November 16, 2008

this life has to be videotaped

quando tu tens tua família americana inteira sentada numa casa de café, conversando assim, num daqueles fabulosos dias de sol em denver, com uma puta banda que assim, é tão afudê que te faz pensar que todas as outras bandas do mundo são solas de tênis velho se comparadas..... bah..... tu podes ir por céu ou morrer e ir pro inferno direto. sem problema algum.

gio diz que só em denver poderia acontecer algo assim.
e eu até que concordo.

ver kristian trabalhar nos pedais ao vivo e tocar exatamente o que se houve numa bem editada gravação de estudio me fez conhecer outro mundo. aquela queda por bateristas que eu sempre tive pareceu mundana. vá a puta que pariu, mas se eu fosse um músico eu não gostaria de ser ninguém mais do que kristian dunn. na real.... eu não gostaria de ter habilidade alguma senão a dele. ok, provavelmente a criatividade também.

October 29, 2008

loosen up, sing me a song and I'll dance
cause I don't move, or get moved too easily

Every path is good. And every path you choose by yourself is better than the other paths. And the only thing SUPPOSED to be better than the others is you. If you want, if you try. Mark BBDO was only a tool. It was a good tool, but there are many tools around for you. For example beer :-). Martin Ch.

October 21, 2008

the planets bend between us

existe algo sobre denver que faz com que a vida tenha um peso diferente do qual teria em qualquer outro lugar do mundo.

sei que tenho meu super irmão morando aqui mas sei que é aqui que tenho a versão mais social da minha pessoa. e quando algo dentro da gente dói, ser e se manter sociável, pelo menos pra mim, ajuda, e muito, a manter uma carmela forte.... mesmo que seja por fora e não completamente por dentro.

pela segunda semana, domingo passei a tarde na casa do gio fazendo arte. algo que simplesmente soa como a coisa mais estranha que poderia me encontrar fazendo. a mãe tem razão em escrever que "muitas vezes tentou me ensinar um pouco daquilo que para ela era uma festa, mas para mim sempre foi um peso, uma chatice...", mas sabe.... tendo passado dois domingos metendo a mão em algo totalmente estranho, não me abandona a cabeça o pensamento de que eu deveria ter aproveitado tudo o que a mãe sempre esteve ali, feliz, tentando me ensinar.

gary isaacs foi meu companheiro no final da semana. meu ultra e mega amigo nessa cidade. uma pessoa estranha ao mesmo tempo que absurdamente notável. rica. gary é um pessoa rica. esqueça dinheiro. ele é rico em tudo o que de resto, tu poderias imaginar.

mas enfim....
gary me levou para ver elin palmer, dust in the breakers e crooked fingers no bluebird. e eu tive aquele tipo de noite que me faz chorar, em pé. e gary é a versão imagem. o fotógrafo mais querido entre qualquer músico indie em denver. e mesmo sendo o estranho que ele é, não existe uma criatura que não o respeite (até porque seria impossível). e ter gary conversando contigo, sobre vida e relacionamentos, por deus.... ao mesmo tempo que te faz querer sair correndo, te faz querer carregá-lo dentro do bolso da tua blusa pra sempre.

quando a gente se acostuma com uma presença na vida da gente, quando ela deixa de ser frequente, obviamente que sentiremos falta. eu sinto falta do flynn mas tenho esperança que a ausência da pessoa física dele fará com que seja lá a dor que eu sinta, passe. quando a não versão física dele, eu realmente não quero que parta. perder um bom amigo seria insuportavelmente mais dolorido.