansaço aparente que fica quando as horas do dia avançam e eu retorno pra casa sabendo que ainda tenho deveres para cumprir (atualizar popsland, responder meus e-mails, revisar material para a faculdade, gravar a cassete da viagem do dia seguinte)... mas eu aguento firme mesmo quando o corpo promete contabilizar uma estafa a caminho de acontecer.... e de alguma forma inexplicável, consigo sentir-me completa por segundos valiosos naquele vão entre abrir e fechar os olhos. quando uma luz apaga, quando a luz se acende novamente. ultimamente manuela tem escrito mais. tem estado presente em popsland e a tem utilizado para expressar o que dentro dela, diversas vezes se mantém aconchegante demais para se tornar real. e eu falo de beleza. tem dias que eu temo a percepção que manu faz de sua própria vida - uma que é linda. temo que ela se esconda tanto dela mesma que não mostre suficientemente para as pessoas que ama, que ela se ama também. manuela vive de um amor dentro dela que eu desejaria também ter dentro de mim. quanto mais leio os textos de minha melhor amiga, merge o processo. ela cresce e eu venho percebido isso. costumamos acreditar que o inverno nos traz isso, a imagem de mulheres aos 37-42 anos, vivendo a discrepância da vida, sozinhas. sempre nos amedrontamos com a imagem dessas mulheres refletidas em nós, mas acho que nunca disse à manu que sempre as achei lindas. e isso somos nós, crescendo.
numa das melhores épocas do ano o sol foi descoberto longe de minha janela. ele não a toca mais e nem invade minha salinha. ele permanece ali... fora, apenas dizendo que está fazendo companhia. acordar para ouvir ben lee. modificar o ritmo em country boy apressado de josh ritter e chegar ao pé da tarde com ben&jason.
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